6 ANOS LEVANDO AS NOTÍCIAS DA TERRINHA QUERIDA

AQUI, FÁTIMA NORONHA TRAZ NOTÍCIAS DE SUA PEQUENA BRAZÓPOLIS, CIDADE DO SUL DE MINAS GERAIS.

E-MAIL DE CONTATO: fatinoronha@gmail.com

30 de abril de 2010

VENTANIA, CANTOR DE SÃO TOMÉ DAS LETRAS


ENTREVISTA REALIZADA NO II FEST’FÉRIAS Organizado pela F.R.I.S. Promoção de Eventos.
Em entrevista, Ventania nos contou que seu verdadeiro nome é Wilson, nascido na Ilha Comprida, criado em Iguape e vive hoje em São Tomé das Letras. “Minha casa é em São Tomé, mas eu sou mesmo um cigano, um errante. Estou há 27 anos nas estradas desse Brasil”, diz.
Ventania nasceu e viveu em meio à boa música. Sua mãe, que hoje vive em São Vicente, litoral de São Paulo, é maestrina e toca vários instrumentos. Sua primeira composição de sucesso foi Cogumelos Azuis, feita em 1979.
Sobre o apelido Ventania ele nada explica, apenas diz: “me chamam assim desde que eu era criança. Foi um apelido que veio do céu”.
Sobre sua música lembrar o estilo Raul Seixas, ele diz que não foi de propósito. “ Talvez seja porque eu e Raul, por ser da mesma geração, ouvíamos os mesmos rock’s da época”.
Seus discos são independentes, “não quero saber desse negócio de contrato com gravadora não. Quero continuar assim livre. A internet ajuda muito na divulgação da minha música, mas a maior divulgação é no boca-à-boca pela malucada”, explica.
Com 9 filhos e 5 netos e algumas ex-esposas, Ventania é uma pessoa simples, de papo agradável e jeitão despojado. E quando pega seu violão e solta a voz faz bonito.

TUNEL DO TEMPO - Furtos de animaes

Jornal Vargem Grandense 1897

Há dias passaram por esta localidade dous militantes, que achando pouco supportável o trabalho honrado, dão-se ao habito de furto de animaes, como para provarem que tal vício não é privilégio exclusivo dos ciganos.
Um é brasileiro, bem apessoado e o outro é portuguez, ambos vigorosos.
Furtaram daqui alguns animaes com os quaes se dirigiram para os lados de soledade de Itajubá. Recommendamol-os as autoridades policiaes e judiciárias

Oração para os estressados

" Senhor,

Dê-me serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar,
coragem para mudar as coisas que não posso aceitar,
e sabedoria para esconder os corpos daquelas pessoas
que eu tive que matar por estarem me enchendo o saco...

Me ajude sempre a lembrar,
que quando eu estiver tendo um dia realmente ruim
e todos parecerem estar me enchendo o saco,
que são necessários 42 músculos para socar alguém,
e apenas 4 para estender meu dedo médio e mandá-lo para aquele lugar...."

29 de abril de 2010

TAB- 36 ANOS DE CULTURA E ENTRETENIMENTO

“Em 15 de janeiro de 1974, três alegres patativas, contemporâneas da “azagaia de gancho”, tagarelando na tarde folgada, às portas do armazém do Ildefonso, súbito resolveram:-“Vamos formar um grupo de teatro!”. E o tencionado se deu pelas mãos de Maria Elizabeth Bento, Fátima Aparecida Machado e Ana Celina Cintra, as três pioneiras e venturosas jovens que o chamaram “Teatro Amador Brazopolense”.
Ainda por aqueles dias, na sala-de-estar do velho Hotel São Benedito, deram-se os primeiros ensaios de uma peça, ante olhares perplexos de viajantes e caminhoneiros desvezados, frente à estrovenga que ali passava. Já de início, o drama e a comédia nunca estiveram tão juntos!...”

Tarcísio Faria Noronha –
“Brazópolis-100 Anos”
Assim nasceu o TAB, que há 36 anos vem trazendo cultura e diversão aos brazopolenses.
Parabéns a essas pessoas que acreditaram e fizeram. APLAUSOS PARA VOCÊS!!!

BAÚ DO SEU DEDÉ



O Cel. Francisco Braz faleceu em 25 de fevereiro de 1914, véspera do 46º aniversário de seu filho Wenceslau Braz, após ter-lhe escrito uma longa carta, conhecida como “Memórias do Cel. Francisco Braz”, que seria seu presente de aniversário juntamente com a árvore genealógica da família.

CASTANHAS PORTUGUESAS ADAPTADAS SÃO PRODUZIDAS EM BRAZÓPOLIS

Nas festas natalinas, as castanhas de caju e do Pará são muito consumidas e comuns, já, as produzidas em solos mineiros são raras, mas já existem. Entre elas está a castanha tipo portuguesa, produzida aqui em Brazópolis pelo proprietário do Sítio Colibri, Reginaldo Martin Cano.
Como seu sítio está próximo de São Bento do Sapucaí (SP) e Campos do Jordão (SP), onde as pesquisas para esse plantio foram desenvolvidas, Reginaldo resolveu apostar na nova técnica para ocupar três alqueires de suas terras.
Este ano o produtor calcula que sua colheita vai variar entre 7 e 8 toneladas. Ele também produz mudas para venda.

FOTO: Dodora bem acompanhada... rssrss

Que bando de homens feios!!! Crédo!!!


Poesia - Dentro do meu coração - p/ Otília Noronha -

Aquela cidade me encanta e
Me remete ao tempo doce e tranqüilo
Onde a paz e o aconchego podiam ser
Encontrados em suas ruas enladeiradas
Ou mesmo num encontro com amigos.


Aquela cidade me revelou
Que poesia e amor caminham juntos
Que sonho e realidade conseguem
Permanecer unidos e bem felizes.


Aquela cidade me embalou
Nas mais ternas brincadeiras juvenis
Com seu clima delicioso e
Sua forma cativante de receber.


Aquela cidade me marcou para sempre
Mesmo não sendo minha naturalmente
A elegi com muita emoção
Brazópolis, cidade do meu coração.

28 de abril de 2010

lançamento do livro "Desabafo" de Rosinha Rezende Noronha








Aconteceu no salão nobre do CEP, no dia 13 de abril, com a presença de amigos e familiares, a Cerimônia de Lançamento do livro de poemas "Desabafo", de autoria da Sra. Rosinha Rezende Noronha.
Após a apresentação do Hino Nacional Tocado e cantado por Décio Faria e Maria Alva, convidados declamaram poemas da autora e muitas homenagens foram feitas por seus familiares. O grupo Musical "Seresteiros ao Luar" Também esteve lá prestando sua homenagem com músicas preferidas de D. Rosinha.
Após cerimônia de lançamento, organizada pela ABLH – Academia Brazopolense de Letras e História - e família da autora, os presentes foram convidados para um delicioso coquetel. Uma noite muito agradável, onde todos puderam desfrutar do prazer de um bom papo com D. Rosinha, amigos e familiares.

Missões Schoenstatiana em Brazópolis



Nossa LAFS continua em ritmo acelerado, sob a proteção da Mãe Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstat e incentivo constante de nossa assessora Irmã M. Jacinta.
Nos dias 18, 19, 20 e 21 de março tivemos “Missões Schoenstatiana” em nossa paróquia, dirigida por Irmã Jacinta. Programação variada, atingindo toda a paróquia.
No dia 18 de março assumiram, durante a missa, o compromisso de pertencerem à “Liga das Mães”, um grupo de 50 senhoras, formando assim 4 grupos: 1 no bairro Can-Can e 3 na cidade. A divulgação e incentivo às mães tiveram participação da LAFS.
Em seguida à missa, Irmã Jacinta falou com mulheres a partir de 15 anos, sobre sua postura na transformação do mundo, tão carente de amor e paz.
Nos dias 19, 20 e 21 tivemos via sacra e terço sacerdotal, finalizados na Matriz.
Após a missa pelos sacerdotes foi feita justa homenagem ao Pe. Leo e Pe. Júnior, pelo movimento da Peregrina, LAFS, Liga das Mães e Comunidade Mariana Eucarística de Oração, comemorando a Ano Sacerdotal.
Tivemos reuniões com os grupos da LAFS e Movimento da Peregrina.
A Liga e outros movimentos de Schoenstatt continuam unidos para que, com Maria, cheguemos juntos a Jesus, centro de nossas vidas.
No dia 19 de abril a LAFS iniciou seu trabalho de expansão por nossa arquidiocese. A primeira paróquia escolhida foi a de Nossa Senhora de Fátima, no Bairro Boa Vista, em Santa Rita do Sapucaí. O Pároco Pe. Marco Aurélio exerceu seu diaconato e os 3 primeiros anos de sacerdote em Brazópolis. Hoje, com 21 anos de vida sacerdotal, recebeu a LAFS e Liga das Mães de braços abertos, juntamente com D. Ângela, Coordenadora Geral da Mãe Peregrina e suas zeladoras.
A Paróquia de Nossa senhora de Fátima, que desconhecia a LAFS hoje está preparada para ter seu grupo, graças às pessoas acima citadas. A LAFS se apresentou ao final da missa, com sua bandeira cantando seu hino. Foi lido um texto intitulado “Quem somos”. Após apresentação do hino “Tabernáculo Vivo”, prestamos uma singela homenagem aos Pe. Marco Aurélio, que após 21 anos continua no coração de seus ex-paroquianos, que tiveram o privilégio de conviver com ele.
Voltamos felizes! Pessoas de todas as idades deixavam transparecer a alegria de seus corações, por momentos de sublime presença de Deus.

Rita C. Noronha

TÚNEL DO TEMPO - kENNEDY PREMIADO

O garoto John Kennedy Stussi de Campos, filho do professor Deoclécio Campos Caridade e da Sra. Yara Melo Caridade, aluno da 5ª série B, da E.E. Pres. Wenceslau, de Brazópolis, no dia 12 de julho, acompanhado de sua mãe e do prefeito José Fernandes dos Reis, foram recepcionados no MEC, em Brasília, pelo Sr. Ministro da Educação Euro Brandão, onde recebeu seu diploma de finalista do “Concurso da semana da Pátria”.
D. Lucy, esposa do Presidente Ernesto Geisel, recepcionou o garoto Kennedy e os outros finalistas no Palácio da Alvorada, e ela própria serviu de cicerone na visita ao Palácio.
A viagem foi feita no avião da VASP e a hospedagem no magnífico Hotel Nacional, sendo todas as despesas feitas pelo MEC.
Kennedy foi presenteado, além do diploma e da importância de 20 mil cruzeiros, com várias coleções de livros.
A Prefeitura de Brazópolis também proporcionou uma viagem a Belo Horizonte, com todas as despesas pagas, como prêmio ao inteligente garoto, que na oportunidade participou de uma audiência com o Ex-Governador Aureliano Chaves.
Através do MOBRAL, Kennedy ainda recebeu a importância de hum mil cruzeiros.
Nossas congratulações ao garoto Kennedy e seus dignos pais.

“Dentre milhares, em todo o Brasil foram selecionados 200 trabalhos, elaborados por alunos do 1º e 2º graus, que concorreram à classificação dos 20 melhores, servindo de base para a campanha da Semana da Pátria de 1978. Dentre eles estava o do garoto Brazopolenses John Kennedy , que constituía de um mapa do Brasil, um avião e uma legenda.”

jORNAL BRAZÓPOLIS – 19/08/1978

E TUDO MUDOU...

O rouge virou blush
O pó-de-arroz, pó-compacto
O brilho virou gloss
A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose
A brilhantina virou musse
Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão.
O espaguete virou Miojo

A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
A caneta virou teclado
O long play virou CD
É um filho onde éramos seis
O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
O samba virou pagode
O piano agora é teclado,
Bicicleta virou bike
A bala antes encontrada agora é perdida.

BAÚ DO SEU DEDÉ - O menor jornal do mundo



O menor jornal do mundo é o “Vossa Senhoria”, criado pelo jornalista Leônidas Schimindth. Criado em Goiás em 1935, media 9 cms de altura e 6 cms de comprimento. Depois o fundador mudou-se para Minas Gerais e transferiu o jornalzinho para cá, aumentando seu tamanho para 10 cms.
Com a morte de Leônidas, em Divinópolis, a filha Dolores assumiu o ofício. Ela descobriu que o microjornal não era o menor do mundo. Em 1998 ela encolheu ainda mais o Vossa senhoria, que passou a medir 3,5 cm por 2,5 cm, menor que uma caixa de fósforo. Em março de 2208 veio o certificado do Livro dos Recordes, reconhecendo-o como menor jornal do mundo

JORNAL “BRAZÓPOLIS” COMPLETA 86 ANOS DE INFORMAÇÕES

Com o objetivo de levar à comunidade brazopolense as resoluções e acontecimentos do legislativo, executivo e judiciário, foi criado o jornal Brazópolis, órgão oficial dos poderes municipais. No dia 23 de março de 1924, circulou na cidade o primeiro número, tendo como diretor político o Cel. Henrique Braz Pereira Gomes, como redator gerente o Sr. Santos Lima, como editores os irmãos Heitor e Mário Silva.
A confecção do jornal era um trabalho artesanal feito na gráfica da Prefeitura (hoje tombada pelo patrimônio histórico), por meio da máquina impressora “Liberty”, tocada a pedal, vinda para Brazópolis na época do jornal “Vila Braz” antecessor do jornal “Brazópolis”. Em 1982 a “Liberty” foi desativada, passando o “Brazópolis” a ser impresso em gráficas.

Origem da expressão: VIRAR A CASACA

Carlos Manuel III (1701-1771), rei da Sardenha, para evitar problemas com França ou Espanha, vestia as cores de um dos reinos de acordo com as circunstâncias. Ficou 43 anos no poder, de tanto mudar a casaca - roupa de cerimônia com duas abas nas costas. Vira a casaca quem defende opiniões que antes condenava.

CURIOSIDADE: A RODA DOS ENJEITADOS

Já no século 19, o abandono de crianças nas ruas de São Paulo já era um grande problema. Para melhorar a situação das crianças que eram simplesmente abandonadas no meio da rua em noites de frio e chuva, foi inaugurada em julho de 1825 a “Roda dos Enjeitados”, que já existiam no Rio de Janeiro e Salvador, além de cidades grandes de muitos países.
Localizada em uma instituição de caridade, a “Roda” era um dispositivo de madeira, metade dentro da instituição e metade na rua, de tal forma que a pessoa pudesse colocar ali uma criança sem ser vista. Opiniões se dividiam a respeito: Uns achavam que era melhor do que as crianças serem simplesmente largadas nas ruas sujeitas aos perigos. Outros achavam que isso estimulava o abandono.
Ruim ou boa, a “Roda” foi mantida no Brasil até 1950. Foi o último país a acabar com esse sistema.

ACHEI NA NET - BRAZÓPOLIS

Conta a lenda que a família Brás é que foi a responsável pelo nome do município. Faz parte desse folclore dizer que a família Brás adotou este nome, após um episódio em que o então menino Francisco havia se engasgado seriamente e a mãe, desesperada, fez pedido a são Brás para salvá-lo. Após ser atendida em suas orações, o nome Brás foi incluído ao nome do menino que, já adulto, veio a ser político importante na região, o ilustre coronel Francisco Brás Pereira Gomes, que seria pai do futuro presidente da República Venceslau Brás Pereira Gomes.
Outra versão menos cívica, cuja origem não são dos moradores dessa mais os habitantes das cidades no entorno, dizer, que o município em questão era especializado no plantio de bananeiras e goiabeiras, mas que por algum motivo natural já fazia fronteira com outra região vizinha e mais progressista, produtora de marmelos , os quais se extraia um ungüento viscoso usado como liga na industrialização de doces de goiaba ou bananas enlatados.
Como é natural, certas misturas e receitas industriais eram segredos, porém ninguém sabia que as bananadas e as goiabadas fabricadas nesse distrito industrial, eram na verdade a base dos marmelos produzidos em outros municípios. Quando a população local descobriu, tão entalados e ofendidos sentiram-se, por serem enganados, que resolveram também fazer uma mistura do nome do município. Para isso, usaram o prefixo de Brasil unido ao sufixo da cidade vizinha chamada Marmelópolis.
A partir de então, Marmelada passou a ser sinônimo de fraude.

Galeria de Tulio Noronha -Comentário de Gaby ( pintora e fotógrafa)

POESIA : BRAZÓPOLIS – BRASÓPOLIS - P/ JOSÉ MAURO NORONHA


Passado
Presente
Z do Braz
S da gramática
O passado faz-se presente
O presente torna-se passado
O mesmo som
A mesma cidade
Provincianismo justificado
Nada muda
Regresso
Empáfia
Detentores do poder
S saúde
... (Z) (S) educação
... (Z) (S) emprego
Z de ZERO
Porque não um Z enorme

BARZÓPOLIS

Te amo Brazsópolis

Brasópolis
Brazópolis

24 de novembro de 1997
José Mauro Noronha

MATANDO SAUDADES - RAIMUNDO DO CINEMA

poesia: SONETO DE VISITA - P/ PAULA GOMES

O horizonte dessa estrada é trêmulo,
Profuso, sem elos e cheios de divisas
No céu, tão rosa, dissoluto e efêmero
Que tristeza sobre o poente salpica

Ora lá, cá, de lá para cá eu morro.
Parto, renasço, e volto como brisa.
Lá, o amor que silencia meu choro
Colore de saudade tudo o que fica.

O tempo se faz destino, louco fugaz...
E procuro ainda acalmar tal fera
Mas só com essa guerra tenho paz.

E alguém que amo um dia me dirá:
Fugiste então da tua adorada terra?
Sorrirei: -Vou logo, para logo voltar.

Paula Gomes

TÚNEL DO TEMPO - FACTOS POLICIAES

Jornal Villa Braz – 10/12/1911
No domingo a polícia tomou conhecimento que um grupo de rapazinhos já taludos, penetraram no recinto do mercado e lá fizeram distúrbios e mais cousas inconvenientes.
Immediatamente poz-se em campo, deu-lhes caça e conseguiu mettel-os a todos no xilindró, onde apesar dos protestos descabidos dos parentes e Paes da tropilha, ficaram purgando seus pecados.
Na segunda-feira tocou a vez das marafonas. No bairro Tijuco Preto, fizeram um banzé de arrepiar as carnes d’um defunto. Felizmente a polícia chegou a tempo de pôr água na fervura alcoólica das linguarudas e lá foram duas das hectaires curar o enthusiasmo no xadrez.

COB: “Círculo de Orquidófilos de Brazópolis”

Fundação: 29/10/2000
Sede: Travessa Tobias Pereira, nº 10 – Centro
Sua fundação se deu no dia 29 de outubro de 2000, mas somente em 2003 o COB associou-se ao CAOB, que é a Coordenadoria das Associações dos Orquidófilos do Brasil, certificando a associação a realizar exposições nacionais de orquídeas.
Através das exposições, o COB divulga a importância de preservação e cultivo adequado das orquídeas, sempre procurando despertar nos visitantes a valorização da nossa flora. Traz para Brazópolis pessoas vindas das mais diversas cidades, contribuindo para o turismo e a economia local e favorecendo a propaganda boca-a-boca, que agrega para o município clientes potenciais.
O COB reúne pessoas interessadas, amantes e perpetuadoras das orquídeas e cria laços de amizades por onde passa, tendo todas as cidades um carinho muito grande por seus membros.
O COB completou, no dia 28 de outubro, 8 anos de sua fundação e realizou a 6ª Exposição Nacional de Orquídeas nos dias 7, 8 e 9 de novembro. Reuniu 12 cidades do Estado de Minas Gerais e São Paulo. Passaram por esta exposição no clube Wenceslau Braz de 900 a 1000 visitantes nestes 3 dias.
Atualmente o COB consta na gestão 2006/2009 com a seguinte diretoria executiva:
Presidente: Lenita Martins Renó Noronha; Vice-Presidente: Augusto José de Carvalho Neto; Secretária: Maria Romeiro Noronha; Tesoureira: Luciene Maria R. Noronha.
Na oportunidade, o COB agradece a todos os patrocinadores e colaboradores de nossa comunidade o apoio que muito fortaleceu a realização da exposição.
A Associação está de braços abertos para receber novos sócios que desejarem participar e ao mesmo tempo aprender a cultivar esta encantadora planta. Quem pretender associar-se pode se comunicar com o endereço acima citado.

A diretoria

DN – DEFENSORES DA NATUREZA - Adolfo Vinícius "Noronha" Tavares

“Lembro-me do ano de 1989 quando meu primo Rodrigo e eu, preocupados com a preservação de nosso planeta criamos o clube DN – “Defensores da Natureza”.
Começamos por brincadeira e as reuniões eram feitas na casa do Rodrigo e em minha casa.
Os adultos, vendo nosso entusiasmo, resolveram nos ajudar sendo os monitores do nosso clube.
O DN, como o chamávamos, foi crescendo e chegamos a ter mais de setenta associados.
Criamos um logotipo que foi pintado nas camisetas. Tínhamos um jornalzinho, carteirinha de sócio e crachás.
Lembro-me bem de um abaixo-assinado que fizemos contra o lixão e o matadouro. Passamos semanas indo nas casas das pessoas pegando assinaturas e depois em passeata, fomos até a prefeitura entregá-lo ao prefeito que nos recebeu com cortesia, mas nunca tomou nenhuma providência.
Cuidávamos da limpeza das ruas, da preservação das praças, defendíamos os animais contra maus tratos. Tínhamos o dever de tentar conscientizar qualquer agressor ao meio ambiente de seus erros em não preservar a natureza. Se víssemos alguma pessoa pisando no jardim, ou jogando lixo na rua, tirávamos, orgulhosos a carteirinha do bolso e nos apresentávamos como “fiscais da natureza” e dávamos a nossa “bronca”.
Tínhamos convidados que nos apresentavam palestras, teatrinhos de fantoche, slides, sempre com o tema “Preservação da Natureza”.
Dávamos palestras nas escolas e além do tema “Respeito à Natureza”, frisávamos também o respeito ao ser humano. Fazíamos gincanas para as quais as equipes se preparavam por muitos dias.
Quando o “DN” já estava bastante conhecido em nossa cidade, mandamos para o programa da Xuxa, uma carta falando de nosso clubinho e convidando-a para ser nossa sócia de honra. Nunca obtivemos nenhuma resposta e nem houve menção por parte dela em seus programas. Tivemos a surpresa de ver, tempos depois, ela criar um clubinho exatamente com o mesmo nome e fins: ”Defensores da Natureza”.
Infelizmente nosso clubinho não sobreviveu ao tempo mas, deixou em cada um de nós a conscientização dos perigos que corre o nosso planeta.

Adolfo Vinícius "Noronha" Tavares - Biólogo Marinho

27 de abril de 2010

TROVINHAS FEINHAS - Poetaço do Braz



Este mês aconteceu
Muita coisa diferente
Até a igreja pegou fogo
Após um bobo incidente.

A meninada de férias
Na praça jogava traque
De repente o fogaréu!
Pensamos estar no Iraque!

Daí veio a discussão:
E então, quem é o culpado?
Os meninos que brincavam?
O lugar que estava minado?

Melhor mesmo é pensar
Como disse o Padre Léo :
Não tem ninguém a culpar.
O fogo veio é do céu!


Texto transcrito da seção de Cora Rónai, “O Globo”,23/04/09


”Na entrevista que deu à “Veja”, Michel Temer, a excelência-mor, disse que, no Congresso Nacional, há “confusão entre o que se pode fazer e o que não se pode fazer”; disse ainda que “há falhas no controle” e que “os erros de poucos não podem contaminar a instituição”.
Como contribuinte às voltas com o assalto do imposto de renda, de um lado, e, do outro, o noticiário simplesmente obsceno da política, tive que respirar fundo e contar até dez _ várias vezes_ para não ter um ataque de fúria. Não basta ter cara de pau para dizer isso, é preciso também subestimar, em altíssimo grau, a inteligência dos leitores. Prevarique, excelência, já que ninguém lhe disse que prevaricar não se pode fazer, mas, por favor, não me chame de burra!
Qualquer criança razoavelmente educada sabe, muito bem, o que pode e o que não pode fazer. Vai me dizer agora que um bando de marmanjos não sabe? O fato de não existir regulamentação proibindo congressistas safados de levarem a família de férias às custas do contribuinte não significa, em absoluto, que qualquer congressista safado esteja autorizado a fazê-lo. É mais do que evidente, para qualquer pessoa com um mínimo de dignidade e de boa-fé, que verbas públicas não podem ser usadas para fins privados. Qual é a regra que está faltando para que a politicalha entenda isso?
Em que mundo levitam as excelências que não percebem que os seus gastos nababescos custam o suor de brasileiros que trabalham de verdade? Em que mundo vivem as excelências que acham normal que seus filhinhos mimados torrem dezenas de salários mínimos em conta de celular, só assim? Em que mundo vivem as excelências que, não contentes em alugar jatinhos às nossas custas, ainda têm a petulância de posar como partes ofendidas? Em que mundo, afinal, se homiziam essas excelências que, pegas em flagrante, reagem afirmando que “faltam regras claras”?
Ora, o que falta, excelências, é apreço à democracia, é amor pelo país, é compaixão pelo povo que trabalha de sol a sol e não tem escola, não tem hospital, não tem nada.
O que falta é vergonha na cara!!!

Matando saudades - Desfile de 7 setembro

FATOS QUE MARCARAM MINHA INFÂNCIA - Maria Bernadete da Silva Lima

Muitos fatos presenciei e vivi na minha infância e adolescência que lamento, hoje, meus filhos (crianças e jovens de hoje), não terem tido a oportunidade que tive.
Quando criança, um dos fatos que me lembro com saudades, eram as viagens ( ida e volta) para Itajubá de trem de ferro.
Descíamos para a estação de trem ( hoje fábrica de lingerie) às vezes até uma hora antes do trem chegar ( papai, mamãe e eu ).
Meu Deus, como demorava para o trem chegar. Enquanto isso, saboreava maçã, que o Onofre da Candinha vendia. Mas a maçã era diferente das que existem hoje. Era uma maçã doce, que de longe sentíamos o cheiro, mesmo envolta naquele papel azul de seda.
Quando estava na hora do trem chegar, ele vinha apitando alegremente, soltando fumaça pelas curvas da beira da linha.
Entravamos no vagão e ocupávamos as poltronas que correspondiam às nossas passagens. Passavam alguns minutos e o funcionário da estação batia um sino que significava a hora de sua partida.
Acomodava-me bem na poltrona, perto de meus pais e não queria perder um lance fora da janel. Observava tudo: animais, cachoeiras, plantas, a natureza, enfim.
E ele ia todo satisfeito com seus passageiros, cortando montanhas, atravessando pontes, parando em outras estações ( Dias e Piranguinho) até chegar em Itajubá.
Suas rodas deslizavam sobre trilhos de ferro paralelos, presos por toras de madeira fixadas ao chão. O barulho de suas engrenagens emitiam um som que parecia ele estar dizendo:” café com pão, café com pão, café com pão...
Era uma viagem longa, às vezes durava até duas horas, mas era muito boa! Lembro-me e tenho saudades...
Maria Bernadete da Silva Lima

A VOZ DA NATUREZA - P/ Inácio José chaves

Nos idos dos anos 70, até mesmo nas pequenas comunidades, a
população clamava por mudanças urgentes.
Garoto, vivendo nos contrafortes da Mantiqueira, conhecia todas as pichações da cidade, grande parte dela contra a ditadura vigente.Uma, escrita num muro próximo à minha casa, chamava atenção.Era em letras que cobriam toda sua extensão: Salvem a Amazônia!
Acostumado ao discurso emblemático e ultrapatriótico do programa “Amaral Neto”, fiquei assustado com a denúncia. Teria ela alguma procedência? Não seria verdade que aquela região, recanto das árvores, dos caudalosos rios, da pororoca, dos animais exóticos, terra das comunidades indígenas e dos ribeirinhos, que me inflava de orgulho,
estivesse passando por apuros.
Creiam vocês que por mais algum tempo a questão da degradação ambiental em meu país não fez parte das minhas inquietações. Isso era problema de país desenvolvido.
Anos passaram. O tempo desbotou a citada pichação, o muro ruiu e trouxe com ela a vivência democrática. Tudo o que estava acobertado pela conveniência aflorou.
Uma vez mais a televisão foi o canal que me ligou ao mundo, esta decantada aldeia global. Através dela ouvi a voz trêmula e desafiadora da natureza. O seu clamor vinha de todos os cantos do mundo; devastações, poluição desenfreada, acidentes, crimes ambientais ... a ganância e o consumo exagerado.. Nela assisti ao esforço da comunidade internacional em implementar políticas públicas conscientes na ECO-92.
Previsões catastróficas passaram a dar o tom das questões ambientais, o grito que se ouvia era o de uma natureza agonizante. Uma voz desesperada diante do choro incessante das geleiras, do calor intenso, das espécies sendo extintas (predadores homens).
A humanidade se vê numa encruzilhada, concordam? Há necessidade de mudanças de paradigmas e ela é sentida em muitos lugares.
Lembram-se do pequeno lugar onde nasci? Pois é, hoje poderíamos deparar em seus muros com nova pichação: “Salvemos o nosso Vargem Grande”. Trata-se de uma pequena artéria dentro de um rico sistema hídrico que temos no sul de Minas. O barquinho de papel que eu nele coloco pode ser encontrado por algum portenho no Mar Del Plata. Fazemos parte de uma rede, mesmo pequenos somos responsáveis. A omissão é imperdoável. A mata ciliar e as nascentes do Vargem Grande estão sendo recuperadas graças a uma ONG que abraçou a causa ambiental. É com alegria que vemos as novas gerações dando ouvidos à natureza. Vamos torcer para que o restante da humanidade não reproduza neste momento crucial um diálogo surdo:
_ Escutou?
_Não! Responde matreiro o homem.
_ Escutou sim, eu falei!
Ouçamos a voz.
Inácio José chaves

Onde e com quem você estava quando...

Chegou o primeiro sinal de Tv em Brazópolis?
Quando o Deoclécio pronunciou as primeiras palavras na ZYV 26?
O TAB apresentou sua primeira peça “A casa do mestre Boris”?
O Pe. Quinzinho faleceu?
Aconteceu a festa do centenário de Brazópolis?

Abril de 1943- Morre Zé Mina

Há 68 anos, em 14 de abril de 1943, Brazópolis se entristecia com a morte do negro centenário Zé Mina. Vindo de Guiné, África, ainda criança, era um homem simples, trabalhador e muito querido por todos. Gostava de ajudar nos trabalhos de limpeza da Igreja Matriz. Após sua morte, foram-lhe atribuídas várias graças alcançadas por pessoas que o consideravam um “santo”. Até hoje seu nome é lembrado pelos brasopolenses. Seu filho, Caetano, vive ainda hoje no LADMA

E TUDO MUDOU...

O rouge virou blush
O pó-de-arroz, pó-compacto
O brilho virou gloss
A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose
A brilhantina virou musse
Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão.
O espaguete virou Miojo

A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
A caneta virou teclado
O long play virou CD
É um filho onde éramos seis
O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
O samba virou pagode
O piano agora é teclado,
Bicicleta virou bike
A bala antes encontrada agora é perdida.

ÁGUA, UM TEMA AGUADO - Por KAREN DE SOUZA POMPEU

Parece que todo ano é a mesma coisa: No mês de março algum professor
(ou alguns professores) sempre fazem questão de que os alunos façam um cartaz, uma redação ou uma pesquisa sobre a água. Logo, algumas pessoas devem pensar que isso é ótimo, que os alunos devem ser conscientizados sobre a importância de cuidar da água, etc, etc e tal. Apesar disso ser realmente importante é proporcionalmente hipócrita.
Os alunos fazem os trabalhos chatos e metade desses alunos continuam a desperdiçar água, não só os alunos, mas também os pais dos alunos, os avós, e assim por diante... Por que, então, lembram do significado da água só no mês de março, se o resto do ano é dedicado ao desperdício?
Não deveria existir o dia internacional da água , isso é medíocre, deveríamos lembrar da água o ano todo, pois está presente em nossa vida todos os dias, aliás, só existe vida porque existe água.
Hoje, nós comemoramos o dia internacional da água e fazemos cartazes, amanhã, jogamos os cartazes no lixo e jogamos o lixo no rio.
Crônica da aluna KAREN DE SOUZA POMPEU- 1 A - E.E.Pres. Wenceslau

Que Doidiera!

De aorcdo com uma pqsieusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as lrteas de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia lrteas etejasm no lgaur crroteo. O rseto pdoe ser uma ttaol bçguana que vcoê pdoe anida ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa lrtea isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo. Fntáastciso, né???

ILUSTRES BRAZOPOLENSES - Donana e Divina



De acordo com seu registro de nascimento, Ana Maria de Jesus, a Donana, nasceu em 02 de outubro de 1902. Vendo seu andar ainda ligeiro, seu modo de falar, fica difícil acreditar que esta pequena mulher tem 106 anos de idade. Problema de saúde? Quase não os tem. Mas ela reclama: “Às vezes minha coluna dói um pouco, mas logo passa”. Donana teve dois filhos que não pôde criar, mas hoje sente falta e sempre pede que a levem para visitá-los. Companheiros? Teve vários. “Já tive quatro e todos morreram, depois ficou difícil arrumar outro. Tinham medo de morrer também”, fala sorrindo.
Donana, morando sozinha não se cuidava. Comia apenas quando alguém lhe trazia um pratinho de comida.
Uma das pessoas que sempre lhe levava o que comer era Valdivina Goulart, mãe da poetisa Grécia. Ela conta que Donana pesava menos que 40 quilos e vivia doente. “Um dia ela me pediu para levá-la pra morar comigo. Minha casa era muito pequena, mas mesmo assim não tive coragem de dizer não e resolvi trazê-la e deu certo”, conta Vina. E assim ela adotou a “vovozinha”, como todos na casa a chamam. Hoje Donana tem uma família, engordou bastante e falta apenas uma coisa para completar a felicidade. “Queria poder ver sempre os meus filhos e meus netos”, fala tristonha.
À Donana queremos desejar muita saúde. Que Deus a conserve por mais alguns anos junto de nós. À Divina, queremos parabenizar pelo grande coração e coragem de “adotar” essa vovozinha tão simpática.

CARNAVAL DO CLUBE WENCESLAU


Bloco “Namorados da Lua”
-década de 60-

“Hoje em dia, quando vejo o Carnaval na Praça, tocando pagode e axé, fico com saudades do nosso “velho carnaval”.
Não me esqueço do salão do Clube Wenceslau, tão pequeno e tão bom. Hoje o Clube está maior, com um grande salão. Mas antes o salão era onde é hoje o barzinho do clube. O piso era de tábua que descia e subia como se acompanhasse a música. Nem era preciso pular, pois, mesmo parada o piso fazia com que a gente pulasse. Não sei como cabia tanta gente e como o piso não desmoronava.
Todos rodando pelo salão ao som das “marchinhas” na voz do Zezinho Barbeiro. Até hoje, quando ouço “ Mamãe eu Quero”, “Cabeleira do Zezé”, “Máscara Negra” e outras, me vem uma grande saudade.
Tenho saudades também do nosso bloco: “ Os Namorados da Lua” que o Dimitre organizava com tanto amor. Lembro das nossas fantasias simples e bem coloridas, sempre representando tema de alguma marchinha do ano. Quando o tema era “Tourada de Madri” lá íamos nós fantasiados de toureiros e espanholas, e assim por diante...
Lembro-me do Dimitri, dando instruções, muito nervoso, e cheirando nossas bocas para saber se havíamos bebido, antes do bloco deixar o Clube. Como era bom sair pelas ruas cantando: “Todos eles estão errados, a lua é, é, dos namorados...” e quando encontrávamos com o bloco do Clube “Primeiro de Novembro” é que a coisa esquentava. Cada um queria mostrar mais animação que o outro. Na última noite entrávamos cantando no “Primeiro de Novembro” e depois os recebíamos em nosso clube.
Hoje os jovens adoram o carnaval daqui, na praça, ao som dessas músicas modernas, mas eles não sabem o que perderam. Era muito bom.”

Maria Regina N. Dias Visoto

CLUBE WENCESLAU EM PLENA ATIVIDADE

Em 27 de março de 1901 surge o Clube Recreativo e Literário que leva o nome do então Secretário de Interior, do estado de Minas Gerais, Wenceslau Braz.
“...O orgulho do brazopolense, que integra a história, escrevendo páginas brilhantes e gloriosas, com acontecimentos marcantes e relevantes, oferecendo lazer e entretenimento sadio ao corpo associativo. Era o clube da elite, freqüentado pela fina flor da sociedade: estudantes, professores, empresários, altos funcionários, fazendeiros, etc..
Denominado a sala de visitas da cidade, onde se recebia deputados, senadores, secretários de Estado, governadores e os presidentes: Dr. Wenceslau Braz Pereira Gomes, Juscelino Kubitscheck de Oliveira e Dr. Tancredo de Almeida Neves.
Deu vida, projetava e movimentava a cidade.” (Dr. Francisco Crescêncio- Brazópolis -100 Anos)

Merecem aplausos os membros da nova diretoria do Clube Wenceslau pelos trabalhos que vêm realizando, em busca de recuperar os áureos tempos.
A presidente Maria Irene Serpa Fróes, explica que algumas mudanças foram realizadas, nos últimos 2 anos, graças aos esforços e trabalho de equipe da Diretoria e continuarão sendo realizados pela nova Diretoria, mas para isso é necessário resgatar o quadro sócios e o envolvimento dos mesmos com esta tradicional entidade social fundada antes mesmo da nossa emancipação política.
“Venha fazer parte desta casa de lazer freqüentada pela sociedade brazopolense para que possamos dar continuidade ao nosso trabalho. Aguardamos sua visita”, conclui Irene.

HISTÓRIA DO LADMA

O Asilo de Inválidos D. Maria Adelaide foi fundado em 1º de junho de 1924 sob a inspiração do Pe. José Antonio Corrêa, e do Cel. Paulo Ozorimbo de Azevedo, figurando como patrono o Bispo de Pouso Alegre D. Otávio Chagas de Miranda. A instiuição foi denominada “Dona Maria Adelaide” e tinha como objetivo de dar assistência aos idosos e inválidos.
Em 1932 passou a funcionar junto ao Asilo o Orfanato Santa Terezinha para meninas órfãs.
As irmãs da Providência do Gap dirigiram o Asilo de sua fundação até outubro de 2005, quando assumiram o cargo os irmãos do Instituto Missionário Filhos de Nossa Senhora do Monte Calvário.
Hoje, transformado em “Lar D. Maria Adelaide”, vem atendendo idosos e inválidos dentro da mesma linha adotada pelo Asilo.

QUEM FOI D. MARIA ADELAIDE?
Maria Adelaide Noronha nasceu em Brazópolis, em 1856. Era filha de Francisco Avelino do Nascimento e Flora Noronha, portanto, neta do Major Joaquim Carlos de Noronha. Casou-se em 1877 com o Paulista Paulo Orozimbo de Azevedo, um dos idealizadores do Asilo.

Poesia - O QUE NOS RESTA É O CÉU - P/Agenor Eugenio Noronha Dias

Acordo,
Abobalhado,
E levanto autômato...

Vou em direção à janela,
Meia aberta
Vejo o mundo,
Esquadrinhado pelo beiral
E pela folha fechada.
Constato,
Abestalhado,
Que o infinito é azul...

Meus olhos,
Ingênuos,
Filhos de pai da mesma estirpe
Viram fontes moribundas
Que gotejam lágrimas inúteis
Nas florestas destruídas.

Encosto a folha aberta
Tudo fica escuro...
Deito-me,
Posso morrer,
Mas o infinito é azul...

Agenor Eugênio Noronha Dias

Chapeuzinho Vermelho na imprensa e as diferentes maneiras de contar a mesma história.

JORNAL NACIONAL: (William Bonner)-"Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem…”.
(Fátima Bernardes)- "… mas a atuação de um caçador evitou uma tragédia”.
FANTÁSTICO: (Glória Maria)-”… que gracinha, gente. Vocês não vão acreditar, mas essa menina linda aqui foi retirada viva da barriga de um lobo, não é mesmo?”.
CIDADE ALERTA:(Datena)- “… onde é que a gente vai parar? Cadê as autoridades? Cadê as autoridades?! A menina ia para a casa da avozinha a pé! Não tem transporte público! Não tem transporte público! E foi devorada viva… Um lobo, um lobo safado. Põe na tela!! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo,não tenho medo de lobo, não”.
JORBAL DA RECORD:(Boris Casoy)- "Apesar dos esforços dos caçadores, o lobo mau devorou uma garotinha e fugiu. A polícia só chegou depois que o lobo já tinha foragido. Isto é uma vergonha!!!!”.
REVISTA VEJA:"Lula sabia das intenções do lobo!"
Vê se pode...
*Amigo meu não tem defeitos. Inimigo, se não tiver, eu ponho.
*Se você está se sentindo sozinho, abandonado, achando que ninguém liga para você... não pague as suas contas.
*Se um dia você perder o controle, levante-se e mude de canal manualmente.
*O mundo é legal porque é uma bola. Se fossem duas, seria um saco.
*Só não crio juízo, porque não sei o que ele come.
*É melhor encontrar uma pedra no caminho do que duas nos rins.
*Nunca dê café amargo a uma pessoa embriagada. Do contrário você terá de aturar um bêbado acordadíssimo.
*Cada dia que passa sobra mais mês no fim do meu dinheiro.

Homenagem - Onofre da Candinha

Natural e justo estabelecer-se um dia do ano para homenagear os negros do Brasil. Mas o justo mesmo seria, homenageá-los todos os dias. A história de Brazópolis está repleta de heróis negros. Queria poder citar todos, mas certamente cometeria injustiças. Vou então contar uma história que, talvez, pouca gente conheça:
Um bando de crianças brincando na linha do trem, que sempre passava com hora marcada. De vez em quando uma delas encostava os ouvidos nos trilhos para saber se o trem já vinha. Daí todas saíam para as margens da linha prá dizer adeus aos que partiam.
Numa tarde, um trem veio sem hora marcada. As crianças, entretidas na brincadeira, não viram o perigo. As mães, sempre atentas, ouviram o apito e correram ao encontro dos filhos que,nem entenderam o que estava acontecendo. Uma delas, grávida de nove meses, não conseguiu chegar a tempo de tirar sua caçula da frente do trem...
De longe, um homem previu a tragédia. Enquanto outros gritavam e entravam pra não ver o acidente, este bravo homem, destemido, pulou nos trilhos, arrancando a garota assustada da frente do trem. Aí nascia um herói. Já era amigo querido da família, virou compadre dos pais agradecidos.
Quem é este herói?
É uma das pessoas mais geniais que Brazópolis já conheceu. Era negro, magro, baixinho, inteligente, prestativo, bem-humorado e rápido como o capeta. Tocava cavaquinho como ninguém. Se houvesse um concurso de alegria, presteza, competência e precisão, o vencedor somente poderia ser esse pequeno grande herói, Onofre Tomaz Pereira, o Onofre da Candinha.
Através desse nosso querido herói negro, homenageamos a todos os negros de nossa cidade no dia da “Consciência Negra”.
(A criança salva por Onofre é Elisa Helena, filha de Teresa Noronha e Adolfo Girassol, que na época tinha 1 ano e meio de idade).

Santa Cecília – 132 anos de música

Foi no ano de 1878 que um grupo de músicos brazopolenses deu vida ao que viria a ser a jóia desta cidade. Embalada por um sonho, nascia a "Corporação Musical Santa Cecília".
Sua riqueza e variedade musical foram evoluindo na razão direta do empenho dos seus regentes que nela têm servido e que muito contribuíram para o seu crescente engrandecimento.
A “Corporação Musical Santa Cecília”, em sua trajetória de 132 anos de atividades, tem sua história ligada à de nossa Brazópolis. Sempre esteve presente nos momentos mais significativos da cidade, traduzindo sua emoção e valorizando seus rituais, estando sempre à frente das festas cívicas e religiosas, contagiando o público com marchas e hinos patrióticos, impondo sua cadência e expressando através da música o sentimento da comunidade.
Após um período em que ficou “adormecida” por vários fatores, o povo continuava com a sensação de que a “Banda” vivia plenamente. Adveio então uma nova fase de grande impulso com um projeto de restauração de sua sede, graças ao empenho e trabalho árduo de seus membros e a contribuição dos brazopolenses que sabem dar o devido valor a esta que é orgulho de nossa terra.
A Banda ainda luta para ter sua sede totalmente pronta para receber os amantes da arte musical. A realização desse sonho é o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos seus coordenadores, seus músicos, pessoas da comunidade e da competência artística dos maestros que por ela passaram. Pessoas que sabem da importância de participar dos acontecimentos socioculturais de nossa cidade em vez de ficar apenas vendo a “banda passar”.

BAÚ DO SEU DEDÉ

O primeiro jornal de que se tem notícia, circulou em Roma, por volta de 131 A.C.
No Brasil ,o primeiro jornal circulou em Recife no ano de 1.647 e era feito na Holanda.
Em Brazópolis, “Vargem Grandense”, criado em 1890, foi o primeiro jornal sob a direção de Francisco Braz Pereira Gomes.

AO MEU FILHO, A LIBERDADE - p/ Elizete Esteves

Corríamos livres pelos campos
Voávamos seguros
Nas asas dos sonhos
Navegávamos tranqüilos
Pelos mares da esperança
Não tínhamos medo
Do fogo das paixões
As janelas eram de vidro
E não tinham grades
Os quintais, os pomares
Cheiro de fruta roubada
Bola de gude, bola queimada
Balanço...
O balanço amarrado na árvore
Que ia alto, além do muro
De bambu
Pipas no céu azul
Totalmente azul
Dias de chuva
Colo materno
Cheiro de mingau doce,
Café torrado
Beijos a abraços...
Então te olho assim,
Olhar fixo nos livros.
Sei que estudas a guerra
A fome, a falta...
Qual será o sabor da tua fruta?
Por onde corres?
Em que asas passeiam teus sonhos?
Terás que enxergar o mundo
Mais cedo e talvez não tenhas
Como alcançar as janelas
E as paixões.
Mas filho, ainda há um
Pouco de mingau;
E se tu sentares entre meus beijos e abraços
E perguntares o que é liberdade,
Me perdoes,
Terei de ti olhar nos olhos e dizer:
Não sei, não sei mais...

TUNEL DO TEMPO

Lei Municipal nº 69
de 04/01/1897
Artigo 11- Todo indivíduo que for encontrado a beber água tocando com os lábios nas torneiras dos chafarizes públicos, onde houver vasilha para beber, sofrerá uma multa de 10 mil réis e prisão por 5 dias e o duplo nas reincidências.

26 de abril de 2010

BAIRRISMO



O brazopolense está aos poucos perdendo o sentimento de bairrismo.
Alguns acham que o mundo todo presta, menos Brazópolis. Parece até um vício falar mal da cidade. Toda cidade tem seus pontos positivos e negativos. Em outras cidades maximizam os positivos, enquanto aqui se maximizam os negativos.
Vamos mudar essa maneira de pensar e olhar mais o lado positivo de nossa cidade???

Por que não se orgulhar em dizer...
Que nossa cidade tem um dos melhores climas do mundo?
Que suas paisagens montanhosas são exuberantes?
Que aqui tem um povo hospitaleiro, que sabe receber quem chega de fora?
Que somos um povo que não tem preconceito de raça ou credo ou posição social?
Que aqui ninguém fica sem estudar por falta de escola?
Que aqui não se vê meninos de rua, idosos pedindo esmola, ou prostitutas nas esquinas?
Que aqui nossas crianças brincam nas ruas e andam sozinhas sem correr riscos?
Que aqui você pode sair de madrugada e chegar a salvo em casa?
Que aqui ficam anos sem acontecer um assassinato?
Que aqui as pessoas não precisam se trancar em casa por medo da violência?
É, vivemos em uma cidade abençoada!...
Bendito seja, este cantinho chamado Brazópolis!!!

JÁ TEVE, MAI NUM TEM MAIS - p/ Maria do Vá

BÔCA MARDITA
JÁ TEVE, MAI NUM TEM MAIS
Tava proseano cás minhas prima e ficamo relembrano as coisa. Discubrimu que Brazópi é a “cidade do já teve”.
Óia só: Já teve trem, já teve cinema, já teve coreto, já teve Cascata, já teve Bar do Gustavo, já teve crubi operáio... já teve inté um Prisdente da Repúbria.
Alembro qui tudo sáudo eu vinha pá cidadi ficá na casa da minha tia. Meu pai dexava eu vim que era pá modi vê si eu arrumava marido. Cuitado, já morreu i num teve o gostinhu de vê eu casada. Tô incaiada inté hoji. Eu ponhava um par de carçado novo nu saquinho di plástio e trazia di baxo du braço. Na hora que proximava a cidadi eu tirava u carçadu suju di barru, ponhava nu lugá du ôtro nu saco prástio e iscundia atrais duma moita que era pá modi pegá quando ia vortá pá roça. Di noiti, eu cás minha prima dava vorta na praça pá mode frertá cus rapaiz e adispois a genti ia pru crubi Operáio ondi a genti dançava cus moçu. A gente dançava di rostu coladu, dançava sorto. Tinha veiz qui nóis ía nu Bar du Gustavu. As mãe nossa num gostava muito não qui eis falava que lá era buati e num era lugá di moça di famía. Mai nói ía iscundidu.
Nói andava chic qui só venu. Cás quelas carça boca di sinu, sapatu de prataforma, us cabelu tudu lisinho, que nóis passava no ferru. Os moçu intão, era uma lindeza: Tudo cus cabelu cumpridu, carça bem pertada, cintu largu, bota cum sarto carrapeta. Us relógio deis parecia uma panela di tão grande. Êta tempinho bão!
Nus domingu a gente punhava uma merenda dentru du imborná, vistia nossu maiô e lá ia nóis tudo prá cascata nadá. Deitava nas pedra prá queimá e passava coca-cola nu corpo pá modi ficá bronziada.
Di noite nói ia nu cinema assisti os firmi. Na sigunda-fera eu vortava pá roça pá módi ajudá minha mãe cuidá dus animar.
Hoji im dia num tem quasi nada pros mocinhu cás mocinha fazê nus finar di semana. Devi sê pur issu qui eis fica na praça bebenu i fazeno bagunça.
Bem qui pudia vortá as coisa boa daqueli tempu. E quem sabi agora, si Santu Antonho mi ajudá eu consigo arrumá um namoradu pá casá...

Vamos analisar a famosa música do coelhinho da páscoa:

De olhos vermelhos, (O bicho tava doidão)
De pêlo branquinho, (Deve ser coroa também)
De pulo bem leve, (boiola!)
Eu sou o coelhinho.
Sou muito assustado, (uuuuh.... nooossa!)
Porém sou guloso, (Huuun aih tem)
Por uma cenoura... (assumiu...)
Já fico manhoso (definitivamente boiola)
Eu pulo pra frente, eu pulo pra trás (muito erótico)
Dou 1000 cambalhotas (Kama Sutra)
Sou forte demais! (pit-boy)
Comi uma cenoura (assumiu messssmo)
Com casca e tudo (Com proteção pelo menos)
Tão grande ela era... (aff...)
Fiquei barrigudo!!! (Aaaahh bom... era coelha!!!)

Nosso caminho da fé - De Tambaú (SP) a Aparecida do Norte passando por Luminosa

PAULO COELHO PASSA POR LUMINOSA RUMO A APARECIDA, PELO CAMINHO DA FÉ
Com aproximadamente 400km de extensão, o Caminho foi inaugurado em 2003 e vai de Tambaú, no interior de São Paulo, até Aparecida do Norte no Vale do Paraíba, atravessando a Serra da Mantiqueira, pelo sul de Minas Gerais, quando passa pelo Distrito de Luminosa
O escritor Paulo Coelho passou por lá há pouco tempo, visitou a Igreja, as Pousadas e bateu um bom papo com os moradores. Outros famosos também passaram por lá anonimamente. Renato Gaúcho foi um deles. Corre à “boca miúda” que está nos planos do jornalista Zeca Camargo, do Fantástico, fazer o Caminho.
Inspirado no milenar Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, o Caminho da Fé brasileiro é uma trilha de peregrinação, criado para dar estrutura aos peregrinos que vão ao Santuário Nacional de Aparecida.
No Caminho o peregrino vai reforçando sua fé, observando a natureza privilegiada, superando as dificuldades. O exercício da humildade se dará nas simplicidades das pousadas e das refeições. Além disso, em cada parada, estará contribuindo para o desenvolvimento econômico e social das pequenas cidades e propiciando a integração cultural de seus habitantes com a dos peregrinos de diferentes partes do mundo.
Pode-se fazer o Caminho a pé ou de bicicleta. São necessários aproximadamente 16 dias, fazendo uma média de 25km por dia, para percorrer todo o Caminho.
Durante todo o trajeto, o peregrino se hospeda em pousadas credenciadas pela “Associação de Amigos do Caminho da Fé”. Em Luminosa são duas Pousadas: A Pousada N. S. das Candeias da D. Ditinha e a Pousada da D. Neuza.
CAMINHOS DA FÉ E DA LUZ: MEMÓRIAS, CASOS, DIÁRIO DE BORDO...
“São estranhos os nomes das cidades pelos lados dos caminhos da Fé e da Luz: Manhumirim, Manhuaçu,Tocos de Mogi, Carangola, Tombos, Luminosa...
Um trecho do Caminho da Fé é simplesmente maravilhoso; inicia-se “ladeando” a Mantiqueira e, depois, principalmente de Tocos de Mogi a Luminosa, penetra-se em seus fundões e a gente se vê cercado de Mantiqueira por todos os lados. Luminosa, por exemplo, uma pequena vila, com mais de mil metros de altitude, é cercada por altas, inalcançáveis, azuis e pedregosas montanhas. Em uma delas, em seu topo, o Observatório Astronômico de Brasópolis. Tivemos sorte; foram noites estreladas, céu azul, cheiro de ar, corpo cansado caído em cama limpa: depois de um dia de caminhada, um bem inestimável para a alma.
Luminosa é um pequeno distrito no município de Brasópolis. Pertenceu a São Paulo e desgarrou-se deste estado para se amasiar com Minas Gerais, na revolução de 32. Tem mais cara de cidade mineira mesmo. Pouco depois de se passar pelo povoado de Canta Galo, município de Paraisópolis, vê-se do alto de uma vertente da Mantiqueira, lá embaixo, a pequena Luminosa, com seus mil e poucos metros de altitude: cara e jeito de uma cidade medieval européia. “Só que de gentios desrespeitosos deixaram do lado de fora os seus mortos”, pensei, ao ver, separado da cidade e fora dos muros inexistentes, o cemitério. No mais era só inventar com o pensamento o muro de pedra e lá estaria a medieval Luminosa. Era dia de festa religiosa. Cidade cheia de gente e de misturas improváveis nos dias de hoje: encontrava-se lá, na ruazinha única da cidade, estacionadas ao lado dos cavalos e das mulas, potentes motos “off road”; caipiras com suas calças justas, canivete atado ao cinto, chapéu de aba larga ao lado de fortes e ruidosos rapazes em suas indumentárias coloridas de percorrer velozmente trilhas com suas motos; por ser dia de festa, muitos bêbados nas ruas: alguns tentavam, em seus cavalos, acrobacias e peripécias para fazer bonito para as mocinhas, mas seus cavalos, obedientes e dóceis, mesmo cutucados pelas esporas afiadas e cortantes, reconhecendo o estado de seu dono, teimavam em andar a passos curtos e seguros, o cavaleiro cambaleando - com o sorriso de bêbado - todo torto em seu dorso. Na calçada, carros estacionados, com o volume do som o mais alto possível, tocando forrós acompanhados por bandos de jovens alegres e barulhentos. Perto da igreja, em um galpão improvisado, havia leilão para “arranjar fundos” para reformar a bela igrejinha de frente à praça. E jovens namorados se beijando na boca com muita sensualidade, pouco se importando com o mundo lá fora: puro prazer. Tinha de tudo em Luminosa.
A “janta” e o café da manhã estavam inclusos nos vinte reais a serem pagos na pousada de Luminosa. Muito simples e limpa, fica no andar de cima do bar do casal; naquele dia, o movimento aumenta e dona Neuza vai ajudar o marido: fritar frango e batata para acompanhar a cerveja dos motoqueiros e cavaleiros daquele domingo de alegria na pequena vila; “tem que se aproveitar o dia”, dizia; da janela da pousada se vê o difícil caminho do dia seguinte: serão por volta de quatorze quilômetros de subida forte. Hora da “janta”, que é servida na cozinha da família. Por causa da festa e para ajudar no bar, estava lá a mãe da Dona Neuza, que é intimada: “Mãe, janta com os moços para fazer companhia para eles.
O cheiro de fogão de lenha e banha de porco, ser chamado de “moço” e a companhia da velha e comilona senhora aumentou o apetite. Uma repentina folga no bar deixou livre Dona Neuza, que, esperta, fez logo seu prato e, como minha mãe o fazia, comeu em pé, ao lado do fogão. Comida da “janta”: arroz, feijão, farinha de mandioca, salada de alface com tomates, chuchu, mandioca frita, bife de vaca e pedaços de leitão assado, arrematado no leilão da igreja por vinte reais - deliciosos.
Como, no dia seguinte, a caminhada prometia ser árdua, o recurso era sair cedo: foi o que dissemos à Dona Neuza, e tivemos a mais inusitada das respostas: “Meu quarto é este aqui. É só baterem na porta, me acordarem que faço o café rapidinho; vou deixar tudo arranjado.
Na manhã seguinte, pela primeira vez em minha vida, estou eu lá batendo na porta do quarto para acordar e não ser acordado pelo dono do hotel; sono leve, Dona Neuza acordou rápido e mais rápido ainda fez o solicitado café sem açúcar, ou, em seu dizer, “café margoso”: palavra que há anos não ouvia.”
Orlando , natural de Pedregulho, estado de São Paulo. http://oficiocontadordehistorias.blogspot.com/2008/11/caminhos-da-fe-e-da-luz-memrias-casos.html

Curiosidade - Time de Brazópolis no Filme do Garrincha


Fábio Barreto, filho do roteirista e produtor Luís Carlos Barreto, realizou em 1978 um novo documentário de curta-metragem sobre o jogador Garrincha, chamado "Mané Garrincha", uma espécie de continuação do trabalho do seu pai de 1962. Na época Garrincha já estava com a carreira profissional encerrada. Neste novo documentário, novas cenas de Pau Grande, do jogo de despedida de Garrincha em 1973, lembrado por ele como "o momento mais emocionante de sua carreira", e de sua atuação em campo pela equipe de "veteranos" do Milionários, que excursionava pelo Brasil nos anos de 1970, e que no filme aparece jogando contra um time chamado Santos Futebol Clube, de Brasópolis. Há um depoimento de Armando Nogueira, que disse ter sido testemunha do primeiro jogo de Garrincha pelo Botafogo. O filme mostra também o jogador orientando em campo seu filho adolescente apelidado de Neném, atualmente já falecido.

Poesia - RUAS DE MIL JANELAS - p/ Célia Sandi

Sentindo os pés
Pelas ruas de minha terra
Meus passos embrenharam-se na penúria
Com as poeiras erguidas, incontidas
Enquanto gemia a terra, ali ferida

Por outros passos, passados
E revivendo o caminhar da lida
Revolvi àquela rua tão sofrida
Donde brotou santas raízes
De antepassados bíblicos
Que nos levou aos símbolos
Num crescente florir de choros e risos

E embrenhando-me nesse pó
Tão sentido
Agora tão esquecido
Eu vi gemer a terra
Removidas por mãos aquecidas
Cheias de nó e suor
Já sem dor, envaidecidas

D’ali retirei-me em vão
Para outras vias distantes
E ver o embalar do vento
Soprar as ruínas de então

Passando por cada rua
Miragens de risos eu vi
Marcas de passos senti
Quedei-me, e ali vivi

Volvi-me mais à frente
Novas raízes brotaram de repente
Marcando com passos frementes
Que ali chegaram e pousaram poemas
Elevando as nossas penas
Num crescente ferver de brios
Esquecendo nossos conflitos

Ruas de mil janelas
Que se quedam entreabertas
Todas iguais, em linhas retas
Gente contente habita nelas

Continuo com passos largos
A ver marcas de meus rastros
Rastros que se foram
Outrora, suaves e sábios
Agora, indeléveis e gratos
Marcando fatos e atos de nossa gente.

ILUSTRES BRAZOPOLENSES - Seu Joaquim Paulino e D. sebastiana



Pessoas honestas, justas e batalhadoras. Exemplos de vidas plenas, com uma trajetória árdua e batalhadora, souberam criar seus filhos no amor e na fé em Deus. Caminhando sempre juntos, fizeram do amor o seu lema de vida. souberam construir uma família exemplar.
O grande exemplo desta união que nos é dado em meio a uma sociedade moderna que enxerga com outros olhos a nobreza do casamento e consequentemente perdem a dimensão exata que o amor é o primeiro, importante e decisivo passo para o sucesso na formação de uma família estruturada e feliz.
Que Deus acrescente na vida deste casal, muitos anos de vida, para que possa continuar engrandecendo nossa cidade com a rica presença do amor que nos é passado por intermédio deles.
Parabéns Sr. Joaquim Paulino da Silva e D. Sebastiana Geralda da Silva, pelos 60 anos de união em Deus! Brazopolenses como vocês são o nosso orgulho! Que Deus os abençoe por tudo que construíram, sempre tentando fazer um ao outro felizes.

No dia 31 de julho Joaquim Paulino da Silva e Sebastiana Geralda da Silva tiveram a benção de completar 60 anos de União. As Bodas de Brilhante foram comemorados com missa na Igreja Matriz de São Caetano, no sábado, dia 01 de agosto, na presença emocionada dos amigos e dos filhos João Neri, Antônio Claret, Maria Elisa, Paulo Valim, Vera Lúcia, Maria Elizabete, Cleusa Maria, Joaquim Carlos, Renato, Frederico, Andréia e Juliano, além dos genros, noras e seus 34 netos e 6 bisnetos.

PADRE EVALDO CÉSAR, DA TV APARECIDA, FAZ PROGRAMA TOTALMENTE DEDICADO A BRAZÓPOLIS

Pe. Evaldo César fala no programa “BEM-VINDO ROMEIRO” sobre nossa cidade:
“O municípioo de Brazópolis conquista o visitante pela tranqüilidade. Em suas ladeiras, típicas dos municípios mineiros, encontramos muitas coisas que fazem desse lugar um local muito especial. Uma das curiosidade daqui é o surgimento do nome da cidade. Para homenagear o Cel. Francisco Braz Pereira Gomes, o então distrito de São Caetano da Vargem grande passou a se chamar Brazópolis. A história diz que o coronel ganhou Braz no sobrenome porque sua mãe, devota de São Braz, pediu a proteção do menino que se engasgou seriamente quando era pequeno. O pedido foi aceito, e o sobrenome Braz foi incluído ao nome da família. Nesta história toda, uma dúvida que gera discussão até hoje: Afinal, Brazópolis é com Z ou S?
Deoclécio Campos é um dos moradores mais antigos da cidade. Ele entrou para o ramo da comunicação e acabou fazendo história. Sua voz foi a primeira a ser ouvida na transmissão de rádio da cidade. Além disso, ele e mais 4 amigos foram os responsáveis por trazer os primeiros sinais de televisão para o estado de Minas Gerais.
Apesar dos pioneirismos, aqui o tempo passa devagar. A atividade é basicamente agropecuária, com destaque para a produção de banana. O único barulho é o canto dos pássaros. A simpatia dessa gente simples, conquista e nos faz perguntar o que pode haver de melhor neste local tão abençoado.
Belas paisagens da serra da Mantiqueira são presente para quem chega. E, quem adota essa cidade, tem uma recepção calorosa e inesquecível.
Paz entre as montanhas, cultura e muita fé. Brazópolis é tudo isso e muito mais. Queremos destacar duas grandes realizações que a cidade de Brazópolis tem : primeiro, a cultura carnavalesca. O carnaval já passou, mas, durante todo o ano, a cidade se prepara com uma característica interessante. Aqui, existe uma oficina de bonecos de carnaval. Este ano, mais de 15 mil pessoas acompanharam pelas ruas da cidade a alegria dessa festa. Mas também aqui é um lugar de tecnologia e ciência. Em Brazópolis está um dos únicos observatórios do Brasil que servem de suporte para estudantes, pesquisadores, e para toda a sociedade que gosta de olhar para o céu e que ama a astronomia. No pico dos Dias fica um dos observatórios astronômicos mais importantes do país. O interesse pelo céu de Brazópolis vem de longe. De 1932 a 1955 um cônego Francês realizou estudos e pesquisas meteorológicas no município. Ele chegou a conclusão de que em 150 dias do ano existem perfeitas condições para a observação do céu no Pico dos Dias. No observatório o visitante pode conferir o maior telescópio brasileiro. É dele que saem imagens surpreendentes e encantadoras.
Em Brazópolis é possível ver a fé andar bem próxima dos moradores. Duas belíssimas igrejas expressam essa devoção: a Matriz de São Caetano e o Santuário de N.S. Aparecida. O Santuário foi recentemente tombado e oferece ao visitante uma viajem ao século passado, com sua arquitetura e detalhes, como o expressivo altar que surpreende.
Aqui o povo de Deus mostra que está realmente ativo. Uma vez por semana, a paróquia propaga o evangelho nas ondas do rádio.
Um dos tesouros daqui da cidade de Brazópolis é a Matriz dedicada a São Caetano. De acordo com a história da cidade, a imagem de São Caetano foi doada por um rico fazendeiro chamado Caetano que era dono de muitas das terras dessa região.
Em nossas andanças pelas igrejas da cidade, encontramos a marca das missões redentoristas com muita gente engajada nas atividades da paróquia. Outro evento de trabalho árduo e de resultados desenvolvidos na paróquia é a pastoral do carente. O exemplo ativo da paróquia de são Caetano prova que é possível promover mudanças e que não existem obstáculos para quem tem fé e confia na caminhada.
Fomos recebidos em Brazópolis com uma chuva que não queria parar, mas a chuva de bênçãos derramada por Nossa Senhora foi mais forte e manteve o povo animado, unido na devoção à Padroeira. A carreata praticamente parou a cidade. Carros , motos e cavaleiros, recebiam em uma bela demonstração de amor a imagem que veio das águas. Todo mundo aparecia nas janelas para ver a carreata. Nas calçadas, pessoas vindas de todas as partes para ver e tocar a mãe morena.”

DE ONDE VEIO VOCÊ? - Vitor Rodrigues Esteves

DE ONDE VEIO VOCÊ?
Filho do Fazendeiro José Balbino e de D. Francisca Izabel, Vitor Rodrigues Esteves, hoje com 87 anos, nasceu em Alfenas. Lá ele estudou, trabalhou e constituiu família. “
Com a esposa D. Orminda e a filha Elizete, Seu Vítor mudou-se para Brazópolis em 1977. “Sempre trabalhei com fabricação de queijos. Fui transferido para Brazópolis, quando da compra do Laticínio pelo Laticínio Planalto, do qual fui gerente. A empresa sofreu bastante rejeição, pelo fato das anteriores terem dado prejuízo para a cidade. Foi um grande deslize das autoridades na época. O laticínio gerava empregos e um imposto significativo para a cidade, mas não encontrou apoio em suas dificuldades. Mas eu como pessoa, fiz muitos e bons amigos aqui”, explica.
A falta de empregos e as calçadas são duas coisas que Seu Vítor acha ruim na cidade. “As calçadas não permitem que os mais velhos caminhem pela cidade, além de mal tratadas, constroem escadas sobre elas. Um grande desrespeito aos portadores de deficiências físicas e idosos”. Ele acha que o clima é a melhor coisa que a cidade tem.
Pela perseverança e idealismo, o neto Ariel é um personagem que ele muito admira. Ele faz questão de citar também três mulheres que admira: “Minha esposa Orminda, com quem vivi 54 anos, minha mãe Francisca e minha filha Elizete.
Seu Vitor deixa uma mensagem ao povo brasopolense: “O segredo da longevidade é entre tantos o trabalho, a honestidade e a simplicidade ao procurar ser feliz”.

Lincoln e Kennedy – Coincidências


*Abraham Lincoln foi eleito para o Congresso em 1846.
*John F. Kennedy foi eleito para o Congresso em 1946.
*Abraham Lincoln foi eleito presidente em 1860.
*John F. Kennedy foi eleito presidente em 1960.
*As esposas de ambos perderam filhos enquanto viviam na Casa Branca.
*Ambos os presidentes foram baleados numa sexta-feira.
*A secretária de Lincoln chamava-se Kennedy.
A secretária de Kennedy chamava-se Lincoln.
*Ambos foram assassinados por sulistas.
*Ambos foram sucedidos por sulistas.
*Seus sucessores chamavam-se Johnson.
Andrew Johnson, que sucedeu a Lincoln, nasceu em 1808.
Lyndon Johnson, que sucedeu a Kennedy, nasceu em 1908.
*John Wilkes Booth, que assassinou Lincoln, nasceu em 1839.
Lee Harvey Oswald, que assassinou Kennedy, nasceu em 1939.
*Booth saiu correndo de um teatro e foi apanhado num depósito.
Oswald saiu correndo de um depósito e foi apanhado num teatro.
*Booth e Oswald foram assassinados antes de seu julgamento.
*Uma semana antes de Lincoln ser morto ele estava em Monroe, Maryland.
Uma semana antes de Kennedy ser morto ele estava em Monroe, Marilyn.
*Lincoln foi morto na sala Ford, do teatro Kennedy.
Kennedy foi morto num carro Ford, modelo Lincoln.

FOTO - MATANDO SAUDADE... Trio Ternura -



Quando da vinda do Trio Ternura e Beto Scala em Brazópolis. Show no Clube Wenceslau em 17/01/1976
Maria Tereza, Dirceu Rosa, Toninho Vizoto, Vicente Mendes, Beto Scala e as meninas do Trio Ternura

ilustre brazopolense- vasco chaves



Um bravo lutador, sempre se erguendo ao final de cada batalha da vida. Marido dedicado e ótimo pai, criou os filhos com amor e os ensinou a retidão e o respeito.
Vive a vida com toda a intensidade a que tem direito. Um “palhaço”, no bom sentido da palavra, capaz de divertir com naturalidade, de contar piadas, de ser engraçado. Vive rodeado de amigos, sempre com um sorriso, um elogio, um “causo” engraçado pra contar... ninguém consegue ficar triste perto dele. E quem não se sente melhor quando ouve aquela sua gargalhada gostosa? E não há ninguém que já não tenha esquecido as tristezas quando está com ele.
Exímio dançarino, ótimo ator, excelente cantor...
Mas, para nós, ele é muito mais: Um homem de caráter, honesto e digno. Um dedicado e leal amigo a quem muito admiramos, respeitamos e prezamos.
Qualquer lugar se ilumina com sua chegada.
Vasco Chaves, você é nota 1000. Agradecemos os momentos agradáveis que temos junto de você. Que Deus o conserve por muito tempo junto a nós, sem nunca perder essa sua alegria contagiante.

COMO SURGIRAM O “BGB” e a “ASSOCIAÇÃO OFICINA RODA TERRA”











No carnaval de 2001, Gustavo Noronha, ex-integrante do Giramundo Teatro de Bonecos de Belo Horizonte, com alguns amigos criaram quatro bonecos: um caipira, um torcedor, um mosqueteiro e um dragão, que media quinze metros de comprimento. Os bonecos encantaram a cidade e, desde então, o carnaval de Brazópolis passou a ter algo a mais, se diferenciando de outras cidades do sul de Minas.
Em 2004 ficou decidido que a cada ano os bonecos receberiam dois novos companheiros. Assim, meses antes do carnaval, a equipe se prepara para confeccionar os novos bonecos que se juntam à folia.
Crianças e adultos deliram vendo passar os bonecos ao som de marcinhas carnavalescas antigas.
Os jovens que no início do grupo queriam apenas se divertir no carnaval, viram no “Bonecos Gigantes” uma oportunidade de inserção no mercado de trabalho. Depois da participação dos BGB no Festival Internacional de Teatro de Bonecos de BH, eles entenderam a dimensão do universo do teatro de animação e foi assim que surgiu a “Associação Oficina Roda Terra”. Ela gere os projetos e o Programa de Capacitação em Teatro de Animação para formar manipuladores e conscientizar o público.

Conheça mais sobre o “BGB” e a “Oficina Roda Terra” no site: oficinarodaterra.biogspot.com

LEMBRANÇAS: O TREM

“Minha melhor lembrança é do “meu” trem. O seu apito, o deslizar das rodas nos trilhos, o aceno de adeus em sua passagem... Aquela máquina fenomenal diante de meus olhos infantis, acalentou tantos sonhos...
Lembro-me bem de ficar ansiosa à espera de sua chegada e quando, por algum motivo ele se atrasava, eu corria até os trilhos e encostava nele meus ouvidos.
O coração acelerava quando ouvia a vibração de suas rodas, pois tinha a certeza da sua passagem.
Com meu vestido amarrotado e sujo pelas brincadeiras no barro, os pés descalços, ficava na calçada de minha casa, esperando-o apitar para mim. Minhas mãos se agitavam, tanto quanto meu coração, naquele adeus de olhar brilhante e emocionado.
Não me importavam os passageiros, eu mal os via, o que me importava eram meus sonhos levados pelo trem. Era a minha vontade de crescer e desbravar o mundo através daquelas janelas. Era o desejo de aventuras, e o futuro cheio das fantasias e perigos que eu sonhava ardentemente vencer.
Nunca realizei meu sonho, nunca viajei no “meu” trem. E, um dia, ele não mais passou, mesmo com a minha persistência em esperá-lo, ele não mais passou...
Percebi então, com imensa tristeza, que enterrava um grande pedaço de minha infância.
E, hoje, com saudade, desejaria muito que ele ainda passasse pelos trilhos de minha vida, trazendo de volta todo um passado, repleto da vontade de um dia, um dia ao menos, ter deslizado pelos trilhos, olhando pela janela do “meu” trem.
Elisa H. Noronha Dias Tavares

ILUSTRE BRAZOPOLENSE - Judith Minchetti



Mulher de fibra que fez da vida uma constante luta e soube vivê-la para os seus e pela comunidade. Pessoa otimista que cultiva grandes amizades espalhando sua alegria.
Soube transpor obstáculos nas horas difíceis e administrar seu tempo, distribuído entre seu papel de professora, de vendedora autônoma, cantora e atriz, mas nunca se esquecendo de seu dever de filha, esposa e mãe. Educou os filhos com esmero e os encaminhou na vida com dignidade, dentro do espírito cristão. Hoje colhe os frutos desfrutando da alegria de ver seus netos crescendo sob o olhar orgulhoso da vovó coruja.
Cantar é uma de suas missões preferidas: Participava, nos velhos tempos, do “Trio ZYV 26”, em que fazia parte com as amigas Georgina Oliveira e Jandira Lobo, e no Coral Vozes de Euterpe do qual participa até hoje.
Possuidora de grandes virtudes artísticas participou de várias peças de teatro e rádio-novelas, que fazia ao vivo na Rádio Difusora Brazópolis, juntamente com Geraldo Gomes e Martineto Mendonça. Arrancava gargalhadas e lágrimas do público, nos papéis que desempenhava com desenvoltura e espontaneidade.
Uma eterna jovem, que toma parte dos movimentos da cidade, com sua presença marcante, eficiente e alegre.
Você,Judith Minchetti, sabe viver e busca viver a vida em abundância, deixando marcas na história de nossa cidade. Por isso nada mais nos resta que lhe dizer, com muito carinho: “Obrigada, Judith, você é um exemplo de mulher batalhadora e nós, brazopolenses, nos orgulhamos de você!”.

NOSSOS POETAS- MAURÍCIO BRAGA DE MENDONÇA

MAURÍCIO BRAGA DE MENDONÇA, nasceu em Brazópolis. Filho de João Cândido Mendonça e neto de Martinho Braga de Mendonça,
bacharelou-se em Direito pela PUC de Belo Horizonte. Aprovado em Concurso Público foi nomeado Promotor de Justiça e então promovido, por merecimento, para o cargo de Procurador de Justiça.
Pertenceu ao Conselho Superior e Câmara de Procuradores do Ministério Público de MG. Foi Sub-Corregedor junto a Corregedoria Geral do Ministério Público de Minas Gerais. Aposentou-se na carreira em 2003. Exerceu o magistério em Governador Valadares, sendo Professor Universitário na FADIVALE.
Sempre ligado à arte e literatura, participou, quando universitário, do grupo teatral “Teatro de Comédia” em Belo Horizonte e foi componente dos Corais “Júlia Pardini” e “Coral Universitário”- da UFMG, participando ainda do Coro da Igreja de Santa Helena.
É membro da Academia Valadarense de Letras –AVL – de Gov. Valadares-MG.
Suas produções literárias abrangem a prosa e verso. Possui crônicas e poemas publicados em vários jornais de Brazópolis, São Lourenço, Governador Valadares e Belo Horizonte.
Lançou o Livro: “Ministério dos Causos Públicos”- coletânea de pequenas histórias (causos) no âmbito do mundo jurídico; pela Academia Mineira de Leonísmo, participou dos Cadernos da Academia, vols. 01 e 02.
Participou da 1ª e da 2ª Antologias Poéticas, lançadas pela Academia Valadarense de Letras e da Antologia Poética das Cidades Brasileiras. Participa desde a sua criação, em 1983, da Revista Jus Literária – da AMMP- Associação Mineira do Ministério Público , em Belo Horizonte. Reside atualmente na cidade de Belo Horizonte. Dr. Maurício tem inúmeros poemas dedicados à sua Terra Natal, da qual fala com saudades em seus versos.
HISTÓRIA DE BRAZÓPOLIS EM DOIS TEMPOS
TEMPO I
Brazópolis
Cidade que era:
No verde da mata
No jardim da praça
Cidade Presépio!
Na ladeira e travessa
Na gente sem pressa
Cidade Presépio!
No planger dos sinos
No sorriso dos meninos
Cidade Presépio!
Em “Caetano” o santo padroeiro
No Can-can pico altaneiro
Cidade Presépio!
Nos versos dos provadores
Nos jardins cantos de flores
Cidade Presépio!
TEMPOII
Brazópolis, onde estás?
Exclama a memória de um coqueiro abatido
O vazio de uma árvore que foi vida
A saudade de um coreto hoje história...
Brazópolis, onde estás?

Soluça o pranto de um verde que foi Mata
A solidão de um “Vargem Grande” que foi Rio
O silêncio frio dos que foram às tumbas...
Brazópolis, onde estás?
Lamenta a tristeza na ladeira do mercado
O ermo dos trilhos em fuga da Estação
O fantasma de um apito que se emudece na “Curva da Loba”...
Brazópolis, onde estás?
Indaga num monólogo a moça na janela
Em seus passos lentos o homem pela calçada
Em suas ave-marias a beata aos pés do altar...

Brazópolis, decantada Cidade Miniatura
Da Terra de Santa Cruz
Hoje, um parque se faz numa praça
Graças a estupidez de um alcaide,
Noutra, o trem de ferro já não passa
Por ordem da insensatez dos governantes...
Hoje, árida urbe sem graça
Até onde?
-Pólis, Vila - Braz
Brazópolis, Não Mais!!!

(Belo Horizonte - 1991)

DE ONDE VEIO VOCÊ? - Audrei Macedo

Primogênita e filha única do casal Quiquinho Macedo e Maria Helena Monti Macedo, Audrei nasceu em Itajubá, mas viveu em Brazópolis até os 6 anos de idade. Com a crise do cinema, voltou com os pais e o irmão Francisco Marcos, natural de Brazópolis, para Pedralva, terra natal de seus pais. Lá ela morou até seus 21 anos com seus 4 irmãos: Chico, Régis, Lauro e Otávio.
Aos 21 anos casou-se, em São José dos Campos, com Ivan Ribeiro de Carvalho, e lá residiram por 6 anos. Lá nasceram as duas primeiras filhas: Shelsea e Maiara. Ivanzinho, terceiro filho do casal nasceu em Brazópolis, no Hospital São Caetano, no mesmo dia , horário e local que seu irmão Chico. Já o caçula, Iuri, nasceu em Itajubá.
Atualmente Audrei possui um casal de sobrinhos e vai estrear como avó, primogenito de Shelsea e Domenico.
“Conheci Brazópolis por causa de meus pais que eram proprietários do cinema aqu,i e chorei até os dez anos de idade porque se mudaram. Foi quando passei a compreender melhor os seus motivos”, conta Audrei.
Mais tarde, com o desemprego em São José dos Campos, voltou para Brazópolis para trabalhar como comerciante no ramo do vestuário que é a tradição de sua família.
“Fui recebida com muito entusiasmo e nostalgia pelas pessoas, devido ao cinema, e comprovadamente a característica de Brazopolis é realmente de cidade acolhedora. Tanto que tive a oportunidade de atuar como secretária do turismo, catequista, e atualmente, como proclamadora da palavra e diretora social da APAE Brazopólis”.
As calçadas são algo que Audrei acha ruim na cidade, mas ela acha que a melhor coisa são as amizades.
Um personagem do passado que ela admira? Sr.Otacílio e D.Itália Cintra.
No presente Audrei admira muito a Dra Glória Rezende.
Ao povo brazopolense ela deixa esta mensagem: "Quem fala mal de sua cidade não é digno dela".

Foto - Santuário de N.S.Aparecida


Santuário de N.S.Aparecida

SANTUÁRIO DE N. SRA. APARECIDA - Por Luzia Mendonça

“De acordo com relatos da tradição oral e escrita, a primeira capela foi concluída por volta de 1.862. Foi implantada em terreno chamado “Pasto da Aparecida”, de propriedade do Ten. Francisco José Dias Pereira, com a finalidade de colocar a pequena imagem, já venerada pelos moradores, que fôra achada em uma clareira de um pinhal (araucárias). A imagem estava escondida em um toco de madeira, como diziam os moradores.
A capelinha foi construída por Firmino de Oliveira Melo e, concluída,teve sua sagração pelo Bispado de S. Paulo.
Entre 1914 a 1919, Pe. José Correia, vigário de Brasópolis, constitui uma comissão para a construção de uma igreja maior.
Em 13/02/1916 foi celebrada a primeira missa na nova capela, pelo vigário Pe. Correia, ainda semi-pronta.
No teto da capela, destaca-se um grande quadro da Imaculada Conceição pintado por Luiz Teixeira. O altar foi feito por João Pinheiro de Oliveira Pires, uma obra de arte de estilo gótico, trabalhado em peroba.
Em 07/04/1918, a igreja recebeu a benção solene da 1ª autoridade eclesiástica diocesana, Dom Otávio Chagas de Miranda (Vila Braz- 07/04/1918). Em 15/08/1957, D. Oscar de Oliveira, bispo auxiliar de Pouso Alegre, declarou que a referida igreja filial estava inscrita no número de santuários da diocese em honra da Virgem N. S. Aparecida (Brazópolis- 22/09/1957).”
Luzia Mendonça

MINEIRICE DE CORAÇÃO Coração Mineiro -Por Elisa Noronha

MINEIRICE DE CORAÇÃO
Coração Mineiro

Meu coração tem mania de amar
Ama montanhas cheirando a pão de queijo
E café torrado.
Ama brincadeiras de amarelinha
E canto de carro-de-boi.
Meu coração se aquieta
No olhar estrelas em céu azul,
Fazendo nascer verruga
Em dedo que aponta.
Coração de mineira é doce de leite,
É manga catada debaixo da árvore
Que derrubou de madura.
É prosa acocorada em chão batido,
Aquecido do fogão à lenha.
Meu coração é coragem,
Enfrenta fantasmas no caixão
Corre junta a Saci Pererê,
Enquanto a mula trota.
É espiga de milho assada
Em brasa na fogueira,
Que se rodeia de viola
E causos de caboclo.
Meu coração cata pinhão ao nascer do dia
E se delicia com seus estalos
Buscando fugir da brasa.
Ele come batata doce empurrada
Com café com leite
Enquanto espera bolão de fubá
Se dourando.
Meu coração é mineiro,
Porque mineiro é desconfiado,
É incerto
Porque mineiro não vive certezas.
É casa de barro pintada,
Se misturando ao clarão do dia.
Coração mineiro acorda com as galinhas
E canta junto ao calo,
Anunciando nascer do dia...
Meu coração tem mania de amar,
Simplesmente porque é mineiro...

Elisa di Minas

Pá riba di mim??? - Por Maria do Vá

Fui nu banco du Brasir pá mode abri uma conta. Quandu cheguei lá tinha uma porta qui rudiava.Tava inscritu:”Empurre”. Impurrei i fui... Vigi Maria! Cumeçô uns apitus isquisitu. Eu num sabia si corria o si gritava. Ponhei as mão na cabeça e gritei: Eu num fiz nada! Daí, veiu um pulicia e eu pensei: Tô perdida! Vô se presa! Mais o moço mi acarmo e disse qui num ia prendê eu não. Disse qui dissertu eu tava cum muito metar na borsa. Abri a borsa prele vê e foi só mueda qui caiu pra tudu lado. E tamém tinha as chave da porta da minha casa, da porta da casa da minha mãe, du baú da minha vó, uma chavi de fenda qui gosto di carregá prá arguma precisão, uma tisora pa modi corta argum fiapo qui sorta da ropa e mais um santo Antonio di bronze qui é pá mode, eu arrumá maridu. Só isso, pôca coisa i deu essa cunfusão medonha. O moço feiz eu ponha tudu na caxinha di vidru e mandô eu tentá entra traveis. Eu impurrei a porta e fui... quandu eu vi, tava di vorta pá fora, impurrei mais e entrei, mais lerdiei e sai otra veiz... Intonse u moço mi ajudô e eu cunsigui entrá. Um homi chic, di ternu bunito, ajeitô os paper pra mim e eu abri minha conta. Ele inté mi deu um cartão descrédito. Eu saí pisanu nas núvi, pensano inté qui eu era inguar a Donatela da novela, qui eu acho ela muito chic.
Nu ôtro dia fui lá traveis pá tirá um poquinho di dinheru qui era pra mode eu comprá umas mandioca qui eu tava cum vontadi di cumê. Pois óia só, tava um filão qui paricia fila di médico du SUS. Tinha treis caxa letrônio: Um num tava afuncionano, u ôtro era só pá genti véia, dificênti e muié grávida ou cum criança nu colo. U ôtro tava uma filona danada. Entrei na tar da filona. Um povo lerdo qui só veno. Ficava lá i num saía nunca. Minhas perna tava dilurida di tantu ficá di pé. Na otra fila ispiciar tinha pôca gente. Fiquei só oiano e cubiçando podê mudá pra lá. Foi intão qui eu vi passá na rua uma muié cuma criança nu colo. Cumo eu sô muito teligênti, num pensei duas veiz, sai da fila e curri atrais da muié e falei prela mi imprestá a criança pra mim. A muié mi oiô ispantada i antis dela falá arguma coisa, garrei a criança, ajeitei bem a danadinha nu colu e fui pá fila ispiciar. Quandu chegô a minha veiz, a mãe da criança, qui tava lá fora cum cara de besta, cumeço a gritá feitu uma vaca braba. O pulícia, qui num é pulícia, veiu di novu atraiz di mim. Naquela horíca eu infiei u meu cartão nu buraquinhu i fui apertano us botãozinhu direitinhu pá tirá u meu dinheiru. Mais ceis num vão aquerditá: Tinha acabadu u dinheru!
Sabe que qui eu fiz? Dervorvi a criança prá muié iscandalosa, mandei u puliciá páquele lugá, sentei na carçada e chorei largaaaaado!

POR ONDE ANDA VOCÊ? - Alessandro Martins


Sou Alessandro, filho de Mercedes Martins e João Carlos de Almeida, meus pais são há um longo tempo separados, e minha linda mãe ainda vive em Brazópolis, sozinha agora, pois todos (eu e minhas irmãs) nos formamos e tivemos que sair para trabalhar. Minhas irmãs são as belas Flávia e Déborah, ambas vivem hoje em São José dos Campos, trabalhando e estudando bastante. Fiz a Escola Técnica até 1997 quando me formei em Telecomunicações, logo em seguida em 1998 fui para São Paulo. fazer entrevistas.
Por que se mudou de Brazópolis? A necessidade sempre foi a maior razão de minha mudança. Brazópolis desde aquela época foi e ainda é incapaz de aceitar grandes indústrias que ali batem a porta. A falta de emprego faz com que todos saiam à busca, e comigo não foi diferente. Hoje moro em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, bem próximo à casa de quem futuramente será a minha esposa: Roberta (linda e especial). Como o mundo gira, hoje trabalho na indústria do Petróleo, e a cada 15 dias de trabalho estou em algum lugar desse mundo fazendo o meu trabalho de perfilagem e perfuração de poços, sejam eles, de óleo ou gás. Cada dia diferente do outro, conhecendo todo tipo de gente mundo a fora. Muito bom.
De que mais sente saudades na cidade?Tenho saudade de tudo nessa bela cidade, dos tempos em que brincava na Praça do Mercado com os amigos, na Praça da Matriz jogando vôlei no anfiteatro, das pessoas que carrego sempre e sempre no coração, das noites de boa música seja em qual bar fosse a cantoria, da Escola Técnica e os amigos que ali fiz, do time do Tinola e do João Vianney (eu era e continuo sendo horrivel jogando futebol), das idas e vindas pra roça com os amigos, de pular no lago do Vitor Visoto (hoje Sitio Santa Helena) e claro da boa comida da D. Florita, do Coral Vozes de Euterpe e o Zé Vilela, dos tempos em que tudo era mais simples e sem complicação: claro, quando Brazópolis não precisava de mais nada senão aquela tranqüilidade que sempre terá...
Com que freqüência vem pra cá? Puxa, hoje em dia está cada vez mais difícil, porém, sempre existem datas especiais, casamentos de amigos e feriados... E quando alguns desses pontos coincidem com a minha folga, lá estou eu e a Beta saindo rumo a Brazópolis.
O que fazia antes e o que faz agora? Antes eu trabalhava na minha área em Telecomunicações, na qual fiquei bastante tempo e em grandes empresas; depois de uma grande mudança na minha vida, após o intercambio cultural que fiz, mudei para a área de exploração de petróleo, a qual vem abrindo muitas portas, não apenas aqui no Brasil como no mundo todo.
Uma coisa ruim de Brazópolis. Falta vontade política. Estou na torcida para que o próximo governo possa mudar os rumos da nossa querida Brazópolis, quero dizer: focar em algo e acreditar, seguir aquilo como uma meta! Sem as "viagens-na-maionese" que todos estamos cansados de ouvir e ver quando aí estamos.E mais uma coisa incomoda a mim e todos que nas nossas rodas de conversa: chega de comodismo. Que levantem e façam algo por Brazópolis. Parem de acreditar em Papai-Noel e vão a luta. Só assim se consegue algo nessa vida: nada cai do céu, nem mesmo em contos de fadas. Não fazer nada deixa as pessoas alienadas... É isso.
Uma coisa boa de Brazópolis. Ver que algumas pessoas arregaçam as mangas e vão a luta. Saber que Brazópolis tem uma das maiores riquezas desse país, uma natureza vasta e repleta de recursos. Sem essas coisas a cidade hoje estaria morta.
Um personagem brazopolense, da atualidade, que você admira. Puxa, há poucos dias tive o prazer de encontrá-lo em Brazópolis e dizer a ele pessoalmente que eu o admirava muito, e sempre o farei com carinho. Francisco Régis Noronha. Eu gostaria de ter 1% (um por cento) da maestria desse grande professor. Um gênio. Uma pessoa única. Tenho uma grande admiração por ele.
Um personagem brazopolense, do passado, que você admira. Esse é bem pessoal, para aqueles que viveram no nosso grupo de amigos, nos tempos de Grupão, e meados de Colégio, existiu um cara muito gente fina. Eu o chamava de Joaquim, e os parentes e alguns amigos o chamavam de Juninho mesmo. Um cara super simples que ali na Estação morava, muito humilde seguia a vida sempre sendo honesto com todos. De fisionomia magra sempre estava alegre e gentil. Não me esqueço o dia em que ganhamos no Bingo da festa Junina do Grupão e fomos até à minha casa dividirmos o frango assado e os doces (essa, minha mãe vai lembrar)... Pena que a vida nos tirou esse grande amigo muito cedo. Saudades desse cara...
Se você pudesse mudar alguma coisa aqui, o que mudaria? Brazópolis precisa muito de pessoas que a queiram melhor e não os que ali se encostam e vêem a vida passar. Se a cidade quer ser turística que haja investimentos para o tal, agora se quer ser industrial, que assim seja, outrora queríam-na como agrícola. Resumindo: Qual é o foco dessa cidade? Sabemos que há muito tempo o que paga as contas da cidade é a produção agrícola, então que melhorem as estradas rurais de quem pagam as nossas contas por exemplo. Se querem um pouco de turismo, divulguem o que há de melhor na cidade, não deixando de investir na infra-estrutura, claro. E não esquecendo que a cidade precisa de gente trabalhando, e certas indústrias têm seu espaço na cidade, basta dialogar e trazê-las... Não queremos que aconteça o que há muitos e muitos anos fizeram para que o progresso não chegasse a nossa cidade dizendo que tudo isso iria trazer violência e tudo de ruim que se podia imaginar. Aliás, antes que eu me esqueça, sem esses investimentos de passado, hoje a cidade vive numa situação alarmadora quanto à segurança e falta de progresso, que nossos olhos estejam sempre abertos.
Pretende voltar um dia? Claro, nem que seja no pó da cremação... Eu amo e defendo Brazópolis. Pra mim é a capital do Sul de Minas (frase roubada), desculpas aos amigos de Itajubá, mas nessa hora sou bairrista mesmo. Queria mesmo era voltar antes, mas o trabalho e as responsabilidades extras que adquirimos com o passar do tempo atrapalham um pouco, porém, um dia estarei de volta com força pra ajudar a viver essa bela cidade com orgulho de todos que nela moram.
Deixe uma mensagens aos Brazopolenses. Não existe uma mensagem certa, mas aqueles que realmente acreditam nessa cidade, assim como eu, que na possibilidade de fazer algo por ela: façam! Essa cidade me educou e muito do que sou hoje aprendi aí. Tenho orgulho de Brazópolis, mesmo tendo nascido do outro lado da fronteira, digo, Campos do Jordão, me considero brazopolense de coração. Tudo que mais amo na vida tem raízes nessa cidade. Minha mãe ainda vive por aí. Meus amigos e eu, sempre que possível, sabemos que nessa cidadezinha nos encontramos, seja num feriado ou mesmo no Carnaval, com o belo CF desfilando na avenida... Enfim, a cidade tem o seu valor e deve ser respeitada. Pessoas boas vivem com pessoas boas, e nessa cidade isso é possível. O que não pode acontecer é ficarmos de braços cruzados, essa cidade nos fornece de tudo... Brazópolis quer mais de nós mesmos, e isso devemos a ela.