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31 de março de 2015

ALGUMAS PALAVRAS DE ANTANHO QUE AINDA SÃO LEMBRADAS– Eugênio Noronha Lopes



O TERNINHO

Naquela época a cidade enchia aos domingos. Fazendeiros que residiam nas fazendas vinham para as casas na cidade (ou vila como muitos diziam) e muitos que na cidade permaneciam, recebiam empregados e feitores para os acertos de contas, muita gente vinha para a missa das onze na matriz ou na capela da Aparecida. Era muita movimentação de gente, cavalos, charretes e automóveis. Dava gosto entrar no Mercado Municipal com as enormes mantas de toucinho, frutas variadas, as chamadas laranjas de cafezal, marmelo (hoje desaparecido), cereais vendidos a litro, linguiça a metro. Ouvi dizer que vendiam batatas a litro, não vi e se visse não acreditaria. Aquela banha de porco ia ser a gordura para a cozinha, com alguma sobra para os torresmos (parece até que eu tinha fixação no torresmo). Dizia-se, o mineiro planta o milho, o porco coe o milho, o mineiro come o porco, e como se engordava porco e como se plantava o milho. Mas ( no final vai um comentário sobre o mas) teve início a industrialização, surgiram o óleo vegetal, a farinha de mandioca, mas a âncora na produção era o café. Mas, sempre o mas, chegou o ano de 1929 e todos sabem o que aconteceu nos Estados Unidos, com consequências terríveis para o Brasil e para nossa cidade. Mas não era bem isso que eu queria dizer, estou enchendo linguiça...
Queria dizer e agora o faço:
_Em um domingo eu estava passando em frente a uma loja (as lojas somente ficavam fechadas nas Sextas-Feiras Santas) pequena e vi pendurado do lado de fora, sujeito ao sol e poeira, um terno de roupa barata e que podia se dizer “que feia”, se alguém perguntasse (felizmente ninguém perguntou). Chegou então um jovem roceiro que olhou a mercadoria exposta atentamente e disse ao companheiro “um dia ainda vou poder comprar esse terninho gaizeiro”. Tive pena do rapaz e não esqueci aquela demonstração de humildade e de esperança. Decorridos alguns anos eu adquiri um corte de tecido melhor e mais moderno e disse a mim mesmo “vou fazer o meu terninho gaizeiro”. Será que o brazopolense fez o dele? Tomara que tenha comprado o seu e que seja melhor que aquele esturricado.

O EMPREGO NÃO CONSEGUIDO
Eu estava subindo a ladeira do Mercado Municipal (aquele prédio antigo e bonito) e ao meu lado ia um rapaz muito conhecido, bom, humilde, que trabalhava carregando compras, malas e latas de água nas épocas de seca. Ouvi, então, ele dizer ao amigo ao seu lado que não conseguiria o emprego de zelador da privada que esperava. E tem mais, ele se lastimou dizendo “coisa boa não é mesmo pra mim”.

O PERFUME BOM

Estava em uma loja quando vi um rapaz meio acanhado, indeciso; ele olhou demoradamente  a vitrine e perguntou o preço de uma pequeno vidro de perfume, menor que um dedo mínimo ( aliás o bom perfume vem em vidro pequeno, é sabido)> Quando soube o preço, um cruzeiro, ele pensou, pensou e disse “está bem, eu gosto mesmo é coisa boa”, e comprou.

QUEIXA DO MENDIGO
Surgiu em Brazópolis um mendigo que era interno do asilo. Devido seus grandes dentes centrais ele recebera o apelido de Tião Vaca, sendo ele o Tião, não a vaca, logicamente. Era grande a sua fome, comia de  tudo  que lhe davam, pão novo e velho e apanhava os farelos do chão. Ria muito quando lhe perguntavam se comeria um boi inteiro e confirmava. Assim era o risonho Tião vaca.
Um dia eu estava no Bar do João Pinto, certamente ouvindo noticiário da Guerra, que o lugar era bom para isso e notei um senhor idoso, desanimado, e ouvi sua reclamação. Ele era interno do asilo e tinha inveja do Tião Vaca que, por comer muito tinha permissão para sair mais vezes, para satisfazer a fome nas ruas, mendigando..
Esses exemplos fazem pensar na necessidade que temos de aceitar as coisas, de nos conformarmos em situações adversas, mas sem exagerarmos na aceitação, há a necessidade de procurarmos o melhor, sempre valorizando o que se faz e o que se tem. Mas olha, sempre sem exagerar.
A respeito de valorização vale contar o que ouvi em Brazópolis. Quando surgiram os grandes foguetes espaciais de vários estágios para a exploração do espaço, um fogueteiro de nossa região teria dito ser aquela coisa muito simples, ele sabia como fazer. O principal era separar bem os diversos pacotes de pólvora.

FIM

PS- A respeito de “mas”. _ Mas, contudo, todavia, conjunções que carregam uma carga de surpresas; que digam os advogados.
Eles, representando autores ou réus em processos judicias estão ouvindo ou lendo a sentença e aguardam – para um e outro há o perigo de um “mas”. Os juízes usam muito o “mas”, o “contudo” e “todavia”, e sentenciam – “provou isso, requereu isso, realmente aconteceu isso, aconteceu aquilo...” e aí entra o mas, ou o contudo ou todavia e quem parecia ganhar, perde, e quem parecia perder, ganha.
Até logo!

PLANTÃO DAS FARMÁCIAS DE BRAZÓPOLIS




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HIPOTIREOIDISMO: DEFINIÇÃO, CAUSAS, SINTOMAS, DIAGNÓSTICO, TRATAMENTO E EVOLUÇÃO


O que é hipotireoidismo?



Diz-se que há hipotiroidismo (ou hipotireoidismo) quando a glândula tiroide deixa de produzir seus hormônios (tiroxina – T4 e tri-iodotironina – T3) em quantidades suficientes para as necessidades orgânicas. Esses hormônios são importantes, sobretudo na regulação do metabolismo. A tiroide produz também a calcitonina, que regula o nível de cálcio no organismo. A enfermidade acomete 1 a 3% da população geral e é mais comum nas mulheres, numa proporção de 4:1, sendo uma das ocorrências mais frequentes nos consultórios de endocrinologia.



Quais são as causas do hipotireoidismo?



O hipotiroidismo pode dever-se a várias causas distintas: inflamação da glândula tiroide (tireoidite de Hashimoto); radiação na região do pescoço para tratar certos tipos de câncer; retirada cirúrgica ou acidental da glândula ou de parte dela; tratamento medicamentoso para o hipertiroidismo; deficiência de iodo na dieta. Também pode ser devido a defeitos congênitos da glândula que, conforme a natureza deles, pode gerar hipo ou hipertiroidismo.



Quais são os principais sinais e sintomas do hipotireoidismo?



Os sinais e sintomas do hipotiroidismo são múltiplos, às vezes vagos e discretos e podem aparecer muito lentamente, por vezes dificultando o diagnóstico. Os principais e mais ostensivos, no entanto, são: sonolência excessiva; fadiga; lentificação muscular; aumento do peso corporal, diminuição da frequência cardíaca; mixedema (infiltração edematosa em todo o corpo); fala lenta e rouca, disminésias (alterações da memória); lentidão dos reflexos; pele seca; maior sensibilidade ao frio; obesidade e ganho de peso; depressão; anemia; metabolismo lentificado; prisão de ventre; falta de fôlego; perda de desejo sexual, dores nas articulações e músculos; palidez; irritabilidade; ciclos menstruais alterados; infertilidade ou dificuldade de engravidar; colesterol elevado.



Em crianças muito novas pode haver retardo do nascimento dos dentes; falta de crescimento normal (estatura pequena para a idade); atraso da maturação óssea; macroglossia (língua anormalmente grande e volumosa) e baixa inteligência.



Como o médico diagnostica o hipotireoidismo?



Como sempre em medicina, é muito importante uma história clínica detalhada. Nos casos em que exista bócio ou papo (aumento de volume da tiroide) ele pode ser observado durante o exame clínico ou inferido do relato do paciente de ter um "colarinho apertado". O exame de sangue identificará níveis baixos do hormônio tiroidiano e níveis elevados do hormônio estimulante da tiroide (TSH), bem como a presença de anticorpos antitiroidianos próprios da doença de Hashimoto. Em neonatos a disfunção pode ser detectada através do "Teste do Pezinho", que deve ser realizado de rotina pelas maternidades.



Como o médico trata o hipotireoidismo?



O tratamento consiste na reposição oral do hormônio que está em falta, geralmente em comprimidos. Quase sempre a medicação tem de ser tomada pelo resto da vida.



Como evolui o hipotireoidismo?



Se não for identificado até o terceiro mês de vida do bebê, o hipotireoidismo pode levar a um retardo do desenvolvimento físico e mental.

MISSA E INAUGURAÇÃO DA ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR DIÁCONO HAMILTON.




No dia 28 de março, a Escola Estadual do Alto da Vila Paiva, em São José dos Campos, recebeu o nome do Diácono Hamilton Bontorim de Souza, falecido em 2007. A homenagem foi marcada por uma missa em Ação de Graças presidida por Dom Cesar Teixeira, concelebrada pelo padre Narciso Esmério, pároco da paróquia São José Operário e diversos diáconos permanentes. Esposa, filhos, netos e demais familiares do diácono Hamilton prestigiaram a solenidade. Após a celebração eucarística, Dom Cesar abençoou as dependências da escola e acompanhou o descerramento da placa que marcou a data. O projeto de lei que deu nome à nova escola foi do deputado estadual Hélio Nishimoto.



Diácono Hamilton Bontorim é brazopolense da família Vizoto. Foi casado com D. Ana Dias do Distrito de Estação Dias.









DECLARAÇÃO SOBRE A VISTORIA DOS FOCOS DE DENGUE.


Foi procurada hoje de manhã por um agente da epidemiologia que me explicou como é feito o trabalho dos agentes. Ele esclareceu que as visitas são feitas por quarteirões, de 5 em 5 casas. Quando encontrado um foco, a vistoria tem que ser feita em  todas as residências em um raio de 300 metros. As inspeções são feitas três vezes ao ano, então se sua casa não foi vistoriada nesta primeira vez, poderá ser na segunda ou terceira vez. 

Quero  esclarecer que as denúncias  e reclamações chegaram até mim há algum tempo. Somente me manifestei agora por saber que aqui já foram encontrados alguns focos e que na cidade vizinha de Paraisópolis já foram constatados vários casos da doença.

Aproveitando quero lembrar a todos que  esta responsabilidade também é nossa. Temos que tomar cuidado e ficarmos atentos para que nossa casa não seja um alvo do mosquito da dengue.
Vamos cuidar de não deixar água parada, afinal é nossa saúde que está em risco.