De olhos vermelhos, (O bicho tava doidão)
De pêlo branquinho, (Deve ser coroa também)
De pulo bem leve, (boiola!)
Eu sou o coelhinho.
Sou muito assustado, (uuuuh.... nooossa!)
Porém sou guloso, (Huuun aih tem)
Por uma cenoura... (assumiu...)
Já fico manhoso (definitivamente boiola)
Eu pulo pra frente, eu pulo pra trás (muito erótico)
Dou 1000 cambalhotas (Kama Sutra)
Sou forte demais! (pit-boy)
Comi uma cenoura (assumiu messssmo)
Com casca e tudo (Com proteção pelo menos)
Tão grande ela era... (aff...)
Fiquei barrigudo!!! (Aaaahh bom... era coelha!!!)
6 ANOS LEVANDO AS NOTÍCIAS DA TERRINHA QUERIDA
AQUI, FÁTIMA NORONHA TRAZ NOTÍCIAS DE SUA PEQUENA BRAZÓPOLIS, CIDADE DO SUL DE MINAS GERAIS.
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E-MAIL DE CONTATO: fatinoronha@gmail.com
26 de abril de 2010
Nosso caminho da fé - De Tambaú (SP) a Aparecida do Norte passando por Luminosa
PAULO COELHO PASSA POR LUMINOSA RUMO A APARECIDA, PELO CAMINHO DA FÉ
Com aproximadamente 400km de extensão, o Caminho foi inaugurado em 2003 e vai de Tambaú, no interior de São Paulo, até Aparecida do Norte no Vale do Paraíba, atravessando a Serra da Mantiqueira, pelo sul de Minas Gerais, quando passa pelo Distrito de Luminosa
O escritor Paulo Coelho passou por lá há pouco tempo, visitou a Igreja, as Pousadas e bateu um bom papo com os moradores. Outros famosos também passaram por lá anonimamente. Renato Gaúcho foi um deles. Corre à “boca miúda” que está nos planos do jornalista Zeca Camargo, do Fantástico, fazer o Caminho.
Inspirado no milenar Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, o Caminho da Fé brasileiro é uma trilha de peregrinação, criado para dar estrutura aos peregrinos que vão ao Santuário Nacional de Aparecida.
No Caminho o peregrino vai reforçando sua fé, observando a natureza privilegiada, superando as dificuldades. O exercício da humildade se dará nas simplicidades das pousadas e das refeições. Além disso, em cada parada, estará contribuindo para o desenvolvimento econômico e social das pequenas cidades e propiciando a integração cultural de seus habitantes com a dos peregrinos de diferentes partes do mundo.
Pode-se fazer o Caminho a pé ou de bicicleta. São necessários aproximadamente 16 dias, fazendo uma média de 25km por dia, para percorrer todo o Caminho.
Durante todo o trajeto, o peregrino se hospeda em pousadas credenciadas pela “Associação de Amigos do Caminho da Fé”. Em Luminosa são duas Pousadas: A Pousada N. S. das Candeias da D. Ditinha e a Pousada da D. Neuza.
CAMINHOS DA FÉ E DA LUZ: MEMÓRIAS, CASOS, DIÁRIO DE BORDO...
“São estranhos os nomes das cidades pelos lados dos caminhos da Fé e da Luz: Manhumirim, Manhuaçu,Tocos de Mogi, Carangola, Tombos, Luminosa...
Um trecho do Caminho da Fé é simplesmente maravilhoso; inicia-se “ladeando” a Mantiqueira e, depois, principalmente de Tocos de Mogi a Luminosa, penetra-se em seus fundões e a gente se vê cercado de Mantiqueira por todos os lados. Luminosa, por exemplo, uma pequena vila, com mais de mil metros de altitude, é cercada por altas, inalcançáveis, azuis e pedregosas montanhas. Em uma delas, em seu topo, o Observatório Astronômico de Brasópolis. Tivemos sorte; foram noites estreladas, céu azul, cheiro de ar, corpo cansado caído em cama limpa: depois de um dia de caminhada, um bem inestimável para a alma.
Luminosa é um pequeno distrito no município de Brasópolis. Pertenceu a São Paulo e desgarrou-se deste estado para se amasiar com Minas Gerais, na revolução de 32. Tem mais cara de cidade mineira mesmo. Pouco depois de se passar pelo povoado de Canta Galo, município de Paraisópolis, vê-se do alto de uma vertente da Mantiqueira, lá embaixo, a pequena Luminosa, com seus mil e poucos metros de altitude: cara e jeito de uma cidade medieval européia. “Só que de gentios desrespeitosos deixaram do lado de fora os seus mortos”, pensei, ao ver, separado da cidade e fora dos muros inexistentes, o cemitério. No mais era só inventar com o pensamento o muro de pedra e lá estaria a medieval Luminosa. Era dia de festa religiosa. Cidade cheia de gente e de misturas improváveis nos dias de hoje: encontrava-se lá, na ruazinha única da cidade, estacionadas ao lado dos cavalos e das mulas, potentes motos “off road”; caipiras com suas calças justas, canivete atado ao cinto, chapéu de aba larga ao lado de fortes e ruidosos rapazes em suas indumentárias coloridas de percorrer velozmente trilhas com suas motos; por ser dia de festa, muitos bêbados nas ruas: alguns tentavam, em seus cavalos, acrobacias e peripécias para fazer bonito para as mocinhas, mas seus cavalos, obedientes e dóceis, mesmo cutucados pelas esporas afiadas e cortantes, reconhecendo o estado de seu dono, teimavam em andar a passos curtos e seguros, o cavaleiro cambaleando - com o sorriso de bêbado - todo torto em seu dorso. Na calçada, carros estacionados, com o volume do som o mais alto possível, tocando forrós acompanhados por bandos de jovens alegres e barulhentos. Perto da igreja, em um galpão improvisado, havia leilão para “arranjar fundos” para reformar a bela igrejinha de frente à praça. E jovens namorados se beijando na boca com muita sensualidade, pouco se importando com o mundo lá fora: puro prazer. Tinha de tudo em Luminosa.
A “janta” e o café da manhã estavam inclusos nos vinte reais a serem pagos na pousada de Luminosa. Muito simples e limpa, fica no andar de cima do bar do casal; naquele dia, o movimento aumenta e dona Neuza vai ajudar o marido: fritar frango e batata para acompanhar a cerveja dos motoqueiros e cavaleiros daquele domingo de alegria na pequena vila; “tem que se aproveitar o dia”, dizia; da janela da pousada se vê o difícil caminho do dia seguinte: serão por volta de quatorze quilômetros de subida forte. Hora da “janta”, que é servida na cozinha da família. Por causa da festa e para ajudar no bar, estava lá a mãe da Dona Neuza, que é intimada: “Mãe, janta com os moços para fazer companhia para eles.
O cheiro de fogão de lenha e banha de porco, ser chamado de “moço” e a companhia da velha e comilona senhora aumentou o apetite. Uma repentina folga no bar deixou livre Dona Neuza, que, esperta, fez logo seu prato e, como minha mãe o fazia, comeu em pé, ao lado do fogão. Comida da “janta”: arroz, feijão, farinha de mandioca, salada de alface com tomates, chuchu, mandioca frita, bife de vaca e pedaços de leitão assado, arrematado no leilão da igreja por vinte reais - deliciosos.
Como, no dia seguinte, a caminhada prometia ser árdua, o recurso era sair cedo: foi o que dissemos à Dona Neuza, e tivemos a mais inusitada das respostas: “Meu quarto é este aqui. É só baterem na porta, me acordarem que faço o café rapidinho; vou deixar tudo arranjado.
Na manhã seguinte, pela primeira vez em minha vida, estou eu lá batendo na porta do quarto para acordar e não ser acordado pelo dono do hotel; sono leve, Dona Neuza acordou rápido e mais rápido ainda fez o solicitado café sem açúcar, ou, em seu dizer, “café margoso”: palavra que há anos não ouvia.”
Orlando , natural de Pedregulho, estado de São Paulo. http://oficiocontadordehistorias.blogspot.com/2008/11/caminhos-da-fe-e-da-luz-memrias-casos.html
Com aproximadamente 400km de extensão, o Caminho foi inaugurado em 2003 e vai de Tambaú, no interior de São Paulo, até Aparecida do Norte no Vale do Paraíba, atravessando a Serra da Mantiqueira, pelo sul de Minas Gerais, quando passa pelo Distrito de Luminosa
O escritor Paulo Coelho passou por lá há pouco tempo, visitou a Igreja, as Pousadas e bateu um bom papo com os moradores. Outros famosos também passaram por lá anonimamente. Renato Gaúcho foi um deles. Corre à “boca miúda” que está nos planos do jornalista Zeca Camargo, do Fantástico, fazer o Caminho.
Inspirado no milenar Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, o Caminho da Fé brasileiro é uma trilha de peregrinação, criado para dar estrutura aos peregrinos que vão ao Santuário Nacional de Aparecida.
No Caminho o peregrino vai reforçando sua fé, observando a natureza privilegiada, superando as dificuldades. O exercício da humildade se dará nas simplicidades das pousadas e das refeições. Além disso, em cada parada, estará contribuindo para o desenvolvimento econômico e social das pequenas cidades e propiciando a integração cultural de seus habitantes com a dos peregrinos de diferentes partes do mundo.
Pode-se fazer o Caminho a pé ou de bicicleta. São necessários aproximadamente 16 dias, fazendo uma média de 25km por dia, para percorrer todo o Caminho.
Durante todo o trajeto, o peregrino se hospeda em pousadas credenciadas pela “Associação de Amigos do Caminho da Fé”. Em Luminosa são duas Pousadas: A Pousada N. S. das Candeias da D. Ditinha e a Pousada da D. Neuza.
CAMINHOS DA FÉ E DA LUZ: MEMÓRIAS, CASOS, DIÁRIO DE BORDO...
“São estranhos os nomes das cidades pelos lados dos caminhos da Fé e da Luz: Manhumirim, Manhuaçu,Tocos de Mogi, Carangola, Tombos, Luminosa...
Um trecho do Caminho da Fé é simplesmente maravilhoso; inicia-se “ladeando” a Mantiqueira e, depois, principalmente de Tocos de Mogi a Luminosa, penetra-se em seus fundões e a gente se vê cercado de Mantiqueira por todos os lados. Luminosa, por exemplo, uma pequena vila, com mais de mil metros de altitude, é cercada por altas, inalcançáveis, azuis e pedregosas montanhas. Em uma delas, em seu topo, o Observatório Astronômico de Brasópolis. Tivemos sorte; foram noites estreladas, céu azul, cheiro de ar, corpo cansado caído em cama limpa: depois de um dia de caminhada, um bem inestimável para a alma.
Luminosa é um pequeno distrito no município de Brasópolis. Pertenceu a São Paulo e desgarrou-se deste estado para se amasiar com Minas Gerais, na revolução de 32. Tem mais cara de cidade mineira mesmo. Pouco depois de se passar pelo povoado de Canta Galo, município de Paraisópolis, vê-se do alto de uma vertente da Mantiqueira, lá embaixo, a pequena Luminosa, com seus mil e poucos metros de altitude: cara e jeito de uma cidade medieval européia. “Só que de gentios desrespeitosos deixaram do lado de fora os seus mortos”, pensei, ao ver, separado da cidade e fora dos muros inexistentes, o cemitério. No mais era só inventar com o pensamento o muro de pedra e lá estaria a medieval Luminosa. Era dia de festa religiosa. Cidade cheia de gente e de misturas improváveis nos dias de hoje: encontrava-se lá, na ruazinha única da cidade, estacionadas ao lado dos cavalos e das mulas, potentes motos “off road”; caipiras com suas calças justas, canivete atado ao cinto, chapéu de aba larga ao lado de fortes e ruidosos rapazes em suas indumentárias coloridas de percorrer velozmente trilhas com suas motos; por ser dia de festa, muitos bêbados nas ruas: alguns tentavam, em seus cavalos, acrobacias e peripécias para fazer bonito para as mocinhas, mas seus cavalos, obedientes e dóceis, mesmo cutucados pelas esporas afiadas e cortantes, reconhecendo o estado de seu dono, teimavam em andar a passos curtos e seguros, o cavaleiro cambaleando - com o sorriso de bêbado - todo torto em seu dorso. Na calçada, carros estacionados, com o volume do som o mais alto possível, tocando forrós acompanhados por bandos de jovens alegres e barulhentos. Perto da igreja, em um galpão improvisado, havia leilão para “arranjar fundos” para reformar a bela igrejinha de frente à praça. E jovens namorados se beijando na boca com muita sensualidade, pouco se importando com o mundo lá fora: puro prazer. Tinha de tudo em Luminosa.
A “janta” e o café da manhã estavam inclusos nos vinte reais a serem pagos na pousada de Luminosa. Muito simples e limpa, fica no andar de cima do bar do casal; naquele dia, o movimento aumenta e dona Neuza vai ajudar o marido: fritar frango e batata para acompanhar a cerveja dos motoqueiros e cavaleiros daquele domingo de alegria na pequena vila; “tem que se aproveitar o dia”, dizia; da janela da pousada se vê o difícil caminho do dia seguinte: serão por volta de quatorze quilômetros de subida forte. Hora da “janta”, que é servida na cozinha da família. Por causa da festa e para ajudar no bar, estava lá a mãe da Dona Neuza, que é intimada: “Mãe, janta com os moços para fazer companhia para eles.
O cheiro de fogão de lenha e banha de porco, ser chamado de “moço” e a companhia da velha e comilona senhora aumentou o apetite. Uma repentina folga no bar deixou livre Dona Neuza, que, esperta, fez logo seu prato e, como minha mãe o fazia, comeu em pé, ao lado do fogão. Comida da “janta”: arroz, feijão, farinha de mandioca, salada de alface com tomates, chuchu, mandioca frita, bife de vaca e pedaços de leitão assado, arrematado no leilão da igreja por vinte reais - deliciosos.
Como, no dia seguinte, a caminhada prometia ser árdua, o recurso era sair cedo: foi o que dissemos à Dona Neuza, e tivemos a mais inusitada das respostas: “Meu quarto é este aqui. É só baterem na porta, me acordarem que faço o café rapidinho; vou deixar tudo arranjado.
Na manhã seguinte, pela primeira vez em minha vida, estou eu lá batendo na porta do quarto para acordar e não ser acordado pelo dono do hotel; sono leve, Dona Neuza acordou rápido e mais rápido ainda fez o solicitado café sem açúcar, ou, em seu dizer, “café margoso”: palavra que há anos não ouvia.”
Orlando , natural de Pedregulho, estado de São Paulo. http://oficiocontadordehistorias.blogspot.com/2008/11/caminhos-da-fe-e-da-luz-memrias-casos.html
Curiosidade - Time de Brazópolis no Filme do Garrincha
Fábio Barreto, filho do roteirista e produtor Luís Carlos Barreto, realizou em 1978 um novo documentário de curta-metragem sobre o jogador Garrincha, chamado "Mané Garrincha", uma espécie de continuação do trabalho do seu pai de 1962. Na época Garrincha já estava com a carreira profissional encerrada. Neste novo documentário, novas cenas de Pau Grande, do jogo de despedida de Garrincha em 1973, lembrado por ele como "o momento mais emocionante de sua carreira", e de sua atuação em campo pela equipe de "veteranos" do Milionários, que excursionava pelo Brasil nos anos de 1970, e que no filme aparece jogando contra um time chamado Santos Futebol Clube, de Brasópolis. Há um depoimento de Armando Nogueira, que disse ter sido testemunha do primeiro jogo de Garrincha pelo Botafogo. O filme mostra também o jogador orientando em campo seu filho adolescente apelidado de Neném, atualmente já falecido.
Poesia - RUAS DE MIL JANELAS - p/ Célia Sandi
Sentindo os pés
Pelas ruas de minha terra
Meus passos embrenharam-se na penúria
Com as poeiras erguidas, incontidas
Enquanto gemia a terra, ali ferida
Por outros passos, passados
E revivendo o caminhar da lida
Revolvi àquela rua tão sofrida
Donde brotou santas raízes
De antepassados bíblicos
Que nos levou aos símbolos
Num crescente florir de choros e risos
E embrenhando-me nesse pó
Tão sentido
Agora tão esquecido
Eu vi gemer a terra
Removidas por mãos aquecidas
Cheias de nó e suor
Já sem dor, envaidecidas
D’ali retirei-me em vão
Para outras vias distantes
E ver o embalar do vento
Soprar as ruínas de então
Passando por cada rua
Miragens de risos eu vi
Marcas de passos senti
Quedei-me, e ali vivi
Volvi-me mais à frente
Novas raízes brotaram de repente
Marcando com passos frementes
Que ali chegaram e pousaram poemas
Elevando as nossas penas
Num crescente ferver de brios
Esquecendo nossos conflitos
Ruas de mil janelas
Que se quedam entreabertas
Todas iguais, em linhas retas
Gente contente habita nelas
Continuo com passos largos
A ver marcas de meus rastros
Rastros que se foram
Outrora, suaves e sábios
Agora, indeléveis e gratos
Marcando fatos e atos de nossa gente.
Pelas ruas de minha terra
Meus passos embrenharam-se na penúria
Com as poeiras erguidas, incontidas
Enquanto gemia a terra, ali ferida
Por outros passos, passados
E revivendo o caminhar da lida
Revolvi àquela rua tão sofrida
Donde brotou santas raízes
De antepassados bíblicos
Que nos levou aos símbolos
Num crescente florir de choros e risos
E embrenhando-me nesse pó
Tão sentido
Agora tão esquecido
Eu vi gemer a terra
Removidas por mãos aquecidas
Cheias de nó e suor
Já sem dor, envaidecidas
D’ali retirei-me em vão
Para outras vias distantes
E ver o embalar do vento
Soprar as ruínas de então
Passando por cada rua
Miragens de risos eu vi
Marcas de passos senti
Quedei-me, e ali vivi
Volvi-me mais à frente
Novas raízes brotaram de repente
Marcando com passos frementes
Que ali chegaram e pousaram poemas
Elevando as nossas penas
Num crescente ferver de brios
Esquecendo nossos conflitos
Ruas de mil janelas
Que se quedam entreabertas
Todas iguais, em linhas retas
Gente contente habita nelas
Continuo com passos largos
A ver marcas de meus rastros
Rastros que se foram
Outrora, suaves e sábios
Agora, indeléveis e gratos
Marcando fatos e atos de nossa gente.
ILUSTRES BRAZOPOLENSES - Seu Joaquim Paulino e D. sebastiana
Pessoas honestas, justas e batalhadoras. Exemplos de vidas plenas, com uma trajetória árdua e batalhadora, souberam criar seus filhos no amor e na fé em Deus. Caminhando sempre juntos, fizeram do amor o seu lema de vida. souberam construir uma família exemplar.
O grande exemplo desta união que nos é dado em meio a uma sociedade moderna que enxerga com outros olhos a nobreza do casamento e consequentemente perdem a dimensão exata que o amor é o primeiro, importante e decisivo passo para o sucesso na formação de uma família estruturada e feliz.
Que Deus acrescente na vida deste casal, muitos anos de vida, para que possa continuar engrandecendo nossa cidade com a rica presença do amor que nos é passado por intermédio deles.
Parabéns Sr. Joaquim Paulino da Silva e D. Sebastiana Geralda da Silva, pelos 60 anos de união em Deus! Brazopolenses como vocês são o nosso orgulho! Que Deus os abençoe por tudo que construíram, sempre tentando fazer um ao outro felizes.
No dia 31 de julho Joaquim Paulino da Silva e Sebastiana Geralda da Silva tiveram a benção de completar 60 anos de União. As Bodas de Brilhante foram comemorados com missa na Igreja Matriz de São Caetano, no sábado, dia 01 de agosto, na presença emocionada dos amigos e dos filhos João Neri, Antônio Claret, Maria Elisa, Paulo Valim, Vera Lúcia, Maria Elizabete, Cleusa Maria, Joaquim Carlos, Renato, Frederico, Andréia e Juliano, além dos genros, noras e seus 34 netos e 6 bisnetos.
PADRE EVALDO CÉSAR, DA TV APARECIDA, FAZ PROGRAMA TOTALMENTE DEDICADO A BRAZÓPOLIS
Pe. Evaldo César fala no programa “BEM-VINDO ROMEIRO” sobre nossa cidade:
“O municípioo de Brazópolis conquista o visitante pela tranqüilidade. Em suas ladeiras, típicas dos municípios mineiros, encontramos muitas coisas que fazem desse lugar um local muito especial. Uma das curiosidade daqui é o surgimento do nome da cidade. Para homenagear o Cel. Francisco Braz Pereira Gomes, o então distrito de São Caetano da Vargem grande passou a se chamar Brazópolis. A história diz que o coronel ganhou Braz no sobrenome porque sua mãe, devota de São Braz, pediu a proteção do menino que se engasgou seriamente quando era pequeno. O pedido foi aceito, e o sobrenome Braz foi incluído ao nome da família. Nesta história toda, uma dúvida que gera discussão até hoje: Afinal, Brazópolis é com Z ou S?
Deoclécio Campos é um dos moradores mais antigos da cidade. Ele entrou para o ramo da comunicação e acabou fazendo história. Sua voz foi a primeira a ser ouvida na transmissão de rádio da cidade. Além disso, ele e mais 4 amigos foram os responsáveis por trazer os primeiros sinais de televisão para o estado de Minas Gerais.
Apesar dos pioneirismos, aqui o tempo passa devagar. A atividade é basicamente agropecuária, com destaque para a produção de banana. O único barulho é o canto dos pássaros. A simpatia dessa gente simples, conquista e nos faz perguntar o que pode haver de melhor neste local tão abençoado.
Belas paisagens da serra da Mantiqueira são presente para quem chega. E, quem adota essa cidade, tem uma recepção calorosa e inesquecível.
Paz entre as montanhas, cultura e muita fé. Brazópolis é tudo isso e muito mais. Queremos destacar duas grandes realizações que a cidade de Brazópolis tem : primeiro, a cultura carnavalesca. O carnaval já passou, mas, durante todo o ano, a cidade se prepara com uma característica interessante. Aqui, existe uma oficina de bonecos de carnaval. Este ano, mais de 15 mil pessoas acompanharam pelas ruas da cidade a alegria dessa festa. Mas também aqui é um lugar de tecnologia e ciência. Em Brazópolis está um dos únicos observatórios do Brasil que servem de suporte para estudantes, pesquisadores, e para toda a sociedade que gosta de olhar para o céu e que ama a astronomia. No pico dos Dias fica um dos observatórios astronômicos mais importantes do país. O interesse pelo céu de Brazópolis vem de longe. De 1932 a 1955 um cônego Francês realizou estudos e pesquisas meteorológicas no município. Ele chegou a conclusão de que em 150 dias do ano existem perfeitas condições para a observação do céu no Pico dos Dias. No observatório o visitante pode conferir o maior telescópio brasileiro. É dele que saem imagens surpreendentes e encantadoras.
Em Brazópolis é possível ver a fé andar bem próxima dos moradores. Duas belíssimas igrejas expressam essa devoção: a Matriz de São Caetano e o Santuário de N.S. Aparecida. O Santuário foi recentemente tombado e oferece ao visitante uma viajem ao século passado, com sua arquitetura e detalhes, como o expressivo altar que surpreende.
Aqui o povo de Deus mostra que está realmente ativo. Uma vez por semana, a paróquia propaga o evangelho nas ondas do rádio.
Um dos tesouros daqui da cidade de Brazópolis é a Matriz dedicada a São Caetano. De acordo com a história da cidade, a imagem de São Caetano foi doada por um rico fazendeiro chamado Caetano que era dono de muitas das terras dessa região.
Em nossas andanças pelas igrejas da cidade, encontramos a marca das missões redentoristas com muita gente engajada nas atividades da paróquia. Outro evento de trabalho árduo e de resultados desenvolvidos na paróquia é a pastoral do carente. O exemplo ativo da paróquia de são Caetano prova que é possível promover mudanças e que não existem obstáculos para quem tem fé e confia na caminhada.
Fomos recebidos em Brazópolis com uma chuva que não queria parar, mas a chuva de bênçãos derramada por Nossa Senhora foi mais forte e manteve o povo animado, unido na devoção à Padroeira. A carreata praticamente parou a cidade. Carros , motos e cavaleiros, recebiam em uma bela demonstração de amor a imagem que veio das águas. Todo mundo aparecia nas janelas para ver a carreata. Nas calçadas, pessoas vindas de todas as partes para ver e tocar a mãe morena.”
“O municípioo de Brazópolis conquista o visitante pela tranqüilidade. Em suas ladeiras, típicas dos municípios mineiros, encontramos muitas coisas que fazem desse lugar um local muito especial. Uma das curiosidade daqui é o surgimento do nome da cidade. Para homenagear o Cel. Francisco Braz Pereira Gomes, o então distrito de São Caetano da Vargem grande passou a se chamar Brazópolis. A história diz que o coronel ganhou Braz no sobrenome porque sua mãe, devota de São Braz, pediu a proteção do menino que se engasgou seriamente quando era pequeno. O pedido foi aceito, e o sobrenome Braz foi incluído ao nome da família. Nesta história toda, uma dúvida que gera discussão até hoje: Afinal, Brazópolis é com Z ou S?
Deoclécio Campos é um dos moradores mais antigos da cidade. Ele entrou para o ramo da comunicação e acabou fazendo história. Sua voz foi a primeira a ser ouvida na transmissão de rádio da cidade. Além disso, ele e mais 4 amigos foram os responsáveis por trazer os primeiros sinais de televisão para o estado de Minas Gerais.
Apesar dos pioneirismos, aqui o tempo passa devagar. A atividade é basicamente agropecuária, com destaque para a produção de banana. O único barulho é o canto dos pássaros. A simpatia dessa gente simples, conquista e nos faz perguntar o que pode haver de melhor neste local tão abençoado.
Belas paisagens da serra da Mantiqueira são presente para quem chega. E, quem adota essa cidade, tem uma recepção calorosa e inesquecível.
Paz entre as montanhas, cultura e muita fé. Brazópolis é tudo isso e muito mais. Queremos destacar duas grandes realizações que a cidade de Brazópolis tem : primeiro, a cultura carnavalesca. O carnaval já passou, mas, durante todo o ano, a cidade se prepara com uma característica interessante. Aqui, existe uma oficina de bonecos de carnaval. Este ano, mais de 15 mil pessoas acompanharam pelas ruas da cidade a alegria dessa festa. Mas também aqui é um lugar de tecnologia e ciência. Em Brazópolis está um dos únicos observatórios do Brasil que servem de suporte para estudantes, pesquisadores, e para toda a sociedade que gosta de olhar para o céu e que ama a astronomia. No pico dos Dias fica um dos observatórios astronômicos mais importantes do país. O interesse pelo céu de Brazópolis vem de longe. De 1932 a 1955 um cônego Francês realizou estudos e pesquisas meteorológicas no município. Ele chegou a conclusão de que em 150 dias do ano existem perfeitas condições para a observação do céu no Pico dos Dias. No observatório o visitante pode conferir o maior telescópio brasileiro. É dele que saem imagens surpreendentes e encantadoras.
Em Brazópolis é possível ver a fé andar bem próxima dos moradores. Duas belíssimas igrejas expressam essa devoção: a Matriz de São Caetano e o Santuário de N.S. Aparecida. O Santuário foi recentemente tombado e oferece ao visitante uma viajem ao século passado, com sua arquitetura e detalhes, como o expressivo altar que surpreende.
Aqui o povo de Deus mostra que está realmente ativo. Uma vez por semana, a paróquia propaga o evangelho nas ondas do rádio.
Um dos tesouros daqui da cidade de Brazópolis é a Matriz dedicada a São Caetano. De acordo com a história da cidade, a imagem de São Caetano foi doada por um rico fazendeiro chamado Caetano que era dono de muitas das terras dessa região.
Em nossas andanças pelas igrejas da cidade, encontramos a marca das missões redentoristas com muita gente engajada nas atividades da paróquia. Outro evento de trabalho árduo e de resultados desenvolvidos na paróquia é a pastoral do carente. O exemplo ativo da paróquia de são Caetano prova que é possível promover mudanças e que não existem obstáculos para quem tem fé e confia na caminhada.
Fomos recebidos em Brazópolis com uma chuva que não queria parar, mas a chuva de bênçãos derramada por Nossa Senhora foi mais forte e manteve o povo animado, unido na devoção à Padroeira. A carreata praticamente parou a cidade. Carros , motos e cavaleiros, recebiam em uma bela demonstração de amor a imagem que veio das águas. Todo mundo aparecia nas janelas para ver a carreata. Nas calçadas, pessoas vindas de todas as partes para ver e tocar a mãe morena.”
DE ONDE VEIO VOCÊ? - Vitor Rodrigues Esteves
DE ONDE VEIO VOCÊ?
Filho do Fazendeiro José Balbino e de D. Francisca Izabel, Vitor Rodrigues Esteves, hoje com 87 anos, nasceu em Alfenas. Lá ele estudou, trabalhou e constituiu família. “
Com a esposa D. Orminda e a filha Elizete, Seu Vítor mudou-se para Brazópolis em 1977. “Sempre trabalhei com fabricação de queijos. Fui transferido para Brazópolis, quando da compra do Laticínio pelo Laticínio Planalto, do qual fui gerente. A empresa sofreu bastante rejeição, pelo fato das anteriores terem dado prejuízo para a cidade. Foi um grande deslize das autoridades na época. O laticínio gerava empregos e um imposto significativo para a cidade, mas não encontrou apoio em suas dificuldades. Mas eu como pessoa, fiz muitos e bons amigos aqui”, explica.
A falta de empregos e as calçadas são duas coisas que Seu Vítor acha ruim na cidade. “As calçadas não permitem que os mais velhos caminhem pela cidade, além de mal tratadas, constroem escadas sobre elas. Um grande desrespeito aos portadores de deficiências físicas e idosos”. Ele acha que o clima é a melhor coisa que a cidade tem.
Pela perseverança e idealismo, o neto Ariel é um personagem que ele muito admira. Ele faz questão de citar também três mulheres que admira: “Minha esposa Orminda, com quem vivi 54 anos, minha mãe Francisca e minha filha Elizete.
Seu Vitor deixa uma mensagem ao povo brasopolense: “O segredo da longevidade é entre tantos o trabalho, a honestidade e a simplicidade ao procurar ser feliz”.
Filho do Fazendeiro José Balbino e de D. Francisca Izabel, Vitor Rodrigues Esteves, hoje com 87 anos, nasceu em Alfenas. Lá ele estudou, trabalhou e constituiu família. “
Com a esposa D. Orminda e a filha Elizete, Seu Vítor mudou-se para Brazópolis em 1977. “Sempre trabalhei com fabricação de queijos. Fui transferido para Brazópolis, quando da compra do Laticínio pelo Laticínio Planalto, do qual fui gerente. A empresa sofreu bastante rejeição, pelo fato das anteriores terem dado prejuízo para a cidade. Foi um grande deslize das autoridades na época. O laticínio gerava empregos e um imposto significativo para a cidade, mas não encontrou apoio em suas dificuldades. Mas eu como pessoa, fiz muitos e bons amigos aqui”, explica.
A falta de empregos e as calçadas são duas coisas que Seu Vítor acha ruim na cidade. “As calçadas não permitem que os mais velhos caminhem pela cidade, além de mal tratadas, constroem escadas sobre elas. Um grande desrespeito aos portadores de deficiências físicas e idosos”. Ele acha que o clima é a melhor coisa que a cidade tem.
Pela perseverança e idealismo, o neto Ariel é um personagem que ele muito admira. Ele faz questão de citar também três mulheres que admira: “Minha esposa Orminda, com quem vivi 54 anos, minha mãe Francisca e minha filha Elizete.
Seu Vitor deixa uma mensagem ao povo brasopolense: “O segredo da longevidade é entre tantos o trabalho, a honestidade e a simplicidade ao procurar ser feliz”.
Lincoln e Kennedy – Coincidências
*Abraham Lincoln foi eleito para o Congresso em 1846.
*John F. Kennedy foi eleito para o Congresso em 1946.
*Abraham Lincoln foi eleito presidente em 1860.
*John F. Kennedy foi eleito presidente em 1960.
*As esposas de ambos perderam filhos enquanto viviam na Casa Branca.
*Ambos os presidentes foram baleados numa sexta-feira.
*A secretária de Lincoln chamava-se Kennedy.
A secretária de Kennedy chamava-se Lincoln.
*Ambos foram assassinados por sulistas.
*Ambos foram sucedidos por sulistas.
*Seus sucessores chamavam-se Johnson.
Andrew Johnson, que sucedeu a Lincoln, nasceu em 1808.
Lyndon Johnson, que sucedeu a Kennedy, nasceu em 1908.
*John Wilkes Booth, que assassinou Lincoln, nasceu em 1839.
Lee Harvey Oswald, que assassinou Kennedy, nasceu em 1939.
*Booth saiu correndo de um teatro e foi apanhado num depósito.
Oswald saiu correndo de um depósito e foi apanhado num teatro.
*Booth e Oswald foram assassinados antes de seu julgamento.
*Uma semana antes de Lincoln ser morto ele estava em Monroe, Maryland.
Uma semana antes de Kennedy ser morto ele estava em Monroe, Marilyn.
*Lincoln foi morto na sala Ford, do teatro Kennedy.
Kennedy foi morto num carro Ford, modelo Lincoln.
FOTO - MATANDO SAUDADE... Trio Ternura -

Quando da vinda do Trio Ternura e Beto Scala em Brazópolis. Show no Clube Wenceslau em 17/01/1976
Maria Tereza, Dirceu Rosa, Toninho Vizoto, Vicente Mendes, Beto Scala e as meninas do Trio Ternura
ilustre brazopolense- vasco chaves
Um bravo lutador, sempre se erguendo ao final de cada batalha da vida. Marido dedicado e ótimo pai, criou os filhos com amor e os ensinou a retidão e o respeito.
Vive a vida com toda a intensidade a que tem direito. Um “palhaço”, no bom sentido da palavra, capaz de divertir com naturalidade, de contar piadas, de ser engraçado. Vive rodeado de amigos, sempre com um sorriso, um elogio, um “causo” engraçado pra contar... ninguém consegue ficar triste perto dele. E quem não se sente melhor quando ouve aquela sua gargalhada gostosa? E não há ninguém que já não tenha esquecido as tristezas quando está com ele.
Exímio dançarino, ótimo ator, excelente cantor...
Mas, para nós, ele é muito mais: Um homem de caráter, honesto e digno. Um dedicado e leal amigo a quem muito admiramos, respeitamos e prezamos.
Qualquer lugar se ilumina com sua chegada.
Vasco Chaves, você é nota 1000. Agradecemos os momentos agradáveis que temos junto de você. Que Deus o conserve por muito tempo junto a nós, sem nunca perder essa sua alegria contagiante.
COMO SURGIRAM O “BGB” e a “ASSOCIAÇÃO OFICINA RODA TERRA”


No carnaval de 2001, Gustavo Noronha, ex-integrante do Giramundo Teatro de Bonecos de Belo Horizonte, com alguns amigos criaram quatro bonecos: um caipira, um torcedor, um mosqueteiro e um dragão, que media quinze metros de comprimento. Os bonecos encantaram a cidade e, desde então, o carnaval de Brazópolis passou a ter algo a mais, se diferenciando de outras cidades do sul de Minas.
Em 2004 ficou decidido que a cada ano os bonecos receberiam dois novos companheiros. Assim, meses antes do carnaval, a equipe se prepara para confeccionar os novos bonecos que se juntam à folia.
Crianças e adultos deliram vendo passar os bonecos ao som de marcinhas carnavalescas antigas.
Os jovens que no início do grupo queriam apenas se divertir no carnaval, viram no “Bonecos Gigantes” uma oportunidade de inserção no mercado de trabalho. Depois da participação dos BGB no Festival Internacional de Teatro de Bonecos de BH, eles entenderam a dimensão do universo do teatro de animação e foi assim que surgiu a “Associação Oficina Roda Terra”. Ela gere os projetos e o Programa de Capacitação em Teatro de Animação para formar manipuladores e conscientizar o público.
Conheça mais sobre o “BGB” e a “Oficina Roda Terra” no site: oficinarodaterra.biogspot.com
LEMBRANÇAS: O TREM
“Minha melhor lembrança é do “meu” trem. O seu apito, o deslizar das rodas nos trilhos, o aceno de adeus em sua passagem... Aquela máquina fenomenal diante de meus olhos infantis, acalentou tantos sonhos...
Lembro-me bem de ficar ansiosa à espera de sua chegada e quando, por algum motivo ele se atrasava, eu corria até os trilhos e encostava nele meus ouvidos.
O coração acelerava quando ouvia a vibração de suas rodas, pois tinha a certeza da sua passagem.
Com meu vestido amarrotado e sujo pelas brincadeiras no barro, os pés descalços, ficava na calçada de minha casa, esperando-o apitar para mim. Minhas mãos se agitavam, tanto quanto meu coração, naquele adeus de olhar brilhante e emocionado.
Não me importavam os passageiros, eu mal os via, o que me importava eram meus sonhos levados pelo trem. Era a minha vontade de crescer e desbravar o mundo através daquelas janelas. Era o desejo de aventuras, e o futuro cheio das fantasias e perigos que eu sonhava ardentemente vencer.
Nunca realizei meu sonho, nunca viajei no “meu” trem. E, um dia, ele não mais passou, mesmo com a minha persistência em esperá-lo, ele não mais passou...
Percebi então, com imensa tristeza, que enterrava um grande pedaço de minha infância.
E, hoje, com saudade, desejaria muito que ele ainda passasse pelos trilhos de minha vida, trazendo de volta todo um passado, repleto da vontade de um dia, um dia ao menos, ter deslizado pelos trilhos, olhando pela janela do “meu” trem.
Elisa H. Noronha Dias Tavares
Lembro-me bem de ficar ansiosa à espera de sua chegada e quando, por algum motivo ele se atrasava, eu corria até os trilhos e encostava nele meus ouvidos.
O coração acelerava quando ouvia a vibração de suas rodas, pois tinha a certeza da sua passagem.
Com meu vestido amarrotado e sujo pelas brincadeiras no barro, os pés descalços, ficava na calçada de minha casa, esperando-o apitar para mim. Minhas mãos se agitavam, tanto quanto meu coração, naquele adeus de olhar brilhante e emocionado.
Não me importavam os passageiros, eu mal os via, o que me importava eram meus sonhos levados pelo trem. Era a minha vontade de crescer e desbravar o mundo através daquelas janelas. Era o desejo de aventuras, e o futuro cheio das fantasias e perigos que eu sonhava ardentemente vencer.
Nunca realizei meu sonho, nunca viajei no “meu” trem. E, um dia, ele não mais passou, mesmo com a minha persistência em esperá-lo, ele não mais passou...
Percebi então, com imensa tristeza, que enterrava um grande pedaço de minha infância.
E, hoje, com saudade, desejaria muito que ele ainda passasse pelos trilhos de minha vida, trazendo de volta todo um passado, repleto da vontade de um dia, um dia ao menos, ter deslizado pelos trilhos, olhando pela janela do “meu” trem.
Elisa H. Noronha Dias Tavares
ILUSTRE BRAZOPOLENSE - Judith Minchetti
Mulher de fibra que fez da vida uma constante luta e soube vivê-la para os seus e pela comunidade. Pessoa otimista que cultiva grandes amizades espalhando sua alegria.
Soube transpor obstáculos nas horas difíceis e administrar seu tempo, distribuído entre seu papel de professora, de vendedora autônoma, cantora e atriz, mas nunca se esquecendo de seu dever de filha, esposa e mãe. Educou os filhos com esmero e os encaminhou na vida com dignidade, dentro do espírito cristão. Hoje colhe os frutos desfrutando da alegria de ver seus netos crescendo sob o olhar orgulhoso da vovó coruja.
Cantar é uma de suas missões preferidas: Participava, nos velhos tempos, do “Trio ZYV 26”, em que fazia parte com as amigas Georgina Oliveira e Jandira Lobo, e no Coral Vozes de Euterpe do qual participa até hoje.
Possuidora de grandes virtudes artísticas participou de várias peças de teatro e rádio-novelas, que fazia ao vivo na Rádio Difusora Brazópolis, juntamente com Geraldo Gomes e Martineto Mendonça. Arrancava gargalhadas e lágrimas do público, nos papéis que desempenhava com desenvoltura e espontaneidade.
Uma eterna jovem, que toma parte dos movimentos da cidade, com sua presença marcante, eficiente e alegre.
Você,Judith Minchetti, sabe viver e busca viver a vida em abundância, deixando marcas na história de nossa cidade. Por isso nada mais nos resta que lhe dizer, com muito carinho: “Obrigada, Judith, você é um exemplo de mulher batalhadora e nós, brazopolenses, nos orgulhamos de você!”.
NOSSOS POETAS- MAURÍCIO BRAGA DE MENDONÇA
MAURÍCIO BRAGA DE MENDONÇA, nasceu em Brazópolis. Filho de João Cândido Mendonça e neto de Martinho Braga de Mendonça,
bacharelou-se em Direito pela PUC de Belo Horizonte. Aprovado em Concurso Público foi nomeado Promotor de Justiça e então promovido, por merecimento, para o cargo de Procurador de Justiça.
Pertenceu ao Conselho Superior e Câmara de Procuradores do Ministério Público de MG. Foi Sub-Corregedor junto a Corregedoria Geral do Ministério Público de Minas Gerais. Aposentou-se na carreira em 2003. Exerceu o magistério em Governador Valadares, sendo Professor Universitário na FADIVALE.
Sempre ligado à arte e literatura, participou, quando universitário, do grupo teatral “Teatro de Comédia” em Belo Horizonte e foi componente dos Corais “Júlia Pardini” e “Coral Universitário”- da UFMG, participando ainda do Coro da Igreja de Santa Helena.
É membro da Academia Valadarense de Letras –AVL – de Gov. Valadares-MG.
Suas produções literárias abrangem a prosa e verso. Possui crônicas e poemas publicados em vários jornais de Brazópolis, São Lourenço, Governador Valadares e Belo Horizonte.
Lançou o Livro: “Ministério dos Causos Públicos”- coletânea de pequenas histórias (causos) no âmbito do mundo jurídico; pela Academia Mineira de Leonísmo, participou dos Cadernos da Academia, vols. 01 e 02.
Participou da 1ª e da 2ª Antologias Poéticas, lançadas pela Academia Valadarense de Letras e da Antologia Poética das Cidades Brasileiras. Participa desde a sua criação, em 1983, da Revista Jus Literária – da AMMP- Associação Mineira do Ministério Público , em Belo Horizonte. Reside atualmente na cidade de Belo Horizonte. Dr. Maurício tem inúmeros poemas dedicados à sua Terra Natal, da qual fala com saudades em seus versos.
HISTÓRIA DE BRAZÓPOLIS EM DOIS TEMPOS
TEMPO I
Brazópolis
Cidade que era:
No verde da mata
No jardim da praça
Cidade Presépio!
Na ladeira e travessa
Na gente sem pressa
Cidade Presépio!
No planger dos sinos
No sorriso dos meninos
Cidade Presépio!
Em “Caetano” o santo padroeiro
No Can-can pico altaneiro
Cidade Presépio!
Nos versos dos provadores
Nos jardins cantos de flores
Cidade Presépio!
TEMPOII
Brazópolis, onde estás?
Exclama a memória de um coqueiro abatido
O vazio de uma árvore que foi vida
A saudade de um coreto hoje história...
Brazópolis, onde estás?
Soluça o pranto de um verde que foi Mata
A solidão de um “Vargem Grande” que foi Rio
O silêncio frio dos que foram às tumbas...
Brazópolis, onde estás?
Lamenta a tristeza na ladeira do mercado
O ermo dos trilhos em fuga da Estação
O fantasma de um apito que se emudece na “Curva da Loba”...
Brazópolis, onde estás?
Indaga num monólogo a moça na janela
Em seus passos lentos o homem pela calçada
Em suas ave-marias a beata aos pés do altar...
Brazópolis, decantada Cidade Miniatura
Da Terra de Santa Cruz
Hoje, um parque se faz numa praça
Graças a estupidez de um alcaide,
Noutra, o trem de ferro já não passa
Por ordem da insensatez dos governantes...
Hoje, árida urbe sem graça
Até onde?
-Pólis, Vila - Braz
Brazópolis, Não Mais!!!
(Belo Horizonte - 1991)
bacharelou-se em Direito pela PUC de Belo Horizonte. Aprovado em Concurso Público foi nomeado Promotor de Justiça e então promovido, por merecimento, para o cargo de Procurador de Justiça.
Pertenceu ao Conselho Superior e Câmara de Procuradores do Ministério Público de MG. Foi Sub-Corregedor junto a Corregedoria Geral do Ministério Público de Minas Gerais. Aposentou-se na carreira em 2003. Exerceu o magistério em Governador Valadares, sendo Professor Universitário na FADIVALE.
Sempre ligado à arte e literatura, participou, quando universitário, do grupo teatral “Teatro de Comédia” em Belo Horizonte e foi componente dos Corais “Júlia Pardini” e “Coral Universitário”- da UFMG, participando ainda do Coro da Igreja de Santa Helena.
É membro da Academia Valadarense de Letras –AVL – de Gov. Valadares-MG.
Suas produções literárias abrangem a prosa e verso. Possui crônicas e poemas publicados em vários jornais de Brazópolis, São Lourenço, Governador Valadares e Belo Horizonte.
Lançou o Livro: “Ministério dos Causos Públicos”- coletânea de pequenas histórias (causos) no âmbito do mundo jurídico; pela Academia Mineira de Leonísmo, participou dos Cadernos da Academia, vols. 01 e 02.
Participou da 1ª e da 2ª Antologias Poéticas, lançadas pela Academia Valadarense de Letras e da Antologia Poética das Cidades Brasileiras. Participa desde a sua criação, em 1983, da Revista Jus Literária – da AMMP- Associação Mineira do Ministério Público , em Belo Horizonte. Reside atualmente na cidade de Belo Horizonte. Dr. Maurício tem inúmeros poemas dedicados à sua Terra Natal, da qual fala com saudades em seus versos.
HISTÓRIA DE BRAZÓPOLIS EM DOIS TEMPOS
TEMPO I
Brazópolis
Cidade que era:
No verde da mata
No jardim da praça
Cidade Presépio!
Na ladeira e travessa
Na gente sem pressa
Cidade Presépio!
No planger dos sinos
No sorriso dos meninos
Cidade Presépio!
Em “Caetano” o santo padroeiro
No Can-can pico altaneiro
Cidade Presépio!
Nos versos dos provadores
Nos jardins cantos de flores
Cidade Presépio!
TEMPOII
Brazópolis, onde estás?
Exclama a memória de um coqueiro abatido
O vazio de uma árvore que foi vida
A saudade de um coreto hoje história...
Brazópolis, onde estás?
Soluça o pranto de um verde que foi Mata
A solidão de um “Vargem Grande” que foi Rio
O silêncio frio dos que foram às tumbas...
Brazópolis, onde estás?
Lamenta a tristeza na ladeira do mercado
O ermo dos trilhos em fuga da Estação
O fantasma de um apito que se emudece na “Curva da Loba”...
Brazópolis, onde estás?
Indaga num monólogo a moça na janela
Em seus passos lentos o homem pela calçada
Em suas ave-marias a beata aos pés do altar...
Brazópolis, decantada Cidade Miniatura
Da Terra de Santa Cruz
Hoje, um parque se faz numa praça
Graças a estupidez de um alcaide,
Noutra, o trem de ferro já não passa
Por ordem da insensatez dos governantes...
Hoje, árida urbe sem graça
Até onde?
-Pólis, Vila - Braz
Brazópolis, Não Mais!!!
(Belo Horizonte - 1991)
DE ONDE VEIO VOCÊ? - Audrei Macedo
Primogênita e filha única do casal Quiquinho Macedo e Maria Helena Monti Macedo, Audrei nasceu em Itajubá, mas viveu em Brazópolis até os 6 anos de idade. Com a crise do cinema, voltou com os pais e o irmão Francisco Marcos, natural de Brazópolis, para Pedralva, terra natal de seus pais. Lá ela morou até seus 21 anos com seus 4 irmãos: Chico, Régis, Lauro e Otávio.
Aos 21 anos casou-se, em São José dos Campos, com Ivan Ribeiro de Carvalho, e lá residiram por 6 anos. Lá nasceram as duas primeiras filhas: Shelsea e Maiara. Ivanzinho, terceiro filho do casal nasceu em Brazópolis, no Hospital São Caetano, no mesmo dia , horário e local que seu irmão Chico. Já o caçula, Iuri, nasceu em Itajubá.
Atualmente Audrei possui um casal de sobrinhos e vai estrear como avó, primogenito de Shelsea e Domenico.
“Conheci Brazópolis por causa de meus pais que eram proprietários do cinema aqu,i e chorei até os dez anos de idade porque se mudaram. Foi quando passei a compreender melhor os seus motivos”, conta Audrei.
Mais tarde, com o desemprego em São José dos Campos, voltou para Brazópolis para trabalhar como comerciante no ramo do vestuário que é a tradição de sua família.
“Fui recebida com muito entusiasmo e nostalgia pelas pessoas, devido ao cinema, e comprovadamente a característica de Brazopolis é realmente de cidade acolhedora. Tanto que tive a oportunidade de atuar como secretária do turismo, catequista, e atualmente, como proclamadora da palavra e diretora social da APAE Brazopólis”.
As calçadas são algo que Audrei acha ruim na cidade, mas ela acha que a melhor coisa são as amizades.
Um personagem do passado que ela admira? Sr.Otacílio e D.Itália Cintra.
No presente Audrei admira muito a Dra Glória Rezende.
Ao povo brazopolense ela deixa esta mensagem: "Quem fala mal de sua cidade não é digno dela".
Aos 21 anos casou-se, em São José dos Campos, com Ivan Ribeiro de Carvalho, e lá residiram por 6 anos. Lá nasceram as duas primeiras filhas: Shelsea e Maiara. Ivanzinho, terceiro filho do casal nasceu em Brazópolis, no Hospital São Caetano, no mesmo dia , horário e local que seu irmão Chico. Já o caçula, Iuri, nasceu em Itajubá.
Atualmente Audrei possui um casal de sobrinhos e vai estrear como avó, primogenito de Shelsea e Domenico.
“Conheci Brazópolis por causa de meus pais que eram proprietários do cinema aqu,i e chorei até os dez anos de idade porque se mudaram. Foi quando passei a compreender melhor os seus motivos”, conta Audrei.
Mais tarde, com o desemprego em São José dos Campos, voltou para Brazópolis para trabalhar como comerciante no ramo do vestuário que é a tradição de sua família.
“Fui recebida com muito entusiasmo e nostalgia pelas pessoas, devido ao cinema, e comprovadamente a característica de Brazopolis é realmente de cidade acolhedora. Tanto que tive a oportunidade de atuar como secretária do turismo, catequista, e atualmente, como proclamadora da palavra e diretora social da APAE Brazopólis”.
As calçadas são algo que Audrei acha ruim na cidade, mas ela acha que a melhor coisa são as amizades.
Um personagem do passado que ela admira? Sr.Otacílio e D.Itália Cintra.
No presente Audrei admira muito a Dra Glória Rezende.
Ao povo brazopolense ela deixa esta mensagem: "Quem fala mal de sua cidade não é digno dela".
SANTUÁRIO DE N. SRA. APARECIDA - Por Luzia Mendonça
“De acordo com relatos da tradição oral e escrita, a primeira capela foi concluída por volta de 1.862. Foi implantada em terreno chamado “Pasto da Aparecida”, de propriedade do Ten. Francisco José Dias Pereira, com a finalidade de colocar a pequena imagem, já venerada pelos moradores, que fôra achada em uma clareira de um pinhal (araucárias). A imagem estava escondida em um toco de madeira, como diziam os moradores.
A capelinha foi construída por Firmino de Oliveira Melo e, concluída,teve sua sagração pelo Bispado de S. Paulo.
Entre 1914 a 1919, Pe. José Correia, vigário de Brasópolis, constitui uma comissão para a construção de uma igreja maior.
Em 13/02/1916 foi celebrada a primeira missa na nova capela, pelo vigário Pe. Correia, ainda semi-pronta.
No teto da capela, destaca-se um grande quadro da Imaculada Conceição pintado por Luiz Teixeira. O altar foi feito por João Pinheiro de Oliveira Pires, uma obra de arte de estilo gótico, trabalhado em peroba.
Em 07/04/1918, a igreja recebeu a benção solene da 1ª autoridade eclesiástica diocesana, Dom Otávio Chagas de Miranda (Vila Braz- 07/04/1918). Em 15/08/1957, D. Oscar de Oliveira, bispo auxiliar de Pouso Alegre, declarou que a referida igreja filial estava inscrita no número de santuários da diocese em honra da Virgem N. S. Aparecida (Brazópolis- 22/09/1957).”
Luzia Mendonça
A capelinha foi construída por Firmino de Oliveira Melo e, concluída,teve sua sagração pelo Bispado de S. Paulo.
Entre 1914 a 1919, Pe. José Correia, vigário de Brasópolis, constitui uma comissão para a construção de uma igreja maior.
Em 13/02/1916 foi celebrada a primeira missa na nova capela, pelo vigário Pe. Correia, ainda semi-pronta.
No teto da capela, destaca-se um grande quadro da Imaculada Conceição pintado por Luiz Teixeira. O altar foi feito por João Pinheiro de Oliveira Pires, uma obra de arte de estilo gótico, trabalhado em peroba.
Em 07/04/1918, a igreja recebeu a benção solene da 1ª autoridade eclesiástica diocesana, Dom Otávio Chagas de Miranda (Vila Braz- 07/04/1918). Em 15/08/1957, D. Oscar de Oliveira, bispo auxiliar de Pouso Alegre, declarou que a referida igreja filial estava inscrita no número de santuários da diocese em honra da Virgem N. S. Aparecida (Brazópolis- 22/09/1957).”
Luzia Mendonça
MINEIRICE DE CORAÇÃO Coração Mineiro -Por Elisa Noronha
MINEIRICE DE CORAÇÃO
Coração Mineiro
Meu coração tem mania de amar
Ama montanhas cheirando a pão de queijo
E café torrado.
Ama brincadeiras de amarelinha
E canto de carro-de-boi.
Meu coração se aquieta
No olhar estrelas em céu azul,
Fazendo nascer verruga
Em dedo que aponta.
Coração de mineira é doce de leite,
É manga catada debaixo da árvore
Que derrubou de madura.
É prosa acocorada em chão batido,
Aquecido do fogão à lenha.
Meu coração é coragem,
Enfrenta fantasmas no caixão
Corre junta a Saci Pererê,
Enquanto a mula trota.
É espiga de milho assada
Em brasa na fogueira,
Que se rodeia de viola
E causos de caboclo.
Meu coração cata pinhão ao nascer do dia
E se delicia com seus estalos
Buscando fugir da brasa.
Ele come batata doce empurrada
Com café com leite
Enquanto espera bolão de fubá
Se dourando.
Meu coração é mineiro,
Porque mineiro é desconfiado,
É incerto
Porque mineiro não vive certezas.
É casa de barro pintada,
Se misturando ao clarão do dia.
Coração mineiro acorda com as galinhas
E canta junto ao calo,
Anunciando nascer do dia...
Meu coração tem mania de amar,
Simplesmente porque é mineiro...
Elisa di Minas
Coração Mineiro
Meu coração tem mania de amar
Ama montanhas cheirando a pão de queijo
E café torrado.
Ama brincadeiras de amarelinha
E canto de carro-de-boi.
Meu coração se aquieta
No olhar estrelas em céu azul,
Fazendo nascer verruga
Em dedo que aponta.
Coração de mineira é doce de leite,
É manga catada debaixo da árvore
Que derrubou de madura.
É prosa acocorada em chão batido,
Aquecido do fogão à lenha.
Meu coração é coragem,
Enfrenta fantasmas no caixão
Corre junta a Saci Pererê,
Enquanto a mula trota.
É espiga de milho assada
Em brasa na fogueira,
Que se rodeia de viola
E causos de caboclo.
Meu coração cata pinhão ao nascer do dia
E se delicia com seus estalos
Buscando fugir da brasa.
Ele come batata doce empurrada
Com café com leite
Enquanto espera bolão de fubá
Se dourando.
Meu coração é mineiro,
Porque mineiro é desconfiado,
É incerto
Porque mineiro não vive certezas.
É casa de barro pintada,
Se misturando ao clarão do dia.
Coração mineiro acorda com as galinhas
E canta junto ao calo,
Anunciando nascer do dia...
Meu coração tem mania de amar,
Simplesmente porque é mineiro...
Elisa di Minas
Pá riba di mim??? - Por Maria do Vá
Fui nu banco du Brasir pá mode abri uma conta. Quandu cheguei lá tinha uma porta qui rudiava.Tava inscritu:”Empurre”. Impurrei i fui... Vigi Maria! Cumeçô uns apitus isquisitu. Eu num sabia si corria o si gritava. Ponhei as mão na cabeça e gritei: Eu num fiz nada! Daí, veiu um pulicia e eu pensei: Tô perdida! Vô se presa! Mais o moço mi acarmo e disse qui num ia prendê eu não. Disse qui dissertu eu tava cum muito metar na borsa. Abri a borsa prele vê e foi só mueda qui caiu pra tudu lado. E tamém tinha as chave da porta da minha casa, da porta da casa da minha mãe, du baú da minha vó, uma chavi de fenda qui gosto di carregá prá arguma precisão, uma tisora pa modi corta argum fiapo qui sorta da ropa e mais um santo Antonio di bronze qui é pá mode, eu arrumá maridu. Só isso, pôca coisa i deu essa cunfusão medonha. O moço feiz eu ponha tudu na caxinha di vidru e mandô eu tentá entra traveis. Eu impurrei a porta e fui... quandu eu vi, tava di vorta pá fora, impurrei mais e entrei, mais lerdiei e sai otra veiz... Intonse u moço mi ajudô e eu cunsigui entrá. Um homi chic, di ternu bunito, ajeitô os paper pra mim e eu abri minha conta. Ele inté mi deu um cartão descrédito. Eu saí pisanu nas núvi, pensano inté qui eu era inguar a Donatela da novela, qui eu acho ela muito chic.
Nu ôtro dia fui lá traveis pá tirá um poquinho di dinheru qui era pra mode eu comprá umas mandioca qui eu tava cum vontadi di cumê. Pois óia só, tava um filão qui paricia fila di médico du SUS. Tinha treis caxa letrônio: Um num tava afuncionano, u ôtro era só pá genti véia, dificênti e muié grávida ou cum criança nu colo. U ôtro tava uma filona danada. Entrei na tar da filona. Um povo lerdo qui só veno. Ficava lá i num saía nunca. Minhas perna tava dilurida di tantu ficá di pé. Na otra fila ispiciar tinha pôca gente. Fiquei só oiano e cubiçando podê mudá pra lá. Foi intão qui eu vi passá na rua uma muié cuma criança nu colo. Cumo eu sô muito teligênti, num pensei duas veiz, sai da fila e curri atrais da muié e falei prela mi imprestá a criança pra mim. A muié mi oiô ispantada i antis dela falá arguma coisa, garrei a criança, ajeitei bem a danadinha nu colu e fui pá fila ispiciar. Quandu chegô a minha veiz, a mãe da criança, qui tava lá fora cum cara de besta, cumeço a gritá feitu uma vaca braba. O pulícia, qui num é pulícia, veiu di novu atraiz di mim. Naquela horíca eu infiei u meu cartão nu buraquinhu i fui apertano us botãozinhu direitinhu pá tirá u meu dinheiru. Mais ceis num vão aquerditá: Tinha acabadu u dinheru!
Sabe que qui eu fiz? Dervorvi a criança prá muié iscandalosa, mandei u puliciá páquele lugá, sentei na carçada e chorei largaaaaado!
Nu ôtro dia fui lá traveis pá tirá um poquinho di dinheru qui era pra mode eu comprá umas mandioca qui eu tava cum vontadi di cumê. Pois óia só, tava um filão qui paricia fila di médico du SUS. Tinha treis caxa letrônio: Um num tava afuncionano, u ôtro era só pá genti véia, dificênti e muié grávida ou cum criança nu colo. U ôtro tava uma filona danada. Entrei na tar da filona. Um povo lerdo qui só veno. Ficava lá i num saía nunca. Minhas perna tava dilurida di tantu ficá di pé. Na otra fila ispiciar tinha pôca gente. Fiquei só oiano e cubiçando podê mudá pra lá. Foi intão qui eu vi passá na rua uma muié cuma criança nu colo. Cumo eu sô muito teligênti, num pensei duas veiz, sai da fila e curri atrais da muié e falei prela mi imprestá a criança pra mim. A muié mi oiô ispantada i antis dela falá arguma coisa, garrei a criança, ajeitei bem a danadinha nu colu e fui pá fila ispiciar. Quandu chegô a minha veiz, a mãe da criança, qui tava lá fora cum cara de besta, cumeço a gritá feitu uma vaca braba. O pulícia, qui num é pulícia, veiu di novu atraiz di mim. Naquela horíca eu infiei u meu cartão nu buraquinhu i fui apertano us botãozinhu direitinhu pá tirá u meu dinheiru. Mais ceis num vão aquerditá: Tinha acabadu u dinheru!
Sabe que qui eu fiz? Dervorvi a criança prá muié iscandalosa, mandei u puliciá páquele lugá, sentei na carçada e chorei largaaaaado!
POR ONDE ANDA VOCÊ? - Alessandro Martins
Sou Alessandro, filho de Mercedes Martins e João Carlos de Almeida, meus pais são há um longo tempo separados, e minha linda mãe ainda vive em Brazópolis, sozinha agora, pois todos (eu e minhas irmãs) nos formamos e tivemos que sair para trabalhar. Minhas irmãs são as belas Flávia e Déborah, ambas vivem hoje em São José dos Campos, trabalhando e estudando bastante. Fiz a Escola Técnica até 1997 quando me formei em Telecomunicações, logo em seguida em 1998 fui para São Paulo. fazer entrevistas.
Por que se mudou de Brazópolis? A necessidade sempre foi a maior razão de minha mudança. Brazópolis desde aquela época foi e ainda é incapaz de aceitar grandes indústrias que ali batem a porta. A falta de emprego faz com que todos saiam à busca, e comigo não foi diferente. Hoje moro em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, bem próximo à casa de quem futuramente será a minha esposa: Roberta (linda e especial). Como o mundo gira, hoje trabalho na indústria do Petróleo, e a cada 15 dias de trabalho estou em algum lugar desse mundo fazendo o meu trabalho de perfilagem e perfuração de poços, sejam eles, de óleo ou gás. Cada dia diferente do outro, conhecendo todo tipo de gente mundo a fora. Muito bom.
De que mais sente saudades na cidade?Tenho saudade de tudo nessa bela cidade, dos tempos em que brincava na Praça do Mercado com os amigos, na Praça da Matriz jogando vôlei no anfiteatro, das pessoas que carrego sempre e sempre no coração, das noites de boa música seja em qual bar fosse a cantoria, da Escola Técnica e os amigos que ali fiz, do time do Tinola e do João Vianney (eu era e continuo sendo horrivel jogando futebol), das idas e vindas pra roça com os amigos, de pular no lago do Vitor Visoto (hoje Sitio Santa Helena) e claro da boa comida da D. Florita, do Coral Vozes de Euterpe e o Zé Vilela, dos tempos em que tudo era mais simples e sem complicação: claro, quando Brazópolis não precisava de mais nada senão aquela tranqüilidade que sempre terá...
Com que freqüência vem pra cá? Puxa, hoje em dia está cada vez mais difícil, porém, sempre existem datas especiais, casamentos de amigos e feriados... E quando alguns desses pontos coincidem com a minha folga, lá estou eu e a Beta saindo rumo a Brazópolis.
O que fazia antes e o que faz agora? Antes eu trabalhava na minha área em Telecomunicações, na qual fiquei bastante tempo e em grandes empresas; depois de uma grande mudança na minha vida, após o intercambio cultural que fiz, mudei para a área de exploração de petróleo, a qual vem abrindo muitas portas, não apenas aqui no Brasil como no mundo todo.
Uma coisa ruim de Brazópolis. Falta vontade política. Estou na torcida para que o próximo governo possa mudar os rumos da nossa querida Brazópolis, quero dizer: focar em algo e acreditar, seguir aquilo como uma meta! Sem as "viagens-na-maionese" que todos estamos cansados de ouvir e ver quando aí estamos.E mais uma coisa incomoda a mim e todos que nas nossas rodas de conversa: chega de comodismo. Que levantem e façam algo por Brazópolis. Parem de acreditar em Papai-Noel e vão a luta. Só assim se consegue algo nessa vida: nada cai do céu, nem mesmo em contos de fadas. Não fazer nada deixa as pessoas alienadas... É isso.
Uma coisa boa de Brazópolis. Ver que algumas pessoas arregaçam as mangas e vão a luta. Saber que Brazópolis tem uma das maiores riquezas desse país, uma natureza vasta e repleta de recursos. Sem essas coisas a cidade hoje estaria morta.
Um personagem brazopolense, da atualidade, que você admira. Puxa, há poucos dias tive o prazer de encontrá-lo em Brazópolis e dizer a ele pessoalmente que eu o admirava muito, e sempre o farei com carinho. Francisco Régis Noronha. Eu gostaria de ter 1% (um por cento) da maestria desse grande professor. Um gênio. Uma pessoa única. Tenho uma grande admiração por ele.
Um personagem brazopolense, do passado, que você admira. Esse é bem pessoal, para aqueles que viveram no nosso grupo de amigos, nos tempos de Grupão, e meados de Colégio, existiu um cara muito gente fina. Eu o chamava de Joaquim, e os parentes e alguns amigos o chamavam de Juninho mesmo. Um cara super simples que ali na Estação morava, muito humilde seguia a vida sempre sendo honesto com todos. De fisionomia magra sempre estava alegre e gentil. Não me esqueço o dia em que ganhamos no Bingo da festa Junina do Grupão e fomos até à minha casa dividirmos o frango assado e os doces (essa, minha mãe vai lembrar)... Pena que a vida nos tirou esse grande amigo muito cedo. Saudades desse cara...
Se você pudesse mudar alguma coisa aqui, o que mudaria? Brazópolis precisa muito de pessoas que a queiram melhor e não os que ali se encostam e vêem a vida passar. Se a cidade quer ser turística que haja investimentos para o tal, agora se quer ser industrial, que assim seja, outrora queríam-na como agrícola. Resumindo: Qual é o foco dessa cidade? Sabemos que há muito tempo o que paga as contas da cidade é a produção agrícola, então que melhorem as estradas rurais de quem pagam as nossas contas por exemplo. Se querem um pouco de turismo, divulguem o que há de melhor na cidade, não deixando de investir na infra-estrutura, claro. E não esquecendo que a cidade precisa de gente trabalhando, e certas indústrias têm seu espaço na cidade, basta dialogar e trazê-las... Não queremos que aconteça o que há muitos e muitos anos fizeram para que o progresso não chegasse a nossa cidade dizendo que tudo isso iria trazer violência e tudo de ruim que se podia imaginar. Aliás, antes que eu me esqueça, sem esses investimentos de passado, hoje a cidade vive numa situação alarmadora quanto à segurança e falta de progresso, que nossos olhos estejam sempre abertos.
Pretende voltar um dia? Claro, nem que seja no pó da cremação... Eu amo e defendo Brazópolis. Pra mim é a capital do Sul de Minas (frase roubada), desculpas aos amigos de Itajubá, mas nessa hora sou bairrista mesmo. Queria mesmo era voltar antes, mas o trabalho e as responsabilidades extras que adquirimos com o passar do tempo atrapalham um pouco, porém, um dia estarei de volta com força pra ajudar a viver essa bela cidade com orgulho de todos que nela moram.
Deixe uma mensagens aos Brazopolenses. Não existe uma mensagem certa, mas aqueles que realmente acreditam nessa cidade, assim como eu, que na possibilidade de fazer algo por ela: façam! Essa cidade me educou e muito do que sou hoje aprendi aí. Tenho orgulho de Brazópolis, mesmo tendo nascido do outro lado da fronteira, digo, Campos do Jordão, me considero brazopolense de coração. Tudo que mais amo na vida tem raízes nessa cidade. Minha mãe ainda vive por aí. Meus amigos e eu, sempre que possível, sabemos que nessa cidadezinha nos encontramos, seja num feriado ou mesmo no Carnaval, com o belo CF desfilando na avenida... Enfim, a cidade tem o seu valor e deve ser respeitada. Pessoas boas vivem com pessoas boas, e nessa cidade isso é possível. O que não pode acontecer é ficarmos de braços cruzados, essa cidade nos fornece de tudo... Brazópolis quer mais de nós mesmos, e isso devemos a ela.
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