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19 de janeiro de 2011

Realidades – Elisa de Minas

Aqui me pego, aos 53 anos, sentindo uma saudade enorme da crença e fé que eu sentia no trabalho que venho desenvolvendo por 25 anos. Um trabalho escolhido não como falta de opção, mas escolhido como única opção para eu ser feliz profissionalmente. Acredito que em decorrência da minha lerdeza natural eu tenha levado tanto tempo para perceber que vivi utopias. Fui utópica quando acreditei na valorização do educador, quando acreditei que o futuro seria melhor, quando acreditei que calma era necessário para dar tempo às mudanças. Fui infantil e sonhadora quando acreditei que os políticos acreditavam que a educação era um dos caminhos do crescimento humano e, por isso, investiriam nela ; quando acreditei na mudança política de nosso município , que veria município como um todo, sem divisão entre rede estadual/municipal , afinal sou brazopolense e fui importante para eles na hora do voto ; quando acreditei que o ser humano teria mais hombridade ; quando acreditei que todo profissional envolvido com a educação era uma pessoa humana em toda sua essência...

Fui inocente e sonhadora quando acreditei que “pior do que está não tem jeito”. Mas tem, e como!

2 comentários:

Anônimo disse...

òtimo texto que mostra claramente como está a educação no municipio.Trabalhar por 25 anos e acabar chegando nessa conclusão é muito triste.
Os professores não sabem a força que tem, por que se soubessem lutariam de maneira unida para melhorar. Fico revoltado quando vejo alguém que é professor com uma visão desiludida dessas. Tenho visto nessa minha querida Brasópolis muitos professores revoltados, decepcionados e isso faz com que eu volte ao passado quando era ainda estudante do ginasial. Naquela época os professores eram valorizados, respeitados. Hoje o que vejo é uma troca de valores, falta de respeito, agressão, baderna. À Elisa de Minas meus parabéns por conseguir descrever de maneira clara e simples o que acontece com o professor/educação hoje em dia.E fico pensando o que virá futuramente, se as autoridades não reverem o estatuto da criança e do adolescente e se os politicos não respeitarem mais essa classe de trabalhadores. Meu respeito por todos os professores.

Anônimo disse...

Chocante o texto da Elisa de Minas. Parabéns! Descreve claramente a angustia de um grande grupo de profissionais que não suportam mais tanto descaso. Maravilhoso! Excelente! E triste.

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