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16 de setembro de 2013

Ao Braz – Jorge Henrique Torres



 ‘’ Não faço ideia de quantos e quais já cantaram o amor pelo Braz!
Noção que carrego é a da vontade de cantar tal amor, também!
Gritar aos quatro ventos talvez matasse essa sede de canto!
Contudo só posso amenizar essa sede!
Transpor para o papel é o que há!

Que meu papel, pois não hesite em sugar sem reservas toda e qualquer emoção genuinamente brazopolense que me compõe.
Que São Caetano de Vargem Grande e Monsenhor Noronha não se esquivem do intuito de abençoar o tortuoso percurso que separa o meu coração do papel!

Sem maiores delongas dou forma ao meu canto de amor, que se inicia já no subsequente verso!
A emoção pioneira que me vem à cabeça é a lembrança da linhagem pioneira! Refiro-me aos ‘’Braz’’ que originaram o ‘’Braz’’!

Que orgulho carrego do presidente! Ora, meu caro! Falo de Wenceslau, filho do coronel, presidente do Brazil!
Presidente na primeira grande guerra que o mundo viu! Oriundo de um dos mais ínfimos berços, ávidos de paz, que o mundo já viu!

Ínfimo não! O meu berço é o presépio de Belém! Alcunha singela e suntuosa!
Pudesse eu psicografar alguma prestação de conta aos nossos fundadores (leia-se família Braz e colaboradores) , diria que nossa terra conserva a aura aprazível de outrora, contudo clama por alguma prosperidade!

De que me importa o que ainda nos falta! Hoje é dia 16 de setembro! Dia de hastear bandeira, de extravasar na praça da Matriz! Nesse momento, Preocupemo-nos com o que já ostentamos!

Caro interlocutor, em que lugar do universo se é possível observar o universo tão bem quanto aqui? Responda-me se todos os municípios detêm um formidável castelo como o nosso! Na Europa há vários castelos medievais! Mas garanto que castelo contemporâneo e singelo como o nosso ‘’castelinho’’ só existe no ‘’Reino do Braz’’!

Sei lá! Brazópolis tem uma aura inebriante! Perigosa! Propícia à constituição de loucos!

Tem aquele sujeito da bicicleta ‘’escalafabética’’; ébrios das mais variadas procedências! Há contudo quem saiba ‘’canalizar’’ a embriaguez proveniente do ar insólito do Braz: Os pilares das letras brazopolenses, a ‘’patota’’ do Tab!
Passar pela Rodovia que se encontra à margem de nossa Brazópolis é um convite imediato a se assistir a um festival de janelas! Uma vez dentro do ‘’Reino do Braz’’ já se é convidado a um festival sem fim de bares e botecos! Devo dizer que os botecos são mais convidativos!

Ah, se me fosse dada a chance de realmente psicografar uma mensagem para o clã dos Braz! Do outro lado da vida saberiam que Boteco que tem ‘’bombado’’ mesmo é um ‘’Boteko’’( opa! Certamente Coronel Francisco Braz e Presidente Wenceslau não entenderiam o termo ‘’bombando’’. Pois bem, psicografaria a expressão ‘’angariando clientela fiel’’), o ‘’Boteko Mágico’’! Não sei onde o clã dos Braz ‘’curtia’’ a ‘’night’’ nos anos de 1900, mas hoje em dia o ‘’Boteko mágico’’ é o ‘’point’’!

Devo dizer que já sou quase um acionista do boteco em questão, tamanha minha assiduidade. Gosto demasiadamente do Pablo, mas adoro a Vera, aprecio sem restrições o Ino, me ‘’amarro’’ na Joice e na Turma do Bolê( o Bolê não é ‘’botequeiro’’ mas é inadmissível que fique fora dessa lista) ! Entretanto há um bar periférico, que a meu ver,’’arrebenta’’: o Bar do Naldinho! E desculpem os outros ‘’botequeiros’’, mas os preferidos de quem vos fala são estes!

Não sou nenhum compulsivo por bebidas, a minha assiduidade nos bares se deve ao afeto pelas pessoas, seja pelos ‘’botequeiros’’, seja pelos fregueses. Se quiser ouvir alguma boa história fútil, descabida, mas que alegra a existência, não se pode esquivar dos bares do Braz, sobretudo dos botecos, e  dos bares de roça. Luminosa, Anhumas, Can-can certamente possuem um sem fim de anedotas do povo, oriundas da simplicidade e espontaneidade de nossa gente!

Falemos das pessoas, então! Como a hipocrisia felizmente não é o meu forte não hesitarei em dizer que no nosso ‘’reino’’a mentalidade provinciana atua contra! Mas a favor muitas vantagens jogam por nós! O brazopolense tem propensão à vida, carrega simplicidade e ‘’caipirismo’’ gostoso como traços inalienáveis de sua existência!

Fincou-se praticamente no extremo sul de Minas a nossa bandeira! Ufa, por pouco , não fomos paulistas! Não tenho nada contra os paulistas, mas tenho tudo a favor dos mineiros! Quis o destino que nossa bandeira fosse fincada nesse ponto magistral em que não há como se escapar da aura encantada das montanhas, que só fazem ornamentar esse nosso presépio de Belém!
Brazopolense e mineiro! Eis que surge a explicação maior desse ar inebriante, promotor de loucos, por um lado, escultor de artistas, por outro! Há quem defenda a tese de que o mar foi arrancado de Minas, pra impedir a soberba do berço dos maiores expoentes da história nacional! Em termos de Braz, é difícil contermos uma insinuante arrogância!

Não me acanho em dizer a quem não é daqui, que somos terra de presidente, que temos castelo, e que daqui se observa as estrelas como em nenhum outro lugar!

Sou filho legítimo do Braz! O irrelevante fato de não ter vindo à vida aqui não me faz menos filho! Justifico que não sou bastardo, por carregar no nome Serpa e Torres! Linhagem mais brazopolense, impossível!

Brazópolis é um ponto ínfimo no universo! Brazopolenses, por sua vez, representam uma parcela de indivíduos bem menos ínfima! Somos muitos! Há incontáveis filhos de nosso solo que ganharam o mundo, hasteando nossa bandeira em outras paragens! Quinze mil são os que habitam o nosso reino! Outros tantos já não dormem no berço, mas carregam no sangue, estejam onde estiverem!

Eu quero ganhar o mundo! Apesar da pretensão, que seja o meu mundo, um tanto maior que o Braz,mas ainda assim pequeno! Seja onde eu for que eu construa o meu mundo, que eu me orgulhe de hastear a bandeira do meu ‘’pedacinho’’ de mundo , do meu berço encantado! Levei comigo, em recente ‘’saga’’pelo sul do país, uma bandeira daqui, literalmente! Ostentei-a bravamente, no ‘’Reino dos Pinhões’’! Creio que o amor ao solo do qual brotamos dignifica nossa alma!

O meu ‘’pedacinho’’ de mundo é meu, e ninguém tasca! Na mais remota paragem deste universo, no sul da China, que seja, quero aí, sim, gritar aos quatro ventos o meu amor! Amor às minhas raízes, ao homem que sou, ao ‘’vorta’’, ao ‘’ ô burro’’, e ao ‘’capaz memo’’ que fazem parte do léxico caipira deste brazopolense que vos fala!

Antes de encerrar, um último pedido aos céus: Que meu último suspiro se dê no solo em que me foi concebida a existência

Parabéns, Brazópolis!’’

Jorge Henrique Torres

6 comentários:

Valéria disse...

Jorge, adorei! Lindo texto!

Anônimo disse...

Jorgão manda muito

Júlio Mota disse...

Incrível!

muller diego da silva disse...

mandou muito bem ., ele é 10 !

aninhajm94@hotmail.com disse...

Parabéns Jorge, quanto talento.

Antonio Claret disse...

Arrebentou rapaz, parabéns............

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