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23 de janeiro de 2014

Esteja com Deus, meu grande amigo Dão! - Hélio Nogueira



 Quando éramos crianças encontrávamos todos os dias. Nadávamos na cascata, jogávamos bola no campo e, juntos com nossos irmãos e amigos nos aventurávamos na “mata”, onde os cipós viravam balanços, e escalávamos as árvores como se fôssemos “Tarzãs”.
Nossa amizade e fidelidade eram tão fortes  que um conseguia sentir o que o outro queria.
Em noites frias, juntávamos a turma e sentávamos encostados no “quentinho” da parede da rua, ao lado da casa do Sr. Miguel Mendes. Atrás desta parede ficava o forno da padaria do “Seu Gino”, a antiga.
Lá brincávamos, conversávamos, ríamos e sentíamos o quanto éramos felizes.
Eu vivi, eu senti...
Quando fomos para a adolescência , hoje penso: “podíamos ter nos separado, no entanto, nos unimos cada vez mais.”
Fomos aprender música, eu no saxofone e ele no trombone. Juntos participávamos das apresentações da antiga “Banda”. Tocávamos em todas as procissões religiosas da época e nos eventos do município.
Depois começamos a animar os carnavais da cidade e, rapidamente, passamos a tocar também em outros locais, outras praças.
Depois cada um foi estudar em escolas diferentes e pouco nos víamos,pouco nos encontrávamos.  Mas aquele sentimento forte de amizade e respeito nunca nos abandonou.
Daí prá frente,nos casamos e cada um seguiu seu rumo.
Então fui convidado por ele para trabalhar em São Paulo.
Lá, trabalhando no mesmo local, encontramos outros amigos e conhecidos, também mineiros, em busca de aprimorar nossos conhecimentos profissionais e melhorar financeiramente.
Mais tarde, cada um seguiu seu rumo e ficamos anos sem nos encontrarmos.
No entanto, todas as vezes que nos encontrávamos, o brilho de satisfação inundava nossos corações. Curtíamos nossos reencontros jogando bilharou tomando uma cerveja.
Em seu regresso, depois de um bom tempo no exterior,ele fixou residência em outras cidades. Víamo-nos apenas em suas visitas à sua mãe, mas  ainda percebia que seu rosto se iluminava e seus  olhos brilhavam com a felicidade de estar aqui junto de nós.
Mais uma vez a vida nos separou ...
Foram tempos difíceis e quando voltamos a nos encontrar, pude ver e sentir  que sua face não mais se iluminava como antes, e seus olhos perderam aquele brilho de satisfação, de alegria. Senti que sua vida estava se esvaindo num mar de decepção sem fim, como se lhe minando a luz e o brilho de viver...
Então ele se foi, se foi para não mais voltar.
Mas sei que, para onde partiu, em sua última viagem, encontrará o alento, e Deus sabe, paz para o seu espírito que tanto amou sua família e seus amigos. Pessoas que o amavam e cujos olhos viram e sentiram a luz e o brilho deste grande coração.
Eu também vi, eu também senti!
Esteja com Deus, meu grande amigo Dão!

João Batista Pelegrino, meu grande amigo “Dão” partiu às vésperas do Natal, após um infarto.
Deixo aqui meus sentimentos à sua mãe, D. Luzia, seus irmãos, sua esposa Fatinha, seus filhos, sua neta e seus amigos e familiares.

Hélio (Burela)

5 comentários:

Luiz Fernando disse...

Parabéns, Burela! Você descreveu com maestria o sentimento nobre da amizade!

Luiza Helena disse...

Obrigada Hélio e Fatima ele merecia esta linda mensagem. Deixou muita saudades.Mas tenho certeza que está descansando ao lado de Deus.

Anônimo disse...

Nossa,eu Nâo sabia deste Acontecimento com o DÃO.

Zé Márcio disse...

Linda Mensagem Burela....
Zé Márcio

Anônimo disse...

Hélio, também meu amigo de infância. Em nome da minha mãe, dos meus irmãos e familiares agradeço esta homenagem ao meu irmão Dão.
Toninho Pelegrino

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