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27 de julho de 2010

"VI VALORES DO BRAZ"É SUCESSO!


Em 25 de julho, no Clube Wenceslau Braz de Brazópolis, a Academia Brazopolense de Letras e História – ABLH, fundada em 08 de julho de 2.000 , festejou seu 10º aniversário, promovendo o evento “VI Valores do Braz – Mérito Social e Cultural”.

Já em sua sexta edição, este evento ocorre anualmente no mês de julho com o objetivo de homenagear Expoentes da Vida Social e Cultural de nossa cidade. Foram homenageadas pessoas que se destacaram na comunidade por suas atividades educacionais, institucionais, assistenciais, empresariais e culturais, levando o nome de Brazópolis além de suas fronteiras.
Compareceram para receber as homenagens da ABLH:
– Edgar Gruezo Klinger;
– Maria Regina Brito Murad;
– Amado José de Souza;
– Genuino Domingos de Souza;
– José Appolinário Martins;
– Paulo Romildo Machado;
– Marilda Marly dos Santos;
– Francisco Régis Resende de Noronha;
– João Armando Braz de Faria.
O médico dr. Carlos Magno Carlos Gonçalves, um dos homenageados não pode comparecer ao evento.

Conduzida pelos acadêmicos Robinson de Queiroz Costa e Zélia Maria de Mello Carvalho, a cerimônia cumpriu sua finalidade de prestar um tributo de gratidão e respeito aos homenageados. Um resumo de suas vidas, atividades e realizações foi apresentado ao público presente e registrado nos arquivos da Academia.
Os homenageados receberam Diplomas entregues pelos acadêmicos José Benedito de Lima e Maria Helena Lobo dos Santos.
Enriquecendo a tarde o público pôde se deleitar com números musicais de talentos brazopolenses como o grupo “Seresteiros ao Luar”, e um grupo que expanjou talento formado por Maria Alba, Décio e Rodrigo Nogueira que apresentou músicas do compositor André Minchetti.
Os homenageados proferiram palavras comovidas de agradecimento, demonstrando reconhecimento à ABLH pela lembrança de seus nomes.
Familiares e amigos dos homenageados encheram o salão do clube, demonstrando o grande valor de cada um deles.
A Academia agradece a todos que participaram, fazendo deste evento um marco importante e convida a todos para participarem das próximas apresetações da Academia Brazopolense de Letras e História.
Durante esses 10 anos, a ABLH teve, em sua presidência, vários acadêmicos como: Maria da Glória Rezende Faria, João Armando Braz de Faria, Teresinha Serpa Brito, Robinson de Queiroz Costa, Eloiza Maél Rosa e, na gestão atual, Edgard Guimarães.
Neste período foram desenvolvidas as seguintes atividades: concursos de poesia; gincanas culturais junto às escolas; organização e participação nos lançamentos de livros de autores brazopolenses; produção, edição e lançamento do livro “Brazópolis – Cem Anos de Emancipação Política”; um projeto em andamento de um livro sobre os escritores de Brazópolis; e a realização do “Valores do Braz – Mérito Social e Cultural”.




PEQUENA BIOGRAFIA DOS HOMENAGEADOS:

EDGAR GRUEZO KLINGER

Edgar Gruezo Klinger, naturalizado brasileiro, nasceu em Esmeraldas, no Equador, em 12 de março de 1940, filho de Segundo Gruezo e Bertilda Klinger. Tem três irmãs e um irmão.
Edgar veio para o Brasil em 1960, permanecendo no Rio de Janeiro, para estudar Medicina na Universidade Federal Fluminense – UFF. Formou em 1968, fazendo residência por mais dois anos em Cirurgia Geral.
Veio para Brazópolis em 1970. Casou-se com Maria Terezinha em 1974 e tem três filhas: Hellen, Nádia e Louise, duas médicas e uma nutricionista-farmacêutica.
Desde que chegou a Brazópolis, trabalha no Hospital São Caetano, onde foi administrador, Diretor Clínico e Diretor Técnico. Na Faculdade de Medicina de Itajubá, atua como Professor Titular em Cirurgia Geral há mais de 35 anos.


CARLOS MAGNO CASTRO GONÇALVES

Carlos Magno Castro Gonçalves nasceu em Maria da Fé, em 27 de agosto de 1953, filho de Paulo Gonçalves e Maria Tereza Castro Gonçalves.
Formou-se em Medicina em 1977, em Belo Horizonte, fazendo residência médica em Cardiologia e Clínica Médica.
Carlos Magno atua e reside há mais de 30 anos em Brazópolis, onde se casou com Luiza Helena Nazaré Senna Gonçalves.
Carlos Magno foi Diretor da Faculdade de Medicina de Itajubá, Presidente da Regional Sul Mineira da Sociedade Mineira de Pneumologia e Secretário da Saúde de Itajubá.
É Professor Titular de Pneumologia da Faculdade de Medicina de Itajubá, Diretor Clínico do Hospital Escola da Faculdade de Medicina, médico sócio acionista da Clínica Saúde CEAM de Itajubá e médico do corpo clínico do Hospital São Caetano de Brazópolis.
Carlos Magno tem pós-graduação em Docência do Ensino Superior e em Gestão de Saúde.

MARIA REGINA BRITO MURAD

Maria Regina Brito Murad nasceu em Brazópolis, filha de José Brito Sobrinho e Maria da Conceição Lopes Brito. Tinha cinco irmãos.
Desde menina estudou na Escola Normal N. S. Aparecida, regida pelas Irmãs da Providência.
Formou-se professora e começou a vida profissional na Escola “Coronel Francisco Braz”, lecionando também na Escola “Dona Maria Carneiro” e em escolas de Itajubá e Piranguinho.
Regina Brito fez os cursos de Pedagogia em Itajubá e de Ciências Biológicas na Universidade “Eugênio Pacceli” em Pouso Alegre.
Na Escola Estadual “Presidente Wenceslau”, começou como professora de Educação Física, depois Ciências, Biologia e Química. Tocada pela arte, fazia bailados juntamente com sua mãe e ajudou a construir o Hospital e a Escola “Cônego Teodomiro”. Promoveu vários desfiles, com seus alunos, no Dia da Cidade. Também deu aulas de acordeom e violão.
Regina Brito tem 5 filhos. Dois deles, Jorge e Alexandre, também se voltaram para a música. Zélia e Lílian são professoras. Dimitri trabalha na Embratel desde que se formou.
Hoje aposentada, frequentemente se encontra com seus ex-alunos, que guardam por ela admiração e respeito.
Nas palavras de Regina: “O caráter de um homem é formado pelas pessoas que amam!”


AMADO JOSÉ DE SOUZA

Amado José de Souza nasceu em 2 de abril de 1927, no bairro do Campinho, em Brazópolis, sétimo filho de José Lino de Souza, natural de Sorocaba (SP), desde cedo morador deste município, e Júlia Pereira Gomes, natural do próprio município. Amado viveu em Brazópolis até os dezenove anos, trabalhando na lavoura com os pais e mais dez irmãos. Além de trabalhar na roça, aprendeu os primeiros rudimentos da marcenaria com o pai, fazendo carros de boi, carroças, porteiras, móveis etc. Foi barbeiro em Piranguinho e Itajubá.
Com vinte e dois anos, Amado foi para São Paulo, capital, e começou trabalhando como marceneiro na Escola Técnica “Getúlio Vargas”. No período noturno estudava desenho de móveis.
Trabalhou ainda na Escola Antártica, Indústrias “Ermelindo Matarazzo”, entre outros locais, sempre como marceneiro. Aposentou-se no ano de 1976, mas continuou trabalhando como autônomo na profissão herdada do pai.
Na cidade de São Paulo, Amado José de Souza casou-se, em 31 de dezembro de 1957, com Cesarina Morales de Souza, sua companheira fiel para toda a vida, e dessa união nasceram seis filhos. Logo após o casamento, voltou a morar em Minas Gerais, na cidade de Piranguinho, onde trabalhou na lavoura de arroz e onde nasceu sua primeira filha, em 1958. Depois de dois anos, voltou a viver em São Paulo, onde está até hoje, embora sempre visite a terra natal, para rever os parentes e amigos.
Amado José de Souza é autodidata, aprendeu a língua pátria, na infância, lendo os livros dos irmãos mais velhos, um pouco por dia, e mais tarde fez um curso de português por correspondência, na Escola por Correspondência “Professor Napoleão Mendes de Almeida”.
Desde seus sete anos, canta as coisas simples da vida e da natureza; foi, porém, aos dezesseis anos que publicou, pela primeira vez, uma poesia, ‘O Canarinho Morto’, no jornal “O Brazópolis”. A partir daí, teve outras publicações esparsas, inclusive no extinto jornal “Notícias Populares”, de São Paulo.
Teve seu primeiro livro editado em 1981, “Murmúrio do Simples – O Sertão em Prosa e Poesia”, uma coletânea de oitenta e nove poesias, que falam da natureza, das alegrias e tristezas de sua gente, de uma forma lírica, suave, com marcas indeléveis da infância no campo, do silêncio e beleza das terras de Minas. No ano de 1986, recebeu um prêmio de publicação no V Concurso de Poesia “Raimundo Correa”, com o poema ‘Monjolo Velho’, publicado no livro “Poetas Brasileiros de Hoje – 1986” da Shogun Editora e Arte, do Rio de Janeiro.
O livro “Murmúrio do Simples” foi o único publicado, porém a sua produção literária é vastíssima, possui por volta de setecentas peças, entre prosa e poesia. Possui ainda cinquenta e cinco poesias musicadas e o manuscrito de um livro em prosa, o romance intitulado “Noiva no Colo”. Todas as obras inéditas e guardadas com muito carinho.
Ao longo de sua vida, também fez outra forma de arte, foi músico, violeiro, compositor, cantor de música sertaneja raiz. Aprendeu a tocar violão, viola e sanfona.
Nos últimos tempos, havia parado de escrever, por causa do trabalho não tinha tempo, mas voltou a escrever e cantar. Com mais de oitenta anos, o poeta diz que começou tudo de novo, porque o homem nunca perde a esperança...


GENUINO DOMINGOS DE SOUZA

Genuino Domingos de Souza nasceu no Bairro da Varginha, Município de Brazópolis em 28 de julho de 1953, filho de Genuino de Souza Pereira, conhecido por Gino Souza, e de Nair Veloso Pereira. Aos dez anos, juntamente com sua família, mudou-se para Itajubá, para o Bairro da Vila Podi e depois para o Bairro da Piedade, onde passou parte da adolescência. Aos quinze anos, mudou-se com a família para São José dos Campos.
Em 1977, casou-se com Terezinha de Paula Souza. Tiveram duas filhas: Henriqueta e Érika. Em 1983, mudou-se com a família para Brazópolis.
Conheceu a Sociedade São Vicente de Paulo em 1988, mas somente em 1992, entrou para a Conferência de São Caetano, participando até hoje, sendo seu atual Presidente.
Participa de outras entidades de Brazópolis, sendo atualmente Tesoureiro do Asilo São Vicente de Paulo (Vila Vicentina) e Tesoureiro do Conselho Particular Vicentino. Em 2005, fundou a Conferência de Crianças e Adolescentes, com o nome de São Tarcísio, onde permanece como orientador.
Genuino é amante da música raiz sertaneja e do humor. Gosta também de futebol amador, tendo sido por alguns anos jogador e técnico do Clube das Gomeiras.

JOSÉ APPOLINÁRIO MARTINS

José Appolinário Martins nasceu em 27 de junho de 1931 no Bairro Sertãozinho, no município de Conceição dos Ouros, filho de Manoel Appolinário Martins e Maria Geralda de Jesus. Ainda pequeno, passou a morar, com os pais, no Bairro Ribeirão Pequeno.
Aos 12 anos começou a trabalhar como lavrador de arroz na fazenda do Dr. Francisco Pereira Rosa. De 1945 a 1949 trabalhou no Mercado Municipal de Brazópolis como vendedor de cereais. Em 1949 iniciou sua vida de comerciante, juntamente com seu pai, quando este comprou um pequeno comércio de secos e molhados no Bairro de Ribeirão Pequeno.
Em 1953, veio morar na cidade de Brazópolis, quando seu pai comprou do Sr. Benedito Machado Homem, uma máquina de beneficiar arroz, situada na Rua Tenente Francisco Dias, nº 69. Mais tarde o local foi transformado em Armazém, recebendo o nome “Casa Martins”. Desde então, José Appolinário esteve à frente dos negócios.
Com o falecimento de seu pai, em 1973, o armazém passou a se chamar “Martins e Filho Ltda”.
José Appolinário atuou como comerciante até o ano de 2008, quando passou a se dedicar mais à atividade de produtor de banana e café em seu sítio localizado em Bom Sucesso.
Durante certo período, José Appolinário participou como colaborador na diretoria de entidades filantrópicas como o Asilo São Vicente de Paulo, Asilo Dona Maria Adelaide e Hospital São Caetano.

PAULO ROMILDO MACHADO

Paulo Romildo Machado nasceu em Brazópolis, em 18 de outubro de 1949, filho de Ulysses Machado Homem e Maria Claudina Machado. É casado e tem três filhas.
Paulo Romido é graduado em Ciências Econômicas e fez pós-graduação em Administração de Recursos Humanos e em Docência no Ensino Superior, além de ter feito Cursos, Seminários, Conferências e Congressos de formação, capacitação e aperfeiçoamento técnico, profissional e gerencial. É citado, por suas contribuições técnicas, em dois livros do Professor e Consultor Ênio José de Resende.
Iniciou sua vida profissional em Brazópolis, no Cartório de 2º Ofício, transferindo-se depois para São Paulo onde trabalhou na empresa PISA – Papel de Imprensa. Em São José dos Campos, trabalhou na AVIBRÁS – Indústria Aeroespacial e EMBRAER – Empresa Brasileira de Aeronáutica.
Foi membro fundador das seguintes entidades de recursos humanos: Comissão de Estudos Salariais integrada ao Grupo de Estudos de Recursos Humanos em Administração Pública em São Paulo; Comissão de Estudos Salariais do Vale do Paraíba em São José dos Campos; Associação Valeparaibana de Administração de Pessoal em São José dos Campos.
Tem colaborado ativamente com as Escolas e Entidades de Brazópolis. Idealizou a premiação ‘Honra ao Mérito’ (Diplomas e Troféus) aos melhores alunos da Escola Estadual Técnico-Industrial “Tancredo Neves” (desde 1986) e da Escola Estadual “Presidente Wenceslau” (de 2001 a 2007).
Tem feito arrecadação financeira e doações de produtos, equipamentos, mantimentos etc. para o Hospital São Caetano, a APAE, a Casa da Amizade, O LADMA – Lar Dona Maria Adelaide, o Lar da Criança, a Vila São Vicente de Paulo e o Movimento Vicentino, a AMA – Assistência aos Moradores do Alto da Glória e a Casa Lar Tia Olguinha.
Coordenou a Festa Junina para a troca do telhado do Hospital. Coordenou a Festa de Natal do Lar da Criança em 1991. Organizou e promoveu palestras em diversos Encontros Vicentinos. Contribuiu para a construção da sede da AMA e com cestas de natal por vários anos. Colaborou com a reforma da Igreja Matriz em 1986. Colaborou para a aquisição do som e reforma da Igreja Nossa Senhora Aparecida. Fez a doação do Placar do Campo de Futebol.
Paulo Romildo tem participado de atividades Carnavalescas e Esportivas em Brazópolis. Participa desde 1972 do Carnaval de Rua com os blocos “Namorados da Lua”, “CF”, “Brinco de Ouro” e “União Brazopolense”. Criou, presidiu e comandou “Os Renegados”, “Para o Ano Sai Melhor”, “Zem Nome” e “Lençol”. No futebol, jogou pelas seguintes equipes de Brazópolis: Vasco, Santos, Botafogo, Brasil, Botafogo de Anhumas, Estação Dias, Tiradentes e Araújos. Foi orientador técnico dos times de Brazópolis: Tiradentes, Esmeralda e Cruz Vera (futebol de campo) e Lúcios, Padaria 3 Irmãos e Tenence (futebol de salão).
Atualmente ministra, em Escolas, Empresas e Entidade, palestras e workshops sobre orientação e crescimento do ser humano.

MARILDA MARLY DOS SANTOS

Marilda Marly dos Santos nasceu em Brazópolis, em 31 de maio de 1964, filha de José do Ciro e Palmira.
Residiu fora de Brazópolis, em São José dos Campos, durante 26 anos. Durante esse tempo trabalhou na empresa multinacional Johnson & Johnson, nas áreas química e administrativa.
Participou de vários treinamentos relacionados com sua área de atuação, adquirindo muita experiência nos campos profissional e pessoal.
Durante o tempo que trabalhou fora, também ajudou e promoveu eventos para entidades filantrópicas (lar da criança, asilo, hospital) na cidade de Brazópolis e em cidades vizinhas.
De volta à Brazópolis, ocupa o cargo de Administradora do Hospital São Caetano, onde vem obtendo bons resultados para a comunidade brazopolense.
Graças ao apoio que tem recebido, dedica esta homenagem a todos os funcionários do Hospital.


FRANCISCO RÉGIS RESENDE DE NORONHA

Francisco Régis Resende de Noronha nasceu em 17 de junho de 1949, filho de Antônio de Oliveira Noronha e Rosinha Rezende de Noronha.
Cursou o primário no Grupo Escolar “Cel. Francisco Braz”, fez o ginasial no Ginásio Brazópolis e o 2º grau no Colégio Comercial Brazópolis. Depois, cursou Letras na FAFI, em Itajubá.
Lecionou na Escola Estadual “Presidente Wenceslau” e no Colégio Comercial Brazópolis.
Também foi político – vereador inexpressivo – como ele próprio diz, mas com direito à imortalidade: tem o seu nome gravado numa placa na Estação Rodoviária.
Prosador e poeta bissexto, como se apresenta, prefere ler a escrever, fazendo-o como Mestre Graciliano diz, “espremendo os miolos”, para ver se sai coisa de alguma valia. Não obstante, pertence à Academia Brazopolense de Letras e História e tem suas fumaças literárias estampadas nos jornais “Brazópolis” e “Can-Can”, este, já extinto, e na “Revista da FAFI”; de sua lavra, também, algumas palavras escritas em livros de autores locais, e só, mais nada.
Diz que ficou surpreso quando soube que seria homenageado, preferindo que esse tributo – caso não pudesse mesmo fugir dele – fosse póstumo, porque aí ficaria, então, mais tranquilo, distante da luz dos holofotes. Acrescenta que nada fez para merecê-lo, dizendo que a vida do professor é uma atividade sobre o imponderável, pois não se conhecem senão imperfeitamente os frutos desse labor que é trabalhar existências tão heterogêneas como a dos seres em formação, nos bancos escolares.
No entanto, sente-se gratificado; o triunfo de inúmeros alunos, o agradecimento de alguns enchem-no de profunda felicidade.
Aposentado no Estado, continua a lecionar, agora no Colégio Imaculada Conceição, esperando lhe seja propriciado mais algum tempo de Magistério, com a saúde e lucidez necessárias ao desempenho de seu trabalho.

JOÃO ARMANDO BRAZ DE FARIA

João Armando Braz de Faria nasceu em 11 de junho de 1938, em Brazópolis, filho de Isaac Pereira de Faria e Isabel Braz de Faria. João Armando casou-se em 8 de fevereiro de 1969, em São Paulo, com Maria Helena Gambachi de Faria, filha de Agenor Gambachi e Matilde Papoin Gambachi. João Armando e Maria Helena tiveram os filhos: Rogério Augusto Braz de Faria, casado com Santa Clara Chaves Braz de Faria, André Luís Braz de Faria, casado com Rita de Cássia Lino Oliveira de Faria; e Luciano Ricardo Braz de Faria, casado com Patrícia Mara Oliveira Cintra de Faria.
João Armando formou-se em Engenharia pela Escola Politécnica de São Paulo e especializou-se em Computação.
João Armando desenvolve há mais de 20 anos um trabalho de pesquisa histórica de Brazópolis e de genealogia das primeiras e principais famílias da região. Fez um levantamento completo dos arquivos públicos de Brazópolis, relacionando os jornais da cidade e documentos antigos (arbitrado como anteriores a 1950) existentes nos Cartórios de Notas, Registro Civil, Prefeitura Municipal, Câmara Municipal, Igreja e alguns particulares, visando à efetiva implantação do Arquivo Histórico de Brazópolis, criado por sua iniciativa pelo Decreto 039/2002 de 14/8/2002. Parte dessa documentação está sob guarda da Academia Brazopolense de Letras e História em processo de limpeza e catalogação. Fez pesquisa similar nas cidades vizinhas: Itajubá, Delfim Moreira, Pouso Alegre, Cristina, Campanha e diversas cidades do Vale do Paraíba. Pesquisou também arquivos de Inventários nos Fóruns ou Museus das cidades de Itajubá, Pouso Alegre, Cristina, Pouso Alto (São Lourenço), Campanha, São João Del Rei, Lorena e Guaratinguetá, porque muitos dos antepassados dos brazopolenses vieram de lá. Consultou os arquivos das cúrias de Pouso Alegre, São Paulo e Mariana, analisando os processos de casamento por consanguinidade e os de Gênere (ordenação de padres) porque trazem informações genealógicas das pessoas envolvidas. Pesquisou em Arquivos Públicos de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, analisando ofícios, leis e decretos, relações de eleitores e censo de população da época do Império.
Além de trabalhos inéditos sobre a história de Brazópolis e genealogia de várias famílias da região, João Armando publicou os seguintes artigos: ‘Aspecto Histórico-político do Município’ no livro “Brazópolis – 100 Anos de Emancipação Política”; ‘Preservação de Imóveis e Documentos’ no livro “Castelo – Antologia da Academia Brazopolense de Letras e História”; partes de ‘Primórdios do Piranguinha’ no livro “A Estação de Piranguinho – As Origens e Outros Olhares”; ‘Desmistificando o Tombamento de Imóveis’ e ‘Tombamento de Imóveis Particulares’ no jornal “Brazópolis”. Publicou também vários artigos no Jornal “Letras&História” da ABLH.
João Armando ocupa a cadeira nº 17 da Área de História da Academia Brazopolense de Letras e História, cujo patrono é o Tenente Coronel Caetano Ferreira da Costa e Silva. João Armando foi Presidente da ABLH em 2002 e editor do jornal da ABLH, “Letras&História”.

6 comentários:

JÚLIO ANSELMO disse...

Isso é homenagem de verdade. Lembrar os feitos e reconhecê-los como importantes para a cidade e para quem os criou.

Anônimo disse...

NOSSA!!! Mas temos muitos outros que não foram citados porque será? Porque são menos influêntes ou porque suas colabraçoes maiores e taves melhores foram esquecidas...

Sueli Aparecida Souza Kurihara disse...

Sr. Anônimo:
Prezo o seu comentário, visto que este é um "blog" democrático, porém penso que sua avaliação está um pouco equivocada. Meu pai, um dos homenageados, é uma pessoa simples, não é político, não é socialmente influente, só ama sua terra e a poesia, não de um modo formal e academico, mas paixão emanada da vivência. Este é um evento em que a cada ano são lembradas algumas pessoas, nos diversos campos da vida social da cidade.

Anônimo disse...

Que maravilha esta homenágem!!! bateu uma gostosa saudade em meu peito. Dona Regina, minha professora de ciências nos idos de 1975. Professor Regis, Educação fisica!!!!!que saudades!!! Marilda Marli, com quem tive a honra de laborar na Johnson & Jhonsons. Como Brasopolense, embora distante do meu berço natal, tenho que agradecer muito a inciativa desta homenágem e agradecer de coração a cada um dos homenageados por todo o trabalho realizado na transferência de conhecimentos ou diminuindo o sofrimento das pessoas, em especial, as com menor poder aquisitivo.

João Batista - S.J.Campos

Aurea Veloso Mendonça disse...

Olá, sou bisneta de Manoel Jose Velloso, ficamos felizes (eu e meus irmãos), por encontrarmos referências da nossa historia pelo lado paterno, pois quase nada sabíamos dos nossos avós e antecedentes paternos.

Anônimo disse...

Olá, sou bisneta de Manoel Jose Velloso e fiquei muito feliz com a descoberta dos meus antecedentes.

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