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11 de outubro de 2013

Saudosos velhos tempos – Fátima Noronha

Tenho saudades de tanta coisa!
Tenho saudades de ver o leiteiro e o padeiro deixarem o pão e o leite na porta da minha casa.
Saudades de ver crianças jogando pé na lata, bola queimada, esconde-esconde nas ruas da cidade.
Saudades do pastel do Bar do Seu Geraldo, da torcida da D. Rosa, do picolé do Bar do tronco, do lambari do Onofre da Candinha, do doce de batata da Geralda Cintra, do pirulito da Julita, do pastel de farinha da Claret, da bolacha preta da Padaria do Marinho, do biju do Seu Higino...
Saudades de tomar benção e ganhar santinho do Pe. Quinzinho, da D. Ruth Simões nos ensinando as músicas no corinho de Natal. Da voz da Laida Lisboa cantando nas missas....
Saudades de pedir a benção pra vó, pro pai e pra mãe...
Saudades de ver o povo brasileiro cantando o hino nacional com  as mãos no peito orgulhosos.
Saudade de quando os rapazes faziam apenas um “fiu-fiu”, quando passava uma garota bonita.
Ando com saudades de comer  galinha de galinheiro, jaboticaba trepada no galho, pão feito em casa, pipoca doce de pipoqueiro.
Saudade de gritar “entra” quando batiam na porta, sem ao menos perguntar quem era.

Mas, acho que as maiores saudades que tenho são as de tudo que em criança acreditei:  
Papai Noel chegando   de madrugada e, escondididnho, deixava nossos presentes que o menino Jesus mandava.
Que existia alma penada rezando na Santa Cruz da beira da estrada.
Que tomar leite e comer manga matava.
Que em dia de tempestade os espelhos tinham que ser cobertos para afastar os raios.
Que sapato virado mandava a mãe pro inferno.
Que sentir vontade de comer alguma coisa dava lombriga.
Que o bicho papão morava em baixo da minha cama...


Minha maior saudade: “A minha inocência de criança!”

9 comentários:

Anônimo disse...

Eu tenho saudade de Brazópolis quando era Brazópolis agora tá uma tristeza do jeca.

Anônimo disse...

D.Ruth é aquela magrinha que dava aula de religião?Ela esta viva?

Ana Lúcia disse...

É, saudade da saudade!
Mas, se falar que tem alma penada, não espero para ver não, Não sei qual é maior, o medo ou a crença!
Muito lindou seu texto. Nos faz pensar......
Abraços grande.

Unknown disse...

O doce de batata da Tia Geralda era muito bom,saudades!!!

Anônimo disse...

Brazópolis perdeu o brilho,perdeu a alegria,o entusiasmo.É uma cidade definhando aos poucos,administrada com controle remoto,sem nenhuma perspectiva de futuro razoável.É preciso dar um basta,já durou demais essa brincadeira de mau gosto,está mais que provado a falta de competencia daqueles que fariam o melhor. E cadê? qual a desculpa agora?

Vera Lúcia de Azevedo disse...

Que texto lindo!!!!!!!!
Tenho saudades de tudo isso! Ainda mais que mencionou o "Pirulito da Julita", minha avó. Muitas saudades.....
Vera Lucia de Azevedo.

Anônimo disse...

Tenho saudade de caber dentro da cestinha do carrinho do supermercado.

Anônimo disse...

Não é culpa de Brazopolis se não ha mais inocencia..
Se sua alma está velha meu caro anonimo.
O texto é lindo e fala de um tempo que fez parte de um passado de conto,fadas, misturado com nosso tempo real,.,Tempo que simprles sabores davam prazer.
Nada ha ver com politica .. fala se de coisas da alma de quem comeu biju, pirulito de guarda chuva , ouviu Samuel Miranda e Boa musica com Paulo Edgard
Nda com politica , sim tempo que se sentia sentindo . que o coração vinha antes do pensamento

Antonio Claret disse...

Este texto balançou o coração, Parabéns!

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