6 ANOS LEVANDO AS NOTÍCIAS DA TERRINHA QUERIDA

AQUI, FÁTIMA NORONHA TRAZ NOTÍCIAS DE SUA PEQUENA BRAZÓPOLIS, CIDADE DO SUL DE MINAS GERAIS.

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23 de junho de 2014

HOJE SEU NOME É SAUDADE, AGENOR!




Não poderei mais ouvir sua risada gostosa, não mais ouvirei suas conversas “filosóficas”, não sentirei mais seu abraço gostoso, apertado e aconchegante, não sentirei mais seu beijo “melado” e gostoso.
Você partiu tão cedo, meu irmão.
Quanta vida ainda existia em você...
Por que?
Por que partir assim, sem mais nem menos, nos deixando apenas as lembranças?
Você foi um ser humano incrível, com seu jeito “meio maluco” de ser, você foi um grande exemplo pra todos nós.
Você sabia amar de verdade. Seus olhos viam em todo ser humano somente o lado bom. Todos para você eram iguais, todos eram especiais.
Tinha o dom de pedir perdão quando era preciso e dizer “eu te amo” com o coração. Sempre com uma palavra amiga, você fazia questão de mostrar que todos eram especiais pra você. Talvez você nunca tenha notado que era especial em sua simplicidade, mas você era muito especial.
Tão especial que o Pai lhe quis perto dele.
Você teve que ir, pois nosso mundo era pequeno pra você, muito pequeno para um ser humano tão grande!
O meu amor por você nunca morrerá. Você estará guardado eternamente em meu coração e em todos os corações que tiveram o honra de conviver com você.
Nosso coração está doendo, mas sabemos que agora você está completamente feliz...
Adeus, meu irmão querido!
Que Deus o recompense por toda bondade que você sempre carregou em seu coração.
A saudade está doendo muito, mas assim foi a vontade do Pai, e se ele quis assim é porque seria melhor pra você...
Fique em paz, meu querido irmão!


Meu irmão Agenor Eugênio nos deixou semana passada aos 52 anos de idade.
Além das irmãs, deixa os filhos Raphael, Raphaela, Raniel e Renato, além da nora Tatiana, do genro Ricardo, do netinho Gabriel e outros familiares.


  O QUE NOS RESTA É O CÉU - Agenor Eugenio Noronha Dias – Escrita em 2005.

Acordo,
Abobalhado,
E levanto autômato...

Vou em direção à janela,
Meia aberta
Vejo o mundo,
Esquadrinhado pelo beiral
E pela folha fechada.
Constato,
Abestalhado,
Que o infinito é azul...

Meus olhos,
Ingênuos,
Filhos de pai da mesma estirpe
Viram fontes moribundas
Que gotejam lágrimas inúteis
Nas florestas destruídas.

Encosto a folha aberta
Tudo fica escuro...
Deito-me,
Posso morrer,
Mas o infinito é azul...

6 comentários:

Anônimo disse...

Tio Gê, vai deixar imensas saudades.

Luiz Fernando disse...

Va com Deus, irmao! Sua irma descreveu com maestria o seu breve caminhar neste mundo. Meus sentimentos aos familiares.

Armando Oliveira disse...

Um grande amigo que se foi. Quantas vezes tomamos umas geladas juntos. Nunca me lembro de nenhuma conversa triste, nenhum papo negativo. Ele nunca escondia aquela risada escandalosa e gostosa dele. Uma pena que vá tão cedo. Fará muita falta aos amigos. Infelizmente faz muito tempo que não vou para Brazópolis, mas levo boas lembranças deste amigo de infância, de adolescência. Para quem não sabe o Agenor foi um goleiro meia boca que tinha na beira da linha, e que várias vezes jogamos bola juntos. Ele era uma pessoa de um QI elevado com uma facilidade de aprender incrível escondida por atrás daquele jeitão esculachado que lhe era peculiar. Vá em paz meu amigo. Tenho a convicção que o curto tempo que você viveu neste mundo foi muito intenso e valeu a pena, tanto para você quanto para gente que foi agraciado de tê-lo em nosso convívio. Vá com Deus. Armando Oliveira

José Eustáquio Cardoso disse...

Bonito poema, Fátima. O Agenor era seu irmão? Se era, está explicado: tinha poesia correndo pelas veias, assim como a tinham Seu Antônio Noronha, Zezé Noronha e outros Noronhas. Que pena que não o tenha conhecido.

Fátima Noronha disse...

Era meu irmão sim, José Eustáquio. E está fazendo muita falta. Ele era um porta nato. Pena que quase nunca guardava seus poemas.

Anônimo disse...

Lindas palavras Armando, você o descreveu muito bem.
Agenor é eternamente saudade...

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